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Por que Bolsonaro tende a ser considerado melhor presidente do país até 2022?
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Dona Helena e a Pocahontas

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Luciano Pires -

Num final de semana, assistindo ao DVD do filme Novo Mundo de Terrence Malick, encontrei uma cena fascinante. A atriz Q’Orianka Kilcher faz o papel da índia Pocahontas, levada para conviver com os colonos ingleses no começo do século 17 na região onde hoje é a Virgínia nos EUA. Retirada de sua aldeia a índia tem que usar roupas como as mulheres dos colonos e seu processo de “civilização” é complicado. A cena a que me referi acontece no momento em que a índia é trancada dentro de uma cabana e examina em detalhes uma… janela. Uma janela tosca, de madeira, sem nenhuma sofisticação como vidro, fechaduras metálicas ou alumínio. Ela olha sob vários ângulos, fascinada com aquela coisa fantástica que se abre e fecha, permitindo que ela veja a paisagem e também seja protegida das intempéries. Para Pocahontas em 1605 a janela de madeira era um milagre da tecnologia.

Pouco depois fui a Bauru, minha terra natal, fazer uma palestra. Fiquei hospedado na casa de meus pais e lá pelas tantas mostrei meu IPad para a minha mãe, Dona Helena, com seus 78 anos de idade. Vi repetir-se a cena do filme. Dona Helena mostrou a mesma fascinação da Pocahontas com aquele objeto capaz de fazer coisas mágicas, diferente de tudo que ela já havia visto. Para a dona Helena em 2011 o IPad é um milagre da tecnologia.

Agora imagine a rainha Elizabeth I experimentando pela primeira vez um vaso sanitário lá por 1600…  

Voltando para hoje, digamos que você é mulher, com seus vinte e poucos anos, “geração Y” total. Imagine em 2050 seu neto mostrando um videogame holográfico com sistema táctil e cheiros. Aposto que sua expressão será a mesma da Dona Helena de 40 anos atrás. Ou da Pocahontas  e da Rainha Elizabeth I 450 anos antes.  Onde quero chegar? Mais uma vez nessa história de “geração isso, geração aquilo”. A Pocahontas, a Rainha Elizabeth, a Dona Helena e aquela moça geração Y tem a mesma constituição física, o mesmo tamanho de cérebro, o mesmo número de neurônios. Sentem, ou sentiam, fome, sede, frio e calor do mesmo jeito. Se furar o dedo sai sangue. São iguaizinhas. Como igualzinha era a rainha Cleópatra 2050 anos atrás… O que as diferencia é o contexto em que nasceram, o progresso tecnológico, as transformações na economia, a cultura geral. Cada uma é produto de uma sociedade. Portanto, discutir e classificar gerações só tem sentido se a amostragem for constituída de gente que tem uma base comum de cultura histórica, econômica, educacional, linguística e social. Ou você acha que existe “Geração Y” no interior do Senegal? Nas montanhas do Nepal? No meio da selva do Cambodja? Na periferia de qualquer grande cidade brasileira?

Se fosse possível trazer a Pocahontas, que na história famosa tinha 14 anos de idade, para os dias de hoje, quanto tempo você acha que ela levaria para aprender a usar um IPad?

Geração não é horóscopo. É contexto.

Luciano Pires