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Luciano Pires -
Download do Programa

Este episódio do LíderCast chega a você com o apoio da Siemens. Você sabe que os combustíveis fósseis são cada vez mais escassos, não é? E, além disso, provocam as emissões de dióxido de carbono. A saída? A e-mobility, também conhecida como eletro-mobilidade. Até 2025 as baterias dos carros elétricos, por exemplo, serão três vezes mais eficientes que hoje. A eficiência dos motores elétricos atingirá 90% contra 40% dos convencionais. A sociedade se movimentará com a eletricidade. A Siemens sabe disso e é apoiada em sua ampla experiência no setor da energia e liderança em inteligência artificial, já oferece um portfólio de soluções para migração para os carros e caminhões elétricos, permitindo uma estrutura de carregamento segura e confiável. Prepare-se, a eletro-mobilidade é parte de um estilo de vida inteligente e saudável. E a Siemens sabe como fazer. Conheça mais em siemens.com.br ou no Facebook Siemens no Brasil.

Luciano Pires: Bom dia, boa tarde, boa noite. Bem-vindo, bem-vinda a mais um LíderCast. O podcast que trata de liderança e empreendedorismo com gente que faz acontecer. Hoje eu trago Marília Guimarães e Eduardo Dantas, a dupla que fundou o canal Entendendo o iPhone. E lá, diretamente de Aracajú já soma quatro certificações Apple e tornou-se especialista em dispositivos IOS. A Marília tem um jeitinho todo próprio e bem-humorado de ensinar a gente as manhas dos iPhones.

Muito bem, muito bem. Um LíderCast daqueles. Esse aqui é legal porque começa assim, tem algumas pessoas que a gente segue, a gente acompanha por aí no seu trabalho, pelas internets da vida, os youtubers, os podcasts, etc. e tal. E tem um que eu acompanho há bastante tempo que é o canal do Entendendo o iPhone. Acompanho. Fiquei sempre fascinado com a forma com que ela explica as coisas. É muito legal. É muito fácil de entender, é bem-humorada. É um barato. E tem um sotaque que é uma coisa. Eu pego, acompanho aquilo e um belo dia eu estou lá mexendo no Instagram – onde eu sou muito ruim, estou começando a trabalhar com aquilo – e publiquei não sei o que e apareceu uma curtida de um tal de Entendendo o iPhone.

Eu falei: o que é isso cara? Cliquei para ver quem era. E eram eles. Eu falei: pô. Peguei e mandei uma mensagem: pô é vocês? Vem cá, você não quer uma hora dessas vir aqui para gravar um Café Brasil? Nossa senhora.

Aí entra uma mensagem que começa assim: Luciaaaaaaaaaaaaaaaaano! E eu descubro que eles me seguem há um baita tempo. Foi um barato. Uma troca de mensagens muito legal, muito carinhosa ali. Eu falei: na primeira chance vem que eu vou gravar. Então aproveitamos aqui, que eles vieram para uns eventos no Rio de Janeiro, passam por São Paulo, vão para Jundiaí. E aqui estão, a dupla fantástica, que é responsável pelo Entendendo o iPhone. Que vocês vão conhecer mais – quem não conhece ainda – nesse programa aqui.

Aquela pergunta básica, que vocês sabem qual é, que quando começa o programa tem que responder. Você eu dou um desconto se não quiser. Mas ele tem que responder. Eu quero saber – vou começar com a Marília – seu nome, sua idade e o que você faz?

Marília Guimarães: Meu nome é Marília Guimarães, tenho 32 anos e eu ensino as pessoas que não têm familiaridade com a tecnologia a utilizarem o iPhone e assim ficarem mais independentes e felizes.

Luciano Pires: Muito bom. Seu nome, sua idade e o que você faz?

Eduardo Dantas: Meu nome é Eduardo Dantas, eu tenho 32 anos. Sou ex-advogado e hoje, braço direito de Marília Guimarães, do Entendendo o iPhone.

Luciano Pires: Que legal. Vocês são um casal?

Marília Guimarães: Somos.

Luciano Pires: Casados, tudo certinho, bonitinho?

Eduardo Dantas: Casados.

Luciano Pires: Há quanto tempo?

Eduardo Dantas: Há dois anos.

Luciano Pires: Dois anos?

Marília Guimarães: De casados. De namoro…

Eduardo Dantas: Casados. Foi março de 2017.

Marília Guimarães: E de namoro…

Eduardo Dantas: Aí de namoro foi 24 de setembro de 2003.

Luciano Pires: Cara… o cara sabe o dia que ele começou a namorar.

