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A análise do discurso histórico do Paulo Guedes na XP
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A imperfeição do perfeito

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Luciano Pires -

Recentemente escrevi um texto falando do Tico e do Teco empresarial: o Transtorno da Incompetência Compulsiva Obsessiva e o Transtorno da Excelência Compulsiva Obsessiva. Dois extremos de um mesmo problema: a incompetência empresarial. O conceito agora faz parte de minha nova palestra “Gente Criativa, Empresas Lucrativas”, na qual exercito algumas reflexões incômodas sobre como – num mundo em transformação – continuamos repetindo processos ultrapassados e comprovadamente ineficientes.

Na palestra monto o gráfico do Tico e Teco, que demonstra como a coisa acontece: toda empresa começa com o Tico, absolutamente incompetente, e vai aos poucos melhorando. Os funcionários vão se familiarizando com os processos, investimentos em equipamentos e pessoas são feitos e as coisas evoluem. Logo a empresa começa a se tornar competente e na busca por mais competitividade, implementa novos procedimentos. Chegam as Isos, QSs, Prêmios da Qualidade e dezenas de sistemas criados para controlar, comandar e garantir a qualidade. Os resultados aparecem! Inebriadas pelo sucesso as lideranças não percebem que atingiram o ponto de equilíbrio e querem mais! Investem em mais gente, mais processos, mais burocracia, controles, controles, controles. Nasce a sociedade da estabilidade, avessa a turbulências, a sustos, a imprevistos. Até chegar ao Teco: de tão excelente a empresa se torna incompetente…

Parece uma loucura, não é? Afinal, excelência e incompetência são incompatíveis! Pois é. Mas “incompatibilidade” é um conceito relativo quando se lida com seres vivos. E o Teco cria vida! Acredite: os processos agigantados e cada vez mais complexos ganham vida própria e a burocracia atinge níveis absurdos, transformando as pessoas em meras engrenagens. É quando surge um fenômeno curioso: torna-se cada vez mais difícil encontrar a raiz dos problemas no emaranhado de responsabilidades, interdependências e burocracia.

O grande sistema super-ultra-mega competente ganha vida própria e passa a se proteger, a se reproduzir, tem dores, tem febre, espirra e tem humores. E o inexplicável acontece: a empresa-símbolo de qualidade despenca com problemas de qualidade.

A saída? O grande escritor Rubem Alves deu a pista: “Rotinas e repetições paralisam o pensamento. Inteligência se alimenta de desafios. Sem desafios ela murcha, encolhe. O conhecimento só se inicia quando o familiar deixa de ser familiar, quando nos espantamos diante de um enigma. É no espanto que o pensamento começa”.  

Rubem está dizendo que se seu trabalho é uma rotina, não existe mais inteligência nele. Se sua vida é uma rotina, não existe mais inteligência nela. E rotina é tudo o que quer nossa sociedade da estabilidade, que não admite o espanto.  

Desenvolvemos a inteligência para criar os processos, mas somos fracos na inteligência para implementar e – principalmente – conduzir os processos. Buscando obsessivamente a estabilidade, tentamos reduzir a complexidade de nossas a vidas a números. Criamos roteiros-padrões perfeitos que entregamos a seres humanos imperfeitos, que não tem capacidade de julgamento e tomada de decisão para perceber as imperfeições do perfeito. 

Gente assim não conduz processos. É conduzida por eles.