Artigos Café Brasil
1964 – O Brasil entre armas e livros
1964 – O Brasil entre armas e livros
Um documentário para ser visto como outro ângulo pelo ...

Ver mais

Os Podcasts Café Brasil Musicais
Os Podcasts Café Brasil Musicais
Música é uma de nossas grandes paixões, por isso de ...

Ver mais

#DicaNetFlix Trotsky
#DicaNetFlix Trotsky
É uma série de terror. Tem assassinos em série, ...

Ver mais

Visualizando as estruturas do discurso do Portal Café Brasil
Visualizando as estruturas do discurso do Portal Café Brasil
Se você se aproximar do Café Brasil, prepare-se para ...

Ver mais

666 – O diabo é o pai do rock
666 – O diabo é o pai do rock
Existem dezenas de explicações para o 666 ser chamado ...

Ver mais

665 – O Vale
665 – O Vale
A trilha para o sucesso envolve trabalho duro e ...

Ver mais

664 – Sobre lagartas e borboletas
664 – Sobre lagartas e borboletas
Cara, como mudar é difícil... perder peso...manter ...

Ver mais

663 – A crisálida
663 – A crisálida
A maturidade entende que existe a escuridão no mundo, ...

Ver mais

LíderCast 154 – Diógenes e Michelle Cezila
LíderCast 154 – Diógenes e Michelle Cezila
Empreendedores brasileiros, que se mudam para os ...

Ver mais

LíderCast 153 – Rafael Bernardes
LíderCast 153 – Rafael Bernardes
Empreendedor em TI, que capacita outros profissionais ...

Ver mais

LíderCast 152 – Lucia Moyses
LíderCast 152 – Lucia Moyses
Escritora, psicóloga e neuropsicóloga, um papo sobre ...

Ver mais

LíderCast 151 – Irineu Toledo
LíderCast 151 – Irineu Toledo
Radialista, uma das vozes mais marcantes e conhecidas ...

Ver mais

Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Um bate papo entre Adalberto Piotto, Carlos Nepomuceno ...

Ver mais

046 – Para quem vai anular o voto
046 – Para quem vai anular o voto
Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Bolsonaro errou, mas nem tanto
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Bolsonaro fala demais, e sem freios. Não faz a necessária reflexão prévia. Ele precisa lembrar, urgentemente, que não é mais deputado nem está no balcão do boteco. O cargo que ocupa merece todo o ...

Ver mais

TRIVIUM: CAPITULO 2 – DIMENSÕES LÓGICA E PSICOLÓGICA DA LINGUAGEM (parte 8)
Alexandre Gomes
  Eu prometo que esse segundo capítulo vai acabar! Acho que terá umas 12 partes… Mas vamos lá! De volta à diversão. É claro que a linguagem tem aspectos LÓGICOS e PSICOLÓGICOS, veja ...

Ver mais

O Brasil da TV Globo, do Whatsapp e as manifestações do dia 26/05
Carlos Nepomuceno
RESUMO DA LIVE: LIVE COMPLETA: https://web.facebook.com/carlos.nepomuceno/videos/10157340715398631 LINKS DAS OUTRAS LIVES: ...

Ver mais

Eu não acredito na democracia moderna
Gustavo Bertoche
É preciso lançar pontes.
Eu não acredito na democracia representativa moderna. * * * Concordo com Schumpeter: no modelo de democracia do século XX, os indivíduos comuns são simplesmente consumidores de produtos políticos ...

Ver mais

Cafezinho 179 – Correndo riscos
Cafezinho 179 – Correndo riscos
Somos capazes de milagres quando parece que nada mais ...

Ver mais

Cafezinho 178 – O Exorcista
Cafezinho 178 – O Exorcista
O Brasil está sofrendo um imenso exorcismo, e o demônio ...

Ver mais

Cafezinho 177 – Os monstros da negatividade 3
Cafezinho 177 – Os monstros da negatividade 3
A negatividade tem suas raízes no medo de ser ...

Ver mais

Cafezinho 176 – Gostou? Compartilhe.
Cafezinho 176 – Gostou? Compartilhe.
Gostou? Compartilhe! Só assim, fazendo a nossa parte, ...

Ver mais

Não Tenho Culpa

Não Tenho Culpa

Luciano Pires -

NÃO TENHO CULPA


A primeira cena foi assustadora. No Pacaembu, no final do jogo Corinthians e River, cerca de 300 marginais vestidos com camisas da torcida do Corinthians tentaram invadir o campo. E trinta policiais seguraram os marginais. No peito. Eu gritava diante da televisão: cadê as bombas? Cadê as bombas? Felizmente a polícia agüentou o tranco e não permitiu a invasão do campo. Foram heróis. Aí veio aquela segunda feira fatídica do PCC. As cenas eram ainda mais assustadoras. Um boné da polícia, estraçalhado por um tiro. Uma poça de sangue na calçada. Dois corpos, do policial e de sua namorada, estendidos no asfalto. Dessa vez a polícia não agüentou o tranco. Foi pega de surpresa. Até um bombeiro morreu. E numa das cenas de enterro, meus olhos marejaram. Foi uma explosão emotiva, o transbordamento de sentimentos que me angustiaram durante todo o dia. Minhas lágrimas misturaram-se às da viúva, da mãe e do filho do policial morto. Mas não eram só lágrimas de tristeza. Eram de angústia. Da repentina sensação de… Medo.


Logo depois vem o MLST, invadindo o prédio da Câmara em Brasília e promovendo aquele quebra-quebra. As imagens de uma moça, que de sem terra nada tinha, destruindo violentamente os terminais de computadores me deixou atônito. E a cena do segurança desabando após ser atingido por uma pedrada na cabeça, foi surreal…


Muito bem. E quando a emoção passou, veio a reflexão.


Vivenciamos naqueles dias o horror gestado durante anos. Não vou ficar aqui chorando a obviedade dos péssimos salários da polícia, a falta de recursos, o fosso da educação… Isso é mero resultado da burrice, da incompetência e do amadorismo das autoridades que acham que nos dirigem. Difícil mesmo é suportar o intelectual, o político, o jornalista apontando o dedo para mim e dizendo, nas entrelinhas ou escancaradamente: “A culpa é sua. Você é a elite que marginaliza o povo. Agora agüente”.


Não me conformo com essa atitude irresponsável. Temos um problema imediato de falta de disciplina, de desordem. Temos bandidos, e não “vitimas da sociedade” de um lado. E incompetentes e oportunistas do outro. No meio, só temos vítimas. Eu, você e o policial caído na calçada. É simples assim. Transferir o ônus para as instituições, para “azelite”, é a forma mais confortável de livrar-se da responsabilidade. O político deveria olhar para seus atos, para seus conchavos, para sua incapacidade de produzir leis que garantam a segurança da sociedade. O jornalista deveria olhar para seu poder como formador de opinião, como definidor das pautas de discussão, como instrumento de pressão para que ocorram mudanças. E o intelectual… Bem, o intelectual deveria amadurecer, tirar a bunda da cadeira – como recomendou um dia o filósofo Luis Inácio -, abandonar os discursos antigos da inoperância e tentar transformar suas viagens teóricas em ação.


As instituições não têm culpa de nada. Quem tem culpa são os indivíduos que as compõem. Esses culpados precisam ter seus nomes afixados na porta do elevador, no outdoor, divulgados nos jornais e televisões, para que assumam as conseqüências por sua incompetência, má vontade, desonestidade ou burrice.


Desculpe o mau jeito, mas culpa minha, o cacete!