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A quem interessa a divisão da sociedade?
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TRIVIUM: CAPÍTULO 3 – MORFOLOGIA CATEGOREMÁTICA (parte 2)
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Paladinos De Fraldas

Paladinos De Fraldas

Luciano Pires -


PALADINOS DE FRALDAS

Você já reparou nos promotores do Ministério Público? Fico sempre impressionado: são praticamente meninos e meninas! Jovens e com a imensa responsabilidade de acabar com a farra da corrupção que assola o país.  Lembrei-me então que Luiz Carlos Cruz, que é professor da UNIP, escreveu uma resposta a um artigo meu, enfocando justamente a atuação dos jovens promotores:

“Estou acreditando fortemente na criançada que está surgindo por aí com o seu diploma debaixo do braço, que viu seus pais levando porradas dos nossos governantes, e que acabaram por perder tudo, quase que a dignidade também. Com essa perda, essa criançada com 10 ou 15 anos à época viu os seus sonhos correrem entre os dedos, deixaram de vestir roupas de grife, os pais acabaram se separando. E agora, é o reverso da moeda, vão indiciar mesmo, vão atrapalhar mesmo e não vão permitir que ninguém fique impune, pois precisam lavar a alma e limpar o que foi feito com suas famílias.”

Uma visão instigante. Entende que a solução está nas mãos dos jovens, das novas gerações que são o resultado dos anos de chumbo, da velha república, da nova república e dos processos envelhecidos e tortos que descambaram no circo Brasil que hoje assistimos.
Diferente do esperado, esses jovens não cresceram tortos. Cresceram formando uma idéia clara do que é certo e o que é errado. E então vemos um garoto, que ainda não chegou aos trinta, colocando o velho político na cadeia…
Tenho reparado isso em meus filhos. Aos 22 e 16 anos, demonstram indignação com algumas coisas que, para mim, já são normais. E constato, constrangido, que entrei no jogo, perdi a sensibilidade – ou deixei de evoluir – para certas coisas que deveriam me indignar e, não raro, caio na velha ”sempre foi assim”…
Mas meus filhos não deixam barato. De uma simples lata de refrigerante jogada na praia até a mais profunda indignação ao ver senhores de terno discutindo aos berros na Câmara, reparo neles uma paciência menor que a minha. Uma consciência de que essas coisas não podem continuar.
Por exemplo, quando eu tinha a idade deles, era normal dizer que ia “caçar passarinhos”. Pois na cabeça deles, hoje, a idéia de matar um passarinho causa imediata repulsa e indignação. E eles é que estão certos!
Pois isso me traz uma esperança. A de que essa garotada que hoje começa a alcançar posições de poder, filhos de quem tem cinqüenta, sessenta anos, está mais treinada, mais preparada, mais antenada para valores que nós, seus pais, deixamos para trás.
Nosso sofrimento transformou-se em lição para eles. Nossa indignação serviu de motivação para eles. Nossos erros forjaram os acertos deles.
Tudo que fizemos de torto serviu para mostrar-lhes o direito.
No entanto… Continuamos negando-lhes o espaço para que se manifestem. Continuamos prendendo-os em cubículos para que decorem fórmulas. Continuamos alimentando-os de banalidades…
Encastelados em nossa “experiência”, continuamos a achar que nada temos a aprender com eles.

Ô tio! Acorda…