Artigos Café Brasil
Me Engana Que Eu Gosto
Me Engana Que Eu Gosto
Me engana que eu gosto: dois meio brasis jamais somarão ...

Ver mais

Tá chegando o Podcast Café Brasil 700!
Tá chegando o Podcast Café Brasil 700!
Tá chegando a hora do Podcast Café Brasil 700!

Ver mais

Aplicativos IOS e Android para o Café Brasil Premium!
Aplicativos IOS e Android para o Café Brasil Premium!
MUDANÇAS IMPORTANTES NO CAFÉ BRASIL PREMIUM A você que ...

Ver mais

Café Brasil no Top 10 Podbean
Café Brasil no Top 10 Podbean
O Café Brasil está entre os Top 10 numa das maiores ...

Ver mais

705 – Empreendedor: Meu malvado favorito
705 – Empreendedor: Meu malvado favorito
Meu, como tem empreendedor no Brasil, não é? Parece que ...

Ver mais

704 – 45 Minutos do Primeiro Tempo
704 – 45 Minutos do Primeiro Tempo
Patrick Santos é um jornalista que tem uma trajetória ...

Ver mais

703 – Fogo no Hall
703 – Fogo no Hall
Já fizemos diversos programas tratando da liberdade de ...

Ver mais

702 – Saindo da Bolha
702 – Saindo da Bolha
O Saindo da Bolha se anuncia como um podcast para quem ...

Ver mais

LíderCast 188 – Emerson Muzeli
LíderCast 188 – Emerson Muzeli
Homem da televisão, que dirigiu novelas, programas de ...

Ver mais

LíderCast 187 – Rabino Ventura
LíderCast 187 – Rabino Ventura
Um homem de fé, um rabino, com uma história fascinante ...

Ver mais

LíderCast 186 – Jorge Cury Neto
LíderCast 186 – Jorge Cury Neto
Radialista, um estudioso do impacto da voz humana na ...

Ver mais

LíderCast 185 – Sérgio Victor
LíderCast 185 – Sérgio Victor
Jovem Deputado Estadual do partido Novo por São Paulo, ...

Ver mais

Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Um bate papo entre Adalberto Piotto, Carlos Nepomuceno ...

Ver mais

046 – Para quem vai anular o voto
046 – Para quem vai anular o voto
Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Criativo que se leva muito a sério não merece ser levado a sério
Henrique Szklo
Iscas Criativas
Muitos dos que trabalham com criatividade no dia-a-dia costumam sofrer de delírios relacionados à sua relevância para a sociedade e para a raça humana, mesmo que não se conheça uma razão palpável ...

Ver mais

Desencontros da educação com o mundo real
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Desencontros da educação com o mundo real “Infelizmente, poucas pessoas entendem a conexão entre criatividade e inovação. Fala-se muito sobre a ‘lei da inovação’, mas ninguém fala sobre a ‘lei da ...

Ver mais

Resenha: Meu Pai, o Guru do Presidente
Jota Fagner
Origens do Brasil
Meu Pai, o Guru do Presidente, escrito pela Heloísa Helena de Carvalho Arribas e Henri Alfred Bugalho, é um livro que pretende retratar a conturbada relação entre Olavo Luiz Pimentel de Carvalho ...

Ver mais

Todas mesmo?
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Levado pelos ventos da modinha do movimento americano Me too, nascido da hipocrisia e do revanchismo de gente (genta, Dilma?) que não admite seu passado arrivista e joga para a plateia enquanto ...

Ver mais

Cafezinho 258 – O poder do Mau
Cafezinho 258 – O poder do Mau
Para sobreviver, a vida tem de vencer todo dia. A ...

Ver mais

Cafezinho 257 – O Jobs de Mogi
Cafezinho 257 – O Jobs de Mogi
Nada é mais nocivo que a ignorância que gera confiança.

Ver mais

Cafezinho 256 – Mundos Morais
Cafezinho 256 – Mundos Morais
Talvez vivamos em mundos morais diferentes e nenhum ...