Marília Guimarães: Você viu? Você viu aí.

Luciano Pires: Vi. Meu Deus do céu. Esse sotaque é um sotaque de onde?

Marília Guimarães: Aracajú.

Luciano Pires: Os dois?

Marília Guimarães: Os dois.

Luciano Pires: Quem nasce em Aracajú é o quê?

Marília Guimarães: Aracajuano.

Luciano Pires: Aracajuano?

Marília Guimarães: É.

Luciano Pires: Então, temos diante de nós aqui, aquelas coisas que só no Brasil acontecem. Dois aracajuanos que são os maiores especialistas em iPhone do Brasil.

Marília Guimarães: É um título…

Luciano Pires: Mas o mais legal é o seguinte: não é que é aracajuano, que nasceu lá. É porque mora lá.

Eduardo Dantas: É isso.

Luciano Pires: A base de você é lá. A produção de vocês é toda lá. E lá é… que legal, cara. Vamos começar do começo aqui. Bom, nasceram os dois lá?

Marília Guimarães: Os dois.

Luciano Pires: Os dois lá? Me conta como que é o perfil da sua família aí. Seu pai, sua mãe faziam ou fazem o quê?

Marília Guimarães: Meu pai é empresário. É concessionário, revende motocicletas da Honda. E também concessionário de carro, Mitsubishi. E minha mãe é o braço direito de meu pai. Sempre ajudou e sempre está envolvida com ele em tudo. E eu digo que, assim, as referências. Minha família. Minha mãe é um coração, tirando essa parte mais do que faz – para mim – minha mãe é o coração e meu pai é o racional, também.

Luciano Pires: Legal. Legal. Vocês estão meio que repetindo a jogada aí. Os dois tocando uma empresa.

Eduardo Dantas: É isso aí.

Marília Guimarães: O perfil da sua família?

Eduardo Dantas: Então, meus pais, eles também são empresários. O meu pai, ele tem um posto de gasolina e minha mãe tem loja no shopping, fast food.

Luciano Pires: Então os dois com… o seu pai é dono da concessionária?

Marília Guimarães: É.

Luciano Pires: Então são empresários. Vocês são empreendedores. O sangue do empreendedorismo está na veia dos dois direto. Legal.

Eduardo Dantas: É isso aí.

Luciano Pires: Isso é importante entender para a gente ver o ponto de partida. Como que era o seu apelido quando você era pequenininha?

Marília Guimarães: Nini.

Luciano Pires: Nini?

Marília Guimarães: Nini.

Luciano Pires: Nini?

Marília Guimarães: Nini.

Luciano Pires: O que a Nini queria ser quando crescesse?

Marília Guimarães: Então, essa eu digo: é mais fácil o que meu pai queria que eu fosse quando eu crescesse. Então começou… eu nunca tive assim: ah, quero ser essa… no início eu falava: não, vou querer tocar os negócios de meu pai. Quero tomar conta das empresas e tal. Quero continuar. Mas aí meu pai chegou para mim e falou: você tem que achar a sua praia. Papai não quer que você faça o que você acha que não é legal. Então você tem essa obrigação.

Luciano Pires: Você tem irmãos?

Marília Guimarães: Tenho uma irmã.

Luciano Pires: Uma irmã?

Marília Guimarães: Uma irmã mais nova.

Luciano Pires: Fez isso com as duas?

Marília Guimarães: Fez isso com as duas.

Luciano Pires: Que legal.

Marília Guimarães: Isso sempre, desde pequena. Sempre deixava fazer tudo. Então, meu pai: quero testar um esporte novo. Ele: vamos. Sempre deu muita corda, assim. Então dava, deixava a gente…

Luciano Pires: Mas a hora que ele jogou no teu colo, o que pintou? Vou fazer o quê?

Marília Guimarães: Então, aí ele falava: seria bom que alguma… pelo menos uma fosse advogada. Porque precisa ter um advogado na família e tal. E a gente começou a estudar Direito, tanto eu como minha irmã. E eu, no sétimo período, eu larguei Direito. Cheguei para o meu pai. Foi muito difícil. Nesse momento a mãe. Mãe… e conversando também com Du na faculdade, eu já sabia. Não vai ser isso que eu vou exercer. Não gosto. Eu não vou ser advogada. E começando negócio de tecnologia. E naquela época eu já estudava muito. Então sempre quando tinha um curso no SENAC eu ia. Sempre quando tinha qualquer coisa de tecnologia, para fazer qualquer coisa, eu podia introduzir aquilo ali para estudar, eu ia fazer. Que começou também, vamos dizer, por causa do Eduardo. Só que isso a gente volta mais ainda, que foi na época do colégio.

