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Luciano Pires -

Em novembro de 1970 eu tinha 14 anos e morava em Bauru. Uma menina de 10 anos chamada Mara Lúcia Vieira, desapareceu levada por um estranho quando brincava em frente de casa. O corpo da menina, violentada, foi encontrado seis dias depois numa casa vazia próxima de onde ela morava. O m eu pai era correspondente dos Diários Associados em Bauru e cobriu todos os detalhes do crime. E eu me lembro que naquele dia 16 de novembro de 1970 vi meu pai em casa chorando, pois ele tinha visto o corpo da Mara Lúcia.

Comoção na cidade. Manchetes em todos os jornais de Bauru e da Capital. E uma busca frenética pelo culpado. Vários suspeitos foram presos e depois liberados. E um dia chegou a Bauru o jornalista Saulo Gomes, famoso por suas reportagens policiais. Fez suspense e acusou um tal de “Francês” como sendo o culpado.

Eu, um adolescente curioso, acompanhei todo o desenrolar do caso pelos jornais e rádios, que jamais foram personagens influentes na ação. Eles contavam o que acontecia, até surgir Saulo Gomes. O jornalista deixou de ser o contador da história para se tornar agente da história. Ele criou uma narrativa, ampliou expectativas, acusou e expôs hipóteses como sendo certezas. Investigou, indiciou e julgou. Só não executou…

Ali, aos 14 anos, comecei a perceber que o jornalismo talvez fosse muito mais que relatar fatos, que informar o que acontecia. Ele podia interferir na história. E o que assisti nos 50 anos que me separam da história da Mara Lucia foi a ampliação dessa percepção do jornalismo como agente da história, uma certeza que culmina com estas eleições de 2018. Olha, eu nunca vi tanto jornalista fazendo campanha, inventando histórias, acusando e julgando, assumindo um papel que não lhe cabe. Não lhe cabe!

Tome cuidado, muito cuidado com a imprensa. Saulo Gomes fez um carnaval, nada do que ele disse foi provado e até hoje o assassinato da Mara Lucia, quase 50 anos atrás, continua um mistério.

A imprensa pode muito. Mas não pode tudo.

 

 

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