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O Ilusionista

O Ilusionista

Luciano Pires -

Mágicos e ilusionistas me fascinam. E existe uma diferenciação entre eles. Mágicos seriam os profissionais que fazem truques usando o mínimo de auxílio externo. Ilusionistas seriam o oposto. Aqueles shows sofisticados, cheios de iluminação, fumaça, traquitanas, belas ajudantes, elefantes, caminhões e explosões são coisa de ilusionistas. Mas tanto o mágico como o ilusionista só são bem sucedidos quando conseguem comandar nossa atenção. É aí que está o truque: comandar nossa atenção.
Enquanto focamos a atenção na fumaça, nos espelhos, na ajudante, no gesto largo, na capa vermelha ou na varinha mágica o ilusionista e o mágico realizam o truque que nos deixa maravilhados.
Atenção é o nome do jogo. É a partir dela que eles conseguem trabalhar nossas sensações e percepções. Quando não conseguimos prestar atenção a alguma coisa, essa coisa não fica gravada em nossa memória. E o ilusionista aproveita…

Foi o filósofo grego Platão que lançou cerca de 2500 anos atrás as bases da Epistemologia, a teoria do conhecimento. Ele disse que o que nós conhecemos não é o mundo físico, mas sua versão organizada, estruturada e categorizada por nossa mente.
Antes de perceber qualquer coisa nossas mentes precisam assimilar e interpretar os dados brutos que chegam através de nossos sentidos. É a partir do som que ouvimos, da imagem que observamos, do texto que lemos, do cheiro que sentimos, da textura apreciada por nossos dedos que nosso cérebro fará deduções. Cruzará esses dados com nossas memórias e experiências novas e passadas para colocar algum sentido nas coisas que acontecem ao nosso redor. E antes de ter alguma utilidade para nós esse processo de interpretar o mundo passa por estados de consciência e semi-consciência. Mas o mais importante: o processo depende em grande parte do que temos dentro de nossa cachola. De nosso repertório. Do que aprendemos com nossas experiências. Quanto mais repertório, experiências, cruzamentos e deduções, mais refinada será nossa interpretação do mundo.

Se você só lê a revista Caras, frequenta a baladinha e assiste o BBB, terá um limitado repertório para entender o mundo. O mesmo acontece com seu linguajar. Se você não lê, não conseguirá expressar seus argumentos naquela reunião, diante daquele cliente ou da pessoa amada.

Simples, né?

Agora imagine o mundo de hoje, repleto de “ilusionistas” (atenção: aspas!) usando cores, explosões, cheiros, luzes e formas para atrair nossa atenção. Nesse mundo, bundas vendem cerveja. Carrões vendem cigarros. Manchetes vendem remédios para aquela doença que você nem sabia que existia. E que agora sabe… Nesse mundo, quem promete o céu no futuro ganha a permissão para apagar o passado e cometer barbaridades no presente.
Nesse mundo um “ilusionista” faz com que vejamos a realidade – e tomemos as decisões – que ele quiser.

Para escapar dos “ilusionistas” não existe mágica. É preciso ampliar seu repertório para fazer reflexões mais ricas, comparações mais diversificadas e julgamentos mais adequados. Caso contrário você vai continuar perplexo com planos espetaculares que não existem, se divertindo com a pomba que sumiu, com a mulher cortada ao meio e o com o coelho que saiu da cartola.

Mas jamais perceberá quando eles baterem sua carteira.