Artigos Café Brasil
Palestra O Meu Everest
Palestra O Meu Everest
Meu amigo Irineu Toledo criou um projeto chamado ...

Ver mais

Brazilian Rhapsody
Brazilian Rhapsody
O pessoal da Chinchila fez uma paródia de Bohemian ...

Ver mais

O Guia do Anunciante em Podcasts
O Guia do Anunciante em Podcasts
O Guia do Anunciante em Podcasts traz informações ...

Ver mais

Bandidos Na TV
Bandidos Na TV
Assisti Bandidos Na Tv, nova série na NetFlix, que ...

Ver mais

686 – O Meu Everest
686 – O Meu Everest
Em 2001 eu fiz talvez a maior viagem da minha vida. ...

Ver mais

685 – Entrevista no Ranking dos Políticos
685 – Entrevista no Ranking dos Políticos
O Ranking dos Políticos é uma iniciativa civil para ...

Ver mais

684 – Susceptibilidade à negatividade
684 – Susceptibilidade à negatividade
Você está na boa, trabalhando ou fazendo suas coisas, ...

Ver mais

683 – O peixe
683 – O peixe
E aí, hein? Dar o peixe ou ensinar a pescar? Será que ...

Ver mais

LíderCast 173 – Henrique Prata
LíderCast 173 – Henrique Prata
O homem que fundou o Hospital do Câncer de Barretos, ...

Ver mais

LíderCast 172 – Paulo Vieira
LíderCast 172 – Paulo Vieira
Paulo Vieira está à frente da Next Academy, maior ...

Ver mais

LíderCast 171 – Fabiana Salles
LíderCast 171 – Fabiana Salles
Uma empreendedora que, a partir da criação de um ...

Ver mais

LíderCast 170 – Rodrigo Galvão
LíderCast 170 – Rodrigo Galvão
Rodrigo Galvão assumiu aos 35 anos de idade a posição ...

Ver mais

Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Um bate papo entre Adalberto Piotto, Carlos Nepomuceno ...

Ver mais

046 – Para quem vai anular o voto
046 – Para quem vai anular o voto
Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Destaques da Aula 5 do Curso on-line de Filosofia (COF)
Eduardo Ferrari
Resumos e Artigos
Lembremos que o objetivo dessa série é chamar atenção para o conteúdo do Curso On-line de Filosofia, que pode ser acessado na página do Seminário de Filosofia. Os principais destaques da aula de ...

Ver mais

Trivium: Capítulo 3 – Palavras atributivas: Verbos (parte 4)
Alexandre Gomes
As palavras ATRIBUTIVAS expressam os ACIDENTES que existem na substância.  Os atributos PRIMÁRIOS incluem:   verbos; “eu preciso escrever um exemplo?” substantivos verbais; “ela cultiva o ...

Ver mais

Voz de mulher
Chiquinho Rodrigues
Tem alguns jingles que são uma merda! Ou não! (Fiz vários assim). Basta você ouvir uma só vez e aquele troço fica azucrinando dentro da sua cabeça o dia todo. (bom para o cliente!) Em compensação ...

Ver mais

Sinopse para um curta
Chiquinho Rodrigues
Dois personagens e 43 figurantes. Locações: Duas salas, um estacionamento e uma recepção. Se não tiver verba, uma sala só dá. (Foda-se a produção) Personagem 1: Felipe Freitas. 29 anos, solteiro, ...

Ver mais

Cafezinho 220 – Mulheres gostosas fazem sexo e morrem no Everest
Cafezinho 220 – Mulheres gostosas fazem sexo e morrem no Everest
Assim como dinheiro atrai dinheiro, popularidade atrai ...

Ver mais

Cafezinho 219 – Brasil recusado na OCDE
Cafezinho 219 – Brasil recusado na OCDE
Para essa gente, o Brasil não pode dar certo.

Ver mais

Cafezinho 218 – Ignorância Pluralística
Cafezinho 218 – Ignorância Pluralística
Colocando em você o medo de ser apontado como o único ...

