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A ladra

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Luciano Pires -


Fui ao Barra Shopping Sul em Porto Alegre ver uma exposição sobre o Titanic. É um caça-níqueis, mas impressiona quem – como eu – é fascinado pela história daquele navio. Valeu cada níquel caçado… De volta  ao hotel, descubro que esqueci meu celular no taxi, um IPhone 4 novíssimo! Liguei para o Shopping, consegui falar com o ponto do taxi, mas de nada adiantou. Eu não tinha o modelo do carro, a placa ou número, nem o nome do motorista. Angustiado, voltei até o shopping. Eram dez e meia da noite. Fiquei plantado em frente ao ponto de taxi para ver se reconhecia o motorista e… reconheci!

– Foi o senhor que me levou para o hotel minutos atrás?

– Foi sim!

– Ufa! Esqueci meu celular no banco de seu carro!

– Ah! Olha só, depois do senhor, fiz uma corrida para uma mulher. Ela sentou no celular. Quando ela saiu do carro eu vi o celular, achei que era dela e avisei que estava sobre o banco. Ela pegou, olhou, enfiou na bolsa e desceu…Calafrio. Se não tivesse intenção de roubar, ela teria devolvido o celular para o taxista, não é? Ao ver minha expressão de desânimo ele continuou:

– Eu sei onde deixei a mulher. Quer que eu leve o senhor até lá?

– Quero!

Bem, vou encurtar a história. Localizamos o apartamento da mulher num condomínio de classe média. Ela desceu até a portaria acompanhada do filho, um jovem adulto, e desmentiu que tivesse encontrado o celular. O taxista, inconformado insistiu, descrevendo o celular e a cena.

– Não peguei nenhum celular!

E pronto. Rolou barraco, ameaça de chamar policia e tudo mais. Mas não adiantou. Fui à delegacia e o próprio escrivão aconselhou: 

– Deixa pra lá.

Tomei duas porradas. A menos dolorida foi a perda do aparelho. Mas a cena da mulher nos encarando e dizendo – na frente do filho – que não havia roubado o celular, foi um baque. Não consigo entender como é que alguém pode ficar com algo que não é seu, tendo a oportunidade de devolver ao dono…

Conheci uma ladra. Seus valores individuais, que orientam o comportamento, determinam nossas prioridades e nos definem como indivíduos, estão em total desacordo com os meus. Meus valores estão relacionados à virtude, os dela ao vício. Quem vive os valores virtuosos sofre diante de escolhas morais. É tentador ficar com o “achado”. E vencer essa tentação dói. 

Mas quem não vive os valores virtuosos, deixando-os apenas pairando sobre sua vida, nem percebe que escolhas morais precisam ser feitas. Sequer entende que o “achado não é roubado” é apenas uma justificativa para um comportamento indigno.Gente assim tem desvalores individuais.

Conheci uma ladra. Que além do meu celular, roubou mais um pouco de minha fé na natureza humana.

Luciano Pires

Veja as dicas de leitura da Livraria Cultura sobre o tema deste artigo em http://www.culturanews.com.br/primeiraspalavrasDetalhe.aspx?entrevistaID=181