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A harpa elétrica
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Valdenir era um cara que acreditava piamente em reencarnação. Mas não era só isso… Acreditava também em vidas passadas, ufos e astrologia. Flertava com o candomblé, o budismo e era também ...

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Trivium: Capítulo 3 – Classificação dos Termos (parte 9)
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Cafezinho 248 – O meiostream
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Cafezinho 247 – Compartilhe!
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Cafezinho 246 – Setecentos
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Cafezinho 245 – Como censurar o Porta dos Fundos
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Mudei de ideia

Mudei de ideia

Luciano Pires -

Em minha palestra Geração T, comento que a humanidade sempre se desenvolveu em tribos. Fazer parte de uma tribo é um exercício de cooperação e solidariedade, além de dar aquela sensação de pertencimento, de segurança e de compartilhamento de um propósito com gente que pensa como a gente. E isso é bom!

O que mantém uma tribo coesa é o compartilhamento de crenças e  valores, muitos dos quais adquirimos não por uma análise racional, mas por simplesmente copiar o que os outros fazem e como pensam. E é exatamente essa conformidade de linha de pensamento que faz com que acreditemos em certas coisas sem nem mesmo uma avaliação racional. O resultado? O falso consenso, quando superestimamos a quantidade de pessoas que pensam como nós.

Claro! Se eu passo minha vida dentro de minha tribo, rodeado de gente que pensa como eu, é natural que eu ache que a verdade da minha tribo é a definitiva. Com as mídias sociais, então, atingimos o estado da arte do falso consenso. O Google e o Facebook, por exemplo, trabalham com algoritmos, programações que seguem uma receita para que tarefas sejam realizadas. Por meio desses algoritmos eles “aprendem” quem eu sou, do que gosto, o que quero, e passam a expor para mim aquilo que possa ser de meu interesse. Assim sou bombardeado diariamente de notícias e fatos identificados com minha visão de mundo. O Facebook mostra para mim mais que uma tribo, um mundo onde todos pensam parecido comigo. Daí a imaginar que esse é o mundo real, que minhas ideias, e só elas, é que valem, é um pulo.

Surge então o viés de confirmação: acabo até mesmo inconscientemente me rodeando de notícias, opiniões, pessoas e ideias que confirmem aquilo que eu acho que é o certo. E não sou exposto a ideias e opiniões contrárias às minhas. Na verdade, passo a combate-las.

O resultado? Polarização. Os debates tendem a ter apenas um lado, o que faz com que as pessoas reforcem cada vez mais seus credos numa mesma direção, e a tribos, agarradas a suas visões extremas, tornam-se selvagemente defensoras de suas verdades, ressentidas, odiosas, vingativas.  E você, como indivíduo, fica prontinho para ser chocado.

– Cara, mas todo mundo ia votar na Hillary!

– Meu, mas o Dória não tinha a menor chance!

– Como assim, foram a favor do Brexit?

Meu caro, minha cara, “todo mundo” não existe. O que existe é “minha tribo”. E muitas outras tribos. Aquele jornalista sabido está defendendo as ideias da tribo dele. Aquele professor, fala da tribo dele. Aquela empresária, fala da tribo dela. O religioso, fala da tribo dele. Nenhum deles fala por ou para “todo mundo”. Falam para “seus mundos”.

Eu, aqui, escrevo para minha tribo!

Isso é ruim? De maneira alguma. A única forma de construir uma sociedade melhor é começando por mim e depois com meus companheiros de tribo, questionando nossas crenças e mostrando que existe vida inteligente lá fora.

Muito bem, meus votos para 2017 é que você diga muitas vezes ao longo do ano uma frase mágica:

-Mudei de ideia.

Sabe o que isso significará? Que você está atento para o que acontece além de sua tribo. Que você terá aprendido valores de outras tribos. Que terá aumentado seu repertório. Que terá ficado mais rico.

Simples, né?

Feliz 2017.