Ver mais

Cafezinho 217 – Os sinais
Cafezinho 217 – Os sinais
Os sinais de que o Brasil é diferente do que aparece na ...

Ver mais

Ser polícia

Ser polícia

Luciano Pires -

O texto de hoje não é meu, é um desabafo publicado pelo delegado Fernando Santiago no Facebook.

“Na noite de ontem, foi assassinado o Capitão Mata, que por muito tempo comandou a PM na região em que eu exerço minha função de Delegado de Polícia, o Bairro dos Pimentas em Guarulhos. Eu conhecia o cara, apesar de não sermos grandes amigos, nos encontramos algumas vezes, oportunidades em que ele era sempre polido, aprazível e respeitador. Era o típico “gente boa”. As vezes, estrelas (Oficiais) e majuras (Delegados) não se dão tão bem, afinal, existem algumas divergências entre as Polícias estaduais, mas não era nosso caso. Capitão Mata era policial como eu, era natural do RJ como eu e se mudou para outro Estado como eu. Capitão Mata não tinha algumas características que fizessem sua morte merecer a devida atenção. Mata era branco e sua morte não interessou a movimentos que lutam por igualdade racial. Mata era heterossexual e sua morte não interessou a movimentos que lutam por direitos de homossexuais. Mata não era bandido e sua morte não recebeu interesse algum de qualquer representante de grupos que lutam por direitos humanos. Mata não morava em favela ou periferia e sua morte não recebeu interesse de qualquer sociólogo, artistas oportunistas ou ‘Reginas Cazés’ da vida. Mata não pertencia a qualquer minoria, portanto, não mereceu interesse de ninguém que não fossem seus próximos. Como se isso não se bastasse, ainda era policial (e seus colegas de caserna não atearam fogo em ônibus). Policial, mais um motivo para ninguém lamentar sua morte, afinal de contas, a policial militar Fabiana Aparecida, morta covardemente em uma UPP no RJ, era mulher e sua morte não interessou a grupos feministas, era negra e sua morte não interessou a grupos de defesa da igualdade racial, e tinha vida humilde, mas não mereceu atenção de qualquer sociólogo que luta pelo fim de classes sociais. Fabiana, assim como Mata, também era humana, e assim como no caso de Mata, sua morte não mereceu, novamente, qualquer interesse de grupos de defesa de direitos humanos. O mesmo aconteceu com o perito de Osasco, Nicolau Constantini, e meus queridos amigos e colegas de Academia de Policia, Dr. Leonardo Mendonça e Dra. Denise Quiroga, ambos mortos em serviço. O que se vê é que mesmo para grupos que militam em defesa dos direitos humanos, uns humanos valem mais que outros. E o pior é a escolha dos critérios que determinam o valor de cada um. No caso de policiais, percebe-se claramente que, muitas vezes, sua morte merece valor menor que a morte de um integrante de minorias, ou até mesmo de um criminoso e, outras vezes, não merece valor algum. Ninguém merece ser assassinado, nem negros nem brancos; nem ricos, nem pobres; nem homossexuais, nem heterossexuais; e, finalmente, nem bandidos nem policiais. Mas por que a morte de DGs e Amarildos merecem mais atenção que a morte de um policial? Fala-se pouco que as chances de um policial ser morto, segundo estatísticas, é três vezes maior que a de outras pessoas, mas fala-se muito que as chances de um jovem de periferia ser morto é maior que a de outros jovens. Capitão Mata é mais um nome em lápide esquecido. É mais uma pessoa que escolhe o duro ofício de proteger a sociedade de criminosos e paga com a vida o preço dessa escolha, sem merecer atenção à altura da morte daqueles que ele combateu. Capitão Mata deixa mulher, três filhos e um enteado. Todos igualmente esquecidos por aqueles que estão fora do meio do Capitão.”

Pois é. Neste Brasil que inverteu as coisas, ser ou não ser “polícia” determina quanto vale a morte do indivíduo.

E isso é uma vergonha.

Luciano Pires