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TRIVIUM: CAPÍTULO 3 – MORFOLOGIA CATEGOREMÁTICA (parte 2)
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Pedrinhas no lago.

Pedrinhas no lago.

Luciano Pires -

Em minha palestra TUDO BEM SE ME CONVÉM, recorro a uma frase de Aristóteles: “Não se pode conceber o muitos sem o um.” Olho para um grupo de pessoas e não consigo ver uma massa uniforme, o que vejo são vários “eus”, cuja soma de escolhas e atitudes determinará o “nós”.

E às vezes é um desses “eus” que faz a diferença.

No livro Staring at the Sun, o professor de psiquiatria da Universidade de Stanford, Irvin Yalom, escreve que cada um de nós cria, geralmente sem ter consciência, círculos concêntricos de influência que podem afetar outras pessoas por anos ou até gerações. Nosso impacto e influência sobre uma pessoa pode ser passado para outras, da mesma forma que as ondas formadas por uma pedra atirada num lago vão crescendo, crescendo, perdendo a força até desaparecer, mas continuando microscopicamente.

Dê uma olhada nos grandes movimentos de mudança que aconteceram na história. Não precisa ir muito longe, fique aqui no Brasil. Por exemplo, um sujeito chamado César Zama, médico, político e escritor brasileiro de quem você provavelmente nunca ouviu falar. Em 1890, durante a elaboração da primeira constituição republicana, César defendeu o voto universal para que as mulheres pudessem participar da política. Deve ter sofrido um bocado, ouvido um monte de gente dizendo para esquecer, que nada ia mudar, mas aos poucos outros abnegados foram aderindo e um dia, em 1933, 23 anos depois da morte de César Zama, as mulheres ganharam o direito de votar. Tudo começou lá atrás, com a ação individual de um não cético que lançou uma pedrinha no lago: ploc!

É assim que a maior parte das grandes mudanças acontece, a partir da iniciativa de poucas pessoas, gente que a maioria cética ou ignorante chama de “bobos” ou “loucos”. São conspiradores aqui, formadores de opinião ali, indignados acolá, altruístas alhures, gente que começa lutas impossíveis e vai aos poucos influenciando os demais.

São os mais ativos que convencem os menos ativos, quase sempre num trabalho de formiguinha, jogando pedrinha após pedrinha no lago.

Vejo pelo meu trabalho no Café Brasil. Recebi várias mensagens após os dois programas sobre a importância do voto, dizendo que o ouvinte mudou de opinião após me ouvir, decidiu não anular seu voto e está usando o programa para convencer outras pessoas a mudar também. Joguei a pedrinha no lago e as ondas chegaram neles, que estão propagando para outros, e assim vai. Mas alguém jogou uma pedrinha antes de mim e as ondas me atingiram… Percebe? É assim que acontece.

Você que está decepcionado com as pessoas que pregam a não ação ou preferem se dedicar ao entretenimento xinfrim, deixando de lado aquilo que verdadeiramente importa, refina suas amizades. Deixe os idiotas pra lá. Procure gente que valoriza o pensamento, que puxa para cima. E jogue muitas pedrinhas no lago. Quem não gostar, não merece.

Você que não enxerga uma luz no final do túnel: desistir só é opção para os fracos. Os fortes são mais chatos que os idiotas, insistem, escolhem o menos ruim agora para escolher outro menos ruim depois, e outro menos ruim em seguida, num processo de depuração que um dia chegará ao bom. E jamais param de jogar pedrinhas no lago.

Ploc!

Pronto. Joguei mais uma.