Artigos Café Brasil
Produtividade Antifrágil
Produtividade Antifrágil
PRODUTIVIDADE ANTIFRÁGIL vem para provocar você a rever ...

Ver mais

Cafezinho Live
Cafezinho Live
Luciano Pires, criador e apresentador dos podcasts Café ...

Ver mais

Me Engana Que Eu Gosto
Me Engana Que Eu Gosto
Me engana que eu gosto: dois meio brasis jamais somarão ...

Ver mais

Tá chegando o Podcast Café Brasil 700!
Tá chegando o Podcast Café Brasil 700!
Tá chegando a hora do Podcast Café Brasil 700!

Ver mais

Café Brasil 720 – Conversa com Ganime
Café Brasil 720 – Conversa com Ganime
O Deputado Federal pelo Rio de Janeiro Paulo Ganime, ...

Ver mais

Café Brasil 719 – Licença poética
Café Brasil 719 – Licença poética
Quem me acompanha há muitos anos sabe que tive um amigo ...

Ver mais

Café Brasil Especial – Heróis da Saúde 12 – The Dark Side Of The Moon
Café Brasil Especial – Heróis da Saúde 12 – The Dark Side Of The Moon
Olha, este é outro daqueles programas de sonho, ...

Ver mais

Café Brasil Especial – Heróis da Saúde 11 – Qual é seu propósito?
Café Brasil Especial – Heróis da Saúde 11 – Qual é seu propósito?
Eu acho que você já deve ter sido questionado sobre ...

Ver mais

LíderCast 202 – Richard Vasconcelos
LíderCast 202 – Richard Vasconcelos
Que está à frente da LEO Learning Brasil, uma empresa ...

Ver mais

LíderCast 201 – Marco Piquini
LíderCast 201 – Marco Piquini
Ex-executivo da Fiat, um profissional de comunicação, ...

Ver mais

LíderCast 200 – Marcio Ballas
LíderCast 200 – Marcio Ballas
Apresentador de televisão, ator e palhaço profissional. ...

Ver mais

LíderCast 199 – Ricardo Corrêa
LíderCast 199 – Ricardo Corrêa
Empreendedor, fundador da Ramper, uma conversa ...

Ver mais

Minuto da Produtividade 4 – Registre os pensamentos e ideias
Minuto da Produtividade 4 – Registre os pensamentos e ideias
A mente da gente é que nem o Windows; está agitando mas ...

Ver mais

Minuto da Produtividade 3 – Livre-se do lixo
Minuto da Produtividade 3 – Livre-se do lixo
Minuto da Produtividade 3 - Livre-se do lixo

Ver mais

Minuto da Produtividade 2 – Desenvolva sua própria pegada produtiva
Minuto da Produtividade 2 – Desenvolva sua própria pegada produtiva
Desenvolva a sua própria pegada produtiva!

Ver mais

Minuto da Produtividade 1 – A arte de dizer não!
Minuto da Produtividade 1 – A arte de dizer não!
Produtividade é a arte de dizer NÃO!

Ver mais

Da arte de ser pessimista
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Previsões sempre fascinaram o ser humano. Seja mediante leitura de cartas ou palmas das mãos, seja tentando adivinhar qual será o clima amanhã, sempre surge alguém alegando ter o poder de antever ...

Ver mais

5 desafios para os negócios nessa crise da COVID-19
Michel Torres
“Nada é permanente, exceto a mudança.” Heráclito de Éfeso À medida que a crise da COVID-19 continua impactando a todos, a pergunta sobre “quando vai passar?” vai dando lugar a “o que ...

Ver mais

A atualidade de Malthus
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
A atualidade de Thomas Malthus “O famoso contraste que Malthus estabeleceu entre as duas espécies de progressões – o aumento geométrico da população e o crescimento aritmético da produção de ...

Ver mais

QI, educação e literatura
Gustavo Bertoche
É preciso lançar pontes.
O QI médio em praticamente todos os países do mundo cresceu muito nos últimos 100 anos.   Na Alemanha e nos EUA, o crescimento do QI médio foi de mais de 30 pontos. No Quênia e na Argentina, foi ...

