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Memórias Mortas

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MEMÓRIAS MORTAS


Estive em minha terra natal, Bauru, nos últimos dias e fui surpreendido com o falecimento de um grande amigo da família, o Rubinho Figueiredo. Que pena! O Rubinho era uma daquelas pessoas do bem, sabe como é? Que quase não existem mais? Pois é… Meu amigo Rubinho se foi.
No caminho para o velório, ao passar pela esquina da Avenida Duque de Caxias com a Azarias Leite, olhei para a árvore que me cumprimentava havia cinqüenta anos. Não sei de que espécie era, mas sei que, quando garoto, nela subi e com ela brinquei, estabelecendo uma espécie de amizade silenciosa. Mas desta vez a árvore não estava mais lá. Foi derrubada. Apenas um toco restava no lugar da minha amiga. Fiquei olhando, entristecido. Acho que a árvore estava atrapalhando os fios de eletricidade e alguém mandou cortar. Uma árvore que devia ter uns 80 anos caiu pela decisão de um burroc… ops, burocrata… Pois é. Minha amiga árvore se foi.
E então meu pai me contou, entristecido, que foi até o campo do Bauru Atlético Clube, o BAC, o lugar onde Pelé surgiu para o futebol. Um monumento do esporte nacional. O campo do BAC foi vendido para uma rede de supermercados e está rodeado de tapumes. Meu pai espiou por um buraco e viu que demoliram as arquibancadas. No lugar do campo, vai surgir um supermercado… Pois é… Foi-se a memória de Pelé em Bauru.
E então, o pior. Minha sogra, Dona Thereza, com a saúde debilitada, é internada às pressas, para falecer na madrugada do dia seguinte. O dia em que eu completava 25 anos de casamento com a filha dela. Coube a mim pegar seus netos, meus dois filhos e dois sobrinhos, e levá-los para o enterro da avó em Bauru. Pois é. Minha sogra, a avó dos meus filhos, se foi…
Em sete dias em Bauru, o Rubinho, a árvore, o BAC, Dona Thereza… Minhas referências vão aos poucos se apagando, deixando a realidade para se transformar em memórias. Algumas pelo caminho natural da vida. Outras pelas decisões dos burroc… ops, burocratas.
As referências que se apagam pelo caminho natural da vida deixam saudades, tristeza e angústia. Mas exigem que nos conformemos, pois seguem um ritmo irreversível. Qualquer coisa viva que amamos, seja uma pessoa, um gato ou uma planta, um dia morrerá. E nada podemos fazer. Mas as referências que se apagam pela decisão dos homens, deixam a sensação de que não fizemos nossa parte. Não protegemos aquela árvore. Não protegemos o BAC. Deixamos que gente sem compromisso com a memória decidisse dar fim às referências importantes da nossa vida. Que pena. 
Imagino que Rubinho e Dona Thereza, estejam onde estiverem, estão bem. Mas não me conformo que os burroc… ops, burocratas que destroem nossas memórias, estejam também.