Ver mais

Cafezinho 255 – Melhores Inimigos
Cafezinho 255 – Melhores Inimigos
Queremos é o barraco

Ver mais

Perguntas

Perguntas

Luciano Pires -

O que mais chamou a atenção no “depoimento” de Carlinhos Cachoeira à CPMI foi a presença de um dos maiores advogados criminalistas brasileiros, Marcio Thomaz Bastos, ao lado do bicheiro. Thomaz Bastos tem um histórico de defesa de réus “incômodos”: o médico Roger Abdelmassih, acusado de molestar sexualmente dezenas de pacientes; os estudantes acusados de afogar outro estudante na piscina da USP em 1999, e os estudantes que colocaram fogo e mataram um índio em Brasília em 1997. Todos estão em liberdade, mesmo que vigiada. Foi também Ministro da Justiça entre 2003 e 2007 durante o governo Lula.

Marcio Thomaz Bastos é uma referência do Direito brasileiro. E lá estava, junto ao bicheiro, impassível e sem demonstrar constrangimento. Era um profissional no cumprimento do dever, que não foi designado para o caso, mas contratado. Podia não aceitar, mas aceitou, cobrando R$ 15 milhões pelo “serviço”. E ficam as perguntas: o que o levou a dedicar seus talentos, habilidades e credibilidade, desenvolvidos ao longo de mais de meio século de estudos e trabalho, à defesa de alguém que é evidentemente culpado de um dos grandes escândalos nacionais? Como é que ele lida com os dilemas morais? Por que, com tantas causas para escolher, ele optou justamente por essa? Até onde ele irá para defender o bicheiro?

Esse assunto tem a ver com uma interessante discussão de ordem filosófica sobre o Direito. A sociedade é testada pela forma como trata os marginais, inclusive os piores criminosos. Quando um culpado de um crime terrível recebe um julgamento justo, ficamos aliviados: isso é garantia de que o sistema funciona. Se o sistema começar a contornar as leis porque o culpado é mau, temos que ficar preocupados e inseguros. Não importa o criminoso, o sistema tem que ser honesto e é o advogado de defesa a única peça entre o cliente e o poder do estado. Sem o advogado de defesa resta o despotismo, quando ninguém tem segurança jurídica. Portanto, os piores criminosos deveriam ter sempre os melhores advogados, caso contrário o sistema estaria em desequilíbrio. Ponto.

Quem conhece o assunto diz que o advogado experiente não julga seu cliente, apenas o defende. Quem julga é o júri. Mas será possível ser analítico, lógico e objetivo diante de casos como o de Cachoeira, Roger Abdelmassih ou dos garotos que botaram fogo no índio, sem ser afetado por dilemas morais, ideologias, valores e convicções? Serão os advogados treinados para tratar como questão meramente técnica aquilo que acham ofensivo ou repugnante? Ou não acham? Haja sangue frio…

A professora de Direito da Universidade de Stanford, Barbara Babcock, em seu livro “Defendendo o Culpado”, elencou algumas possíveis motivações que poderiam explicar a escolha de Thomaz Bastos:

A razão do “lixeiro”: alguém tem que fazer o trabalho sujo; a razão legalista ou positivista: a verdade não pode ser conhecida, a culpa é uma conclusão legal; a razão do ativista político: muitos dos que cometeram crimes foram vítimas de injustiças e opressão; a razão humanitária: muitos dos criminosos estão em desvantagem e devem ser tratados com humanidade e respeito. E por fim, a razão egotista: o trabalho da defesa é mais interessante, desafiador e compensador que o trabalho de rotina feito pela maioria dos advogados.

Muito bem. Não consigo reconhecer uma explicação para a dupla Thomaz Bastos e Cachoeira em nenhuma das razões acima. Nem mesmo na explicação filosófica sobre Direito e Justiça. Além disso, Thomaz Bastos já é rico, portanto não será pelos R$ 15 milhões que ele assumiu a bronca.

Sobra uma razão: Thomaz Bastos está protegendo amigos, o Cachoeira é apenas uma peça secundária do tabuleiro.

E então vem a pergunta: mas que amigos? A pista está na famosa frase dita por Hal Holbrook no filme “Todos os homens do Presidente”:

– Siga o dinheiro.

Luciano Pires