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Georgias

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Luciano Pires -

Os e-mails que recebo de leitores são uma riquíssima fonte de inspiração. Retratam fatos, sentimentos, visões de mundo e me honram quando descubro que existe gente informada, interessada e inteligente estabelecendo um diálogo internético comigo. Mas certos e-mail são mais especiais que outros. São aqueles que tratam de sonhos, de ideais, de paixões e de esperanças. Aqueles que desnudam a alma de quem escreve. Como este, remetido por Georgia, lá do Rio Grande do Sul:


“Luciano, eu estudei praticamente minha vida inteira em escola pública. E você deve ter ciência da anêmica produtividade que esse ensino nos proporciona. Professores de péssima qualidade que devolvem aos estudantes a pobreza do contra-cheque numa aula débil e limitada. Não vou culpar a todos, mas a maioria confirma minhas  palavras.
Concluí meu segundo grau, pasme: não sabendo o que eram capitanias hereditárias. Passei a vida escolar ouvindo isso, mas não fazia idéia do que se tratava. Decidi então fazer vestibular para qualquer curso superior que me parecesse divertido (afinal, estudo não tinha exatamente um sabor adocicado na minha língua). Optei por Relações Públicas na federal do Rio Grande do Sul. Média alta. Precisava estudar e para isso era necessário saber o que eram as tais capitanias hereditárias. Abri temerosa um livro de história e comecei a ler… e ler… e ler… Não me satisfiz com história, passei para português, geografia, biologia… continuei a ler, ler… Tive a grata surpresa de perceber em mim a paixão pelo estudo, pelo saber… Ou seja, uma tremenda CDF.
Em meio a essa descoberta, tomei a decisão de virar professora. Mas não uma professora qualquer, minha idéia era ser uma representante da educação estilo Kevin Kline em o Clube do Imperador. Melhorar essa porcaria de ensino do qual eu sou fruto. Bom, a história é que graças ao Prouni vou cursar este ano a faculdade de geografia. Eu, sendo carente, consegui bolsa integral.
Estou conseguindo a realização de um sonho. Prestes a virar a partir de março uma universitária, eu sei que farei parte dos 13% da população brasileira que têm ensino superior. E, claro, sendo eu um projeto malogrado de um ensino deficiente, tenho consciência do quanto essa vitória sinaliza minha força de vontade. Sei que meu plano megalomaníaco de ascender a educação brasileira a um nível de país desenvolvido é um projeto que não poderei arcar sozinha. Enfrentarei a desvalorização de uma profissão, um salário irrisório e um cansaço diário pré e pós aula.
Porém, se de trinta alunos, um sair da sala de aula com vontade de continuar em meio aos livros, com consciência política, econômica e ambiental, com discernimento mais amplo da realidade; eu já terei sobre o meu travesseiro uma mente tranqüila de quem não está deixando a vida passar em branco. Cansei de culpar o governo. Se é a minha parcela que posso dar, ela será entregue de forma integral.”


Não conheço a Georgia. Não sei quantos anos ela tem, qual a cor de sua pele, se é gorda ou magra, loira ou morena. Só consigo imaginá-la a partir do texto que me emocionou.


Qual é a fórmula para produzir mais Geórgias? Não parece que é sua origem. Não é a educação. Não é a posição social. Não são as oportunidades. Parece que é um fogo interior, a vontade de aprender.
Mas antes de tudo vem algo mais importante. Geórgia não se conformou. Tomou uma decisão, enfrentou os riscos, sentou para ler e descobriu uma paixão. Georgia se deu uma chance. Mais que isso: mostrou-se generosa. Colocou como objetivo estimular outras Geórgias.


Os urubus vão achá-la sonhadora, iludida, inocente.
Para mim, Georgia é necessária.