Ver mais

Cafezinho 286 – A ação não-ativa
Cafezinho 286 – A ação não-ativa
Conformados com a burocracia e morrendo de medo de ...

Ver mais

Cafezinho 285 – O Buraco Negro
Cafezinho 285 – O Buraco Negro
A única resposta é: “O senhor tem de aguardar”.

Ver mais

Cafezinho 284 – A polarização de araque
Cafezinho 284 – A polarização de araque
Assistir a rinha de galos diária tem o mesmo efeito que ...

Ver mais

Cafezinho 283 – COVID 20
Cafezinho 283 – COVID 20
Precisamos reconhecer quem fez um bom trabalho e punir, ...

Ver mais

Aquarela Do Brasil

Aquarela Do Brasil

Luciano Pires -

Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro, vou cantar-te nos meus versos…

Caiu outro avião no Brasil. Eu achava que nunca mais veria aquelas cenas de corpos ensacados na calçada. Ou os familiares desesperados nos aeroportos. Ou a expressão aparvalhada, incrédula e impotente dos funcionários da companhia aérea, incapazes de dizer algo além de um número 0800 impossível de conectar… É quando nos sentimos um nada.

O Brasil, samba que dá, bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor, terra de Nosso Senhor
Brasil, pra mim, pra mim, pra mim…


Brasil pra mim. O meu Brasil. Ah, mas o meu Brasil não é esse, não. Meu Brasil é outro, diferente. Meu Brasil respeita os brasileiros. Meu Brasil sua a camisa trabalhando. Meu Brasil leva as coisas a sério. Meu Brasil não foge à luta. Meu Brasil não abandona os brasileiros à sorte.

Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei Congo no congado
Deixa cantar de novo o trovador
A merencória luz da lua
Toda a canção do meu amor…


Meu Brasil não é feito de políticos, empresários, técnicos ou catedráticos. Meu Brasil é feito de homens. Tem honra. Assume as responsabilidades.

Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões, arrastando o seu vestido rendado
Brasil, pra mim, pra mim, pra mim…


Pra mim dói, viu? Dói aquela mãe desfalecida no aeroporto, que podia ser a minha. Aquele filho que podia ser o seu. Aquele amigo que podia ser nosso. A tragédia que podia ser evitada… E dói o espetáculo que vem aí… Já vimos esse filme: a culpa não é de ninguém. Como desta vez não temos gringos pra culpar, será do piloto que morreu…

Brasil, terra boa e gostosa
Da morena sestrosa de olhar indiferente
O Brasil, samba que dá, bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor, terra de Nosso Senhor
Brasil, pra mim, pra mim, pra mim…

Afinal, o Brasil é o país onde a responsabilidade deixou de existir. Ninguém mais tem culpa de coisa alguma. A culpa é sempre do sistema. É da economia. É da meteorologia. É da física. É da matemática. De uma entidade intangível. Jamais dos homens. Pelo menos não dos que teriam a responsabilidade. Mas seriam esses, homens?

Ô, esse coqueiro que dá coco
Onde amarro a minha rede nas noites claras de luar…

A aquarela desse Brasil tem uma cor só: vermelho. Não o vermelho do partido. Nem o vermelho da vergonha de quem deveria, poderia e evitaria a tragédia. Mas o vermelho do sangue das vítimas do acidente, da bala perdida, do assassino impiedoso, do hospital desaparelhado, da torcida enfurecida.

Ah, ouve essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar…


Nunca antes neste país, como na propaganda, tudo o que ouvimos terminou em “ia”: poderia, seria, acharia, mandaria, assumiria, evitaria, contribuiria… Ia, ia, ia… Brasil, essa é tua sina. Tudo aqui “ia”. É o Brasil do Futuro do Pretérito do Indicativo, onde a única certeza é que a incompetência, desonestidade e deboche que terminam em tragédias não se conjugam com “ia”. Se conjugam com “ão”.

Ah, esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro, Brasil, pra mim, pra mim…
…Brasil!