Artigos Café Brasil
Palestra O Meu Everest
Palestra O Meu Everest
Meu amigo Irineu Toledo criou um projeto chamado ...

Ver mais

Brazilian Rhapsody
Brazilian Rhapsody
O pessoal da Chinchila fez uma paródia de Bohemian ...

Ver mais

O Guia do Anunciante em Podcasts
O Guia do Anunciante em Podcasts
O Guia do Anunciante em Podcasts traz informações ...

Ver mais

Bandidos Na TV
Bandidos Na TV
Assisti Bandidos Na Tv, nova série na NetFlix, que ...

Ver mais

690 – Vale quanto?
690 – Vale quanto?
Cara, você aceita pagar pelo ingresso de um show a ...

Ver mais

689 – A Missão
689 – A Missão
De quando em quando publicamos no Café Brasil a íntegra ...

Ver mais

688 – Doar órgãos é doar vida
688 – Doar órgãos é doar vida
A doação de órgãos é um ato de generosidade, é o ...

Ver mais

687 – A herança maldita
687 – A herança maldita
Uma apresentação, com números, do descompromisso, a ...

Ver mais

LíderCast 177 – Rodrigo Ricco
LíderCast 177 – Rodrigo Ricco
CEO da Octadesk, empresa focada na gestão de ...

Ver mais

LíderCast 176 – Willians Fiori
LíderCast 176 – Willians Fiori
Professor, podcaster e profissional de marketing e ...

Ver mais

LíderCast 175 – Marcelo Szuster
LíderCast 175 – Marcelo Szuster
O cara do “Business Agility", que trata da capacidade ...

Ver mais

LíderCast 174 – Eduardo Albano
LíderCast 174 – Eduardo Albano
Diretor de conteúdo da Ubook, plataforma que está ...

Ver mais

Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Um bate papo entre Adalberto Piotto, Carlos Nepomuceno ...

Ver mais

046 – Para quem vai anular o voto
046 – Para quem vai anular o voto
Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Trivium: Capítulo 3 – Morfologia Sincategoremática (parte 6)
Alexandre Gomes
A MORFOLOGIA SINCATEGOREMÁTICA se refere a PALAVRAS que só tem significado quando associadas a outras PALAVRAS.   Bom, se tais palavras se referente a outras palavras, então as funções delas ...

Ver mais

Vilmoteca
Chiquinho Rodrigues
Ser músico e ter viajado por esse imenso Brasil são dádivas que agradeço todo dia ao Papai do Céu! Ter colecionado experiências e conhecido os mais variados tipos de malucos acabaram fazendo de ...

Ver mais

Trivium: Capítulo 3 – Palavras Atributivas: verbos, advérbios e adjetivos (parte 5)
Alexandre Gomes
Continuando a tratar de VERBOS, irei expor agora sobre as classes de verbos:   TRANSITIVOS: aqueles que expressam uma ação que começa no sujeito (agente) e “vai até” (trans + ire) o objeto ...

Ver mais

Sem enredo
Chiquinho Rodrigues
Ainda bem que o U2 pegou um avião e foi pra puta-que-pariu! Eu já não aguentava mais, cara! Te juro que se eu visse o Bono Vox mais uma vez no Jornal Nacional ou na droga de um palanque qualquer ...

Ver mais

Cafezinho 228 – O medo permanente
Cafezinho 228 – O medo permanente
Enquanto destruíam nosso sistema de justiça criminal ...

Ver mais

Cafezinho 227 – Paralisia por análise
Cafezinho 227 – Paralisia por análise
A falta de experiência e repertório dessa moçada ...

Ver mais

Cafezinho 226 – O MCSC
Cafezinho 226 – O MCSC
Um movimento que independe de partidos, de políticos, ...

Ver mais

Cafezinho 225 – O Meu Everest
Cafezinho 225 – O Meu Everest
Nos livros, isso tem o nome de planejamento estratégico.

Ver mais

O que dá pro gasto

O que dá pro gasto

Luciano Pires -

Passei as festas de final de ano numa chácara junto a trinta parentes e amigos. Dividido em três terços, o grupo tinha gente na faixa dos 20, 25 e 50 anos de idade. Para ter música durante as festas, montei um equipamento de som. Testei, ficou bem legal, com um sonzão. E me preparei para a curtição, sem imaginar que criaria um conflito.

 

Cada grupo apareceu com seus CDs e Ipods. Um queria Bossa Nova ou Jorge Benjor. Outro queria Beyoncé, Lady Gaga e funk. E o outro queria Queens of The Stone Age com lampejos de Jimmy Hendrix. E quando um grupo assumia o controle, o outro se rebelava. Pais tentaram impor autoridade sobre os filhos e foram ridicularizados. Filhos tentaram impor a vontade e foram infernizados. Por pouco não desliguei aquela merda toda e ficamos só com o som do vento e dos pássaros. Mas como era festa, tinha que ter música.

 

Foi necessária uma reunião de consenso, quando ficou acertado que os interessados teriam direito de “pilotar” o equipamento durante uma hora. E um grupo não se queixaria do som do outro. Assim foi. Passei o réveillon ao som dos anos setenta e oitenta. Não era o que eu queria, mas foi divertido. E antes Village People do que o Créu, certo?

 

Ainda sob o impacto das horas intermináveis ao som de artistas descartáveis, ouvi de uma conhecida que costuma frequentar a casa de amigos –  um dos quais foi cantor da noite paulistana – um relato interessante. O tal amigo cantor é um virtuose ao violão e as reuniões sempre acabavam numa roda musical. Mas as crianças cresceram. Agora, quando a roda se forma, o músico vai tocando clássicos da MPB enquanto os jovens reclamam das “músicas de velho”. Até que vencem e assumem controle do violão:

 

– Quando Deus te desenhou, ele estava namorando…

 

Horrorizada, minha conhecida disse:

 

– Cara, meu amigo é músico profissional. Toca pra caramba. Do violão dele saem harmonias sofisticadas e ele é um excelente cantor. Aí os moleques começam a tocar aquelas musiquinhas modernas.

 

Minha amiga contava aquilo entristecida. E eu fiquei desconsolado ao concluir que isso é normal, que esse é o conflito de gerações e que quando eu era moleque também tive problemas com meus pais por causa de “músicas de velhos e músicas de jovens”. Naquela época quem pegava o violão era eu:

 

– Preta, preta, pretinha…

 

Mas há uma diferença, que surgiu claramente quando minha amiga disse:

 

– Os moleques parece que só sabem três acordes. Mal feitos. Tocam mal e cantam mal músicas ruins. Barulho. Eu até tento ficar, mas não dá.

 

Reparou? Tocam mal e cantam mal músicas ruins, o que é diferente de cantar mal e tocar mal músicas boas. Pra molecada aquilo dá pro gasto. E a sofisticação do músico e das músicas é deixada de lado em troca dos três acordes, letrinhas básicas e melodias iguais.

 

Olha só, do jeito que as coisas andam essa mega-super-ultra simplificação, fazendo com que tudo seja mais fácil, rápido e dinâmico, não é uma coisa ruim. É uma necessidade. O problema é quando nos conformamos com “o que dá pro gasto”.

 

Mas quer saber? Pode piorar.

 

Minha cunhada comprou um videokê.

 

 

 

Luciano Pires