Luciano Pires: Você está falando de 2007?

Marília Guimarães: 2007.

Eduardo Dantas: É. Por aí. 2007. É. Segundo semestre de 2007, que foi quando você largou.

Marília Guimarães: Largou o Direito.

Eduardo Dantas: Largou o Direito.

Luciano Pires: Vocês se conheceram lá?

Eduardo Dantas: Não. A gente se conhece desde pequeno. No colégio mesmo. E depois de um tempo a gente descobriu que a gente era vizinho. Isso no colégio que a gente foi descobrir.

Marília Guimarães: E eu falo ainda assim, eu passo a bola também para você. Mas a tecnologia nasceu também em mim, porque Eduardo era… Marília se apaixonou primeiro por Eduardo. Na época do colégio.

Luciano Pires: Ah, já no colégio, lá atrás?

Marília Guimarães: É. Na época do colégio. Só que ele se fazia de cara difícil. Entendeu? Aí nada… não conta essa parte. Mas só que foi muito importante. Porque ele gostava muito de jogar jogo no computador, de estratégia, [inint 00:09:25]. E por causa desse vício dele… eu tenho que chamar a atenção daquele menino. Sempre eu andava em trio: eu, Eduardo, Marcelo e Sandro. Meus três grandes amigos. Só que eu me apaixonei por Du. E como ele gostava muito desses jogos, eu: bom, tenho que aprender a jogar também. Então vamos falar que um dos meus primeiros computadores. Essa vontade também de mexer em computadores veio…

Luciano Pires: Foi para impressionar essa figura?

Marília Guimarães: Foi. Foi.

Luciano Pires: E deu certo. E deu certo.

Marília Guimarães: Deu certo.

Luciano Pires: Que legal.

Eduardo Dantas: Hoje é ela que me impressiona.

Luciano Pires: Ela que… o Du queria ser o que na vida, cara?

Eduardo Dantas: Então, assim: eu e Marília, nós somos muito parecidos. Eu também não tenho como dizer assim: eu queria ser isso. Não. Mas lá em casa foi tudo muito dos ramos, digamos assim, empresarial. Então eu também pensava muito em tocar as coisas dos meus pais. As empresas dos meus pais. Só que aí, o que foi que eu fiz? Eu fui fazer um teste vocacional para ver o que iria dar. Minha mãe: Du vá fazer, já que você não sabe o que você quer cursar na faculdade. Vá fazer um teste vocacional. E aí lá fui eu para o teste vocacional. E o teste vocacional deu: Engenharia de Produção, Direito e Publicidade e Propaganda. Você sabe que, se der Direito você vai fazer Direito. Porque o ramo. Todo mundo vem: não, porque o ramo do Direito. O leque que se abre quando você faz Direito. Isso e aquilo outro. Então, Engenharia de Produção era algo extremamente novo, quase não se falava. Publicidade e Propaganda, legal. Mas aí Direito foi o que eu terminei seguindo. Cursei. Durante a faculdade, durante a universidade lá eu comecei a gostar bastante, principalmente de Direito do Trabalho. Foi uma matéria que eu me identifiquei bastante, por causa dos meus pais, da vivência que tinham com ex-funcionários, contratação, dispensa, essas coisas. Me dediquei bastante a essa área. Me formei. Depois fiz pós-graduação na UFBA em Direito do Trabalho. E comecei a assumir. Mas aí depois, quando eu comecei a assumir Direito, Marília, ela estava em uma situação que era o começo do Entendendo o iPhone. Digamos que eu me formei em 2009, aí foi 2010, 12, praticamente pós-graduação, essas coisas. E aí eu comecei a cursar Direito. Comecei, digamos, a progredir. E aí eu comecei a perceber que chegou em algum momento que eu saía de casa de manhã, oito horas da manhã, sete horas da manhã, Marília estava no computador. Eu voltava para casa tipo sete horas da noite, oito horas da noite, nove horas da noite, Marília estava do mesmo jeito, no computador. Aí eu falei: rapaz tem alguma coisa errada aí.

Luciano Pires: Essa moça queria impressionar.

Eduardo Dantas: Tem alguma coisa errada aí. Como é que eu saio de manhã, chego, ela está da mesma forma no computador. E gravando aula e escrevendo. E pensando nisso, pensando naquilo. Eu: tem alguma coisa aí. Aí conversa vai, conversa vem, eu percebi que não dava mais para continuar do jeito que estava. Ela estava num ritmo muito frenético. Não tinha tempo para nada, literalmente. Era na frente do computador o dia todo, gravando aula, gravando dica gratuita, gravando, escrevendo texto, pensando nisso, pensando naquilo. E aí foi quando eu comecei a fazer tanto o dela, quanto dar seguimento na advocacia.

Marília Guimarães: Duas observações – que eu acho que é bem importante – na época do Direito eu larguei, no sétimo período.

Luciano Pires: Aí seu pai falou: vou ter que arrumar um advogado na família. Já que a filha não vem; vem o genro.

Marília Guimarães: Que foi um parto. Sério. Que foi um parto. E eu morria de medo para falar isso para o meu pai. Porque ele realmente queria que uma das filhas… tipo: não, tem que ter uma advogada. E aí quando eu cheguei para ele e falei: painho, eu vou largar Direito. Aí ele sentou: por que você quer largar Direito? Eu falei: pai, porque eu não vou exercer. Eu vou me formar para você. Mas eu não vou exercer. Aí ele pegou: e você quer fazer o quê? Aí eu peguei: quero fazer Ciência da Computação e Sistemas de Informação. Eu quero fazer algo para tecnologia. Meu pai virou para mim e falou: não. Não vou pagar uma faculdade para a minha filha ir consertar computador. Essa era a visão do meu pai. Aí eu peguei: pai, mas não é assim. Graças a Deus, até hoje eu agradeço demais à Globo News. Porque naquele dia apareceu alguma coisa na madrugada falando de tecnologia, que os meninos estavam começando a onda dos aplicativos, das empresas começando a estourar. O meu pai: minha filha… aí no outro dia, quando a gente foi tomar café: Nini, me fale de novo o que você quer fazer mesmo? Eu peguei: não pai, tal e tal. Ele: minha filha, você realmente quer fazer isso? Eu falei: quero. Ele: então tá. Então largue a faculdade e vá fazer o que você quer. Naquela época não tinha como. Eu larguei realmente. Nem esperei terminar o semestre. E corri para onde? Para fazer outros cursos. Ali eu fui rata do SENAC. Todos os cursos que tinha, eu tinha na casa do SENAC eu fui fazer. Aí depois eu comecei a ver outros. Graças a Deus, o EAD já estava forte também naquela época.

Luciano Pires: Você começou a fazer.

Marília Guimarães: E durante aquele período eu comecei a fazer outras coisas também. E quando eu entrei para Sistemas de Informação eu conheci um grande amigo – que eu não conhecia, eu conheci lá e se tornou meu grande amigo – que foi Hugo. E na faculdade de Sistemas, entre o quarto e quinto período, eu disse: Hugo vamos abrir uma empresa de aplicativo? Aplicativo estava bombando, isso em 2011. Aí ele virou para mim e falou: Marília, você não tem juízo não? Eu peguei: não, vamos fazer uma empresa de aplicativo? A gente entende e tal, não sei o quê. Vamos programar. Ele: rapaz… vamos. Aí abrimos a Popcode Mobile Solutions.

Luciano Pires: Como é o nome?

Marília Guimarães: Popcode Mobile Solutions.

Luciano Pires: Popcode Mobile Solutions.

Marília Guimarães: É.

Luciano Pires: Made in Aracajú?

Marília Guimarães: Yes.

Luciano Pires: Maravilha.

Marília Guimarães: Exatamente, em 2011. E o que foi que aconteceu, que disso aí foi o Entendendo o iPhone. Porque isso foi muito importante. Eu nunca pensei que… tipo: surgiu uma paixão pela tecnologia. Comecei e parei na parte do Direito. Conheci Hugo. E convidei e a gente abriu essa empresa junto. Foi eu, Hugo e mais um outro amigo, na época, Anderson. E depois, a Popcode surgiu em 2011. Na Popcode, quando a gente começou a apresentar os projetos, o que foi que aconteceu? Uma resistência muito grande começou a existir. Por quê? Quem ia apresentar os projetos na hora da venda: a gente pode fazer isso aqui e aquilo. O pessoal: vou conversar com quem? Aparecia quem? Marília. Com uma cara de guria. Aí olhavam. Uma mulher. Certo? Via o sotaque. Eu sou nordestina. Então, principalmente quando a gente… o pessoal olhava e falava: tá. Uma mulher vai falar de tecnologia e do Nordeste? Isso já chegou para o lado de lá, infelizmente… só que eu digo: infelizmente e ao mesmo tempo felizmente.

Luciano Pires: Que ano era isso?

Marília Guimarães: 2011.

Luciano Pires: 2011?

Marília Guimarães: 2011.

Luciano Pires: Olha que insight interessante. Nós estamos em 2019. Você vê como em oito anos virou de ponta cabeça o mundo? Porque hoje jovem, mulher, do Nordeste falando de tecnologia não tem mais barreira nenhuma. Pelo contrário. Eu não quero nem saber de onde você veio. Se a tua conversa for legal, cara, sexo, origem, acabou, não tem mais barreira nenhuma. Em 2011 ainda tinha.

Marília Guimarães: Em 2011 tinha.

Luciano Pires: Ainda tinha essa questão. Outro insight legal, que é aquela questão do conhecimento contra a ignorância. Seu pai não conhecia nada do que se tratava e ele podia ter batido ali e falado: não. Você vai continuar, vai até o final, vai se formar e vai virar advogada. No momento e em que o conhecimento chega e ele vê aquilo ele fala: cara é disso que ela está falando. A tua vida vira de ponta cabeça.

Marília Guimarães: Sim.

Luciano Pires: Só por causa de uma… e você nem falou que ele foi estudar. Ele assistiu um documentário.

Marília Guimarães: Eu digo até hoje: muito obrigada Papai do céu. Muito obrigada por ter colocado aquela matéria.

Luciano Pires: Que legal, o conhecimento.

Marília Guimarães: Por colocar algumas coisas. Ele é cabeça dura. Só que quando ele: não, mas por quê? Ele procura. Ele: tá, tá certo. Tá, tá certo.

Luciano Pires: Vocês começaram a namorar, ela já tinha desistido do Direito?

Marília Guimarães: Não. No colégio ainda.

Luciano Pires: Ah, foi lá no colégio? Deu certo então? Aquela tua jogadinha lá, deu certo?

Marília Guimarães: Deu certo.

Luciano Pires: Você conquistou o bicho lá?

Eduardo Dantas: O jogo deu certo.

Luciano Pires: O jogo deu certo.

Marília Guimarães: O jogo deu certo.

Luciano Pires: Aí você está do lado dela, acompanhando. Os dois entram no Direito. Vão se formar dois advogados. De repente, na hora da decisão dela, de largar?

Marília Guimarães: Ele me apoia.

Luciano Pires: Então vocês conversaram?

Marília Guimarães: Isso. E ele me apoiou.

Eduardo Dantas: A gente conversou muito. Porque foi bem assim – eu lembro até hoje – era um domingo. A gente estava estudando junto para uma prova de Direito Tributário, que era na segunda. E aí…

Marília Guimarães: Você vê como foi marcante.

Eduardo Dantas: E aí ela chegou para mim e falou bem assim: caramba Du. Eu não sei por que eu estou aqui estudando, perdendo tempo com isso? Porque eu não vou exercer. Eu estou fazendo aqui só para passar o tempo mesmo. Aquilo ali… sabe aquela sensação que gera uma gargalhada, que você não consegue parar? Aí pronto. Aí a gente não conseguia mais estudar. Foi conversando, conversando, conversando. E aí findou que a gente foi conversar com a mãe dela, para poder chegar no pai. E aí conversamos. Conversa vai, conversa vem a mãe dela super aceitou, super de acordo. E foi quando ela e mãe foram conversar com o pai para poder ele, digamos, liberar e tirar essa crença ou esse “sonho” que ele tinha, de que as filhas tinham que ser advogadas a qualquer custo.

Luciano Pires: Sua irmã se formou em advocacia?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: Também não? Bom, ganhou um genro advogado. Está na família. Está tudo em casa. Está na família.

Eduardo Dantas: É.

Luciano Pires: Legal. Deixa eu entender o momento do Entendendo o iPhone.

Marília Guimarães: Então…

Luciano Pires: De onde veio esse…

Marília Guimarães: De onde veio? Da Popcode. Porque foi na época da Popcode que o Entendendo o iPhone, ele começou a florescer. Por quê? Fui… teve aquela barreira: com quem que eu vou falar? Uma mulher. Tecnologia. Aí o que foi que eu fiz? Bom, eu preciso fazer alguma coisa. Porque de alguma forma, eu quero fazer isso e nada na vida… isso foi um valor de meu pai também, que ele sempre passou: você vai ter muito não. Só que sempre eu vou ser uma rede, segura para você. Só que você não pode desistir. Você tem que ser muito corajosa e enfrentar as coisas. Eu peguei: tá. Como é que eu vou conseguir vencer isso daqui? Fui fazer certificações internacionais da Apple, naquela época. Por quê? Quando alguém fosse me perguntar: com quem é que eu vou falar? Eu ia: olha a Popcode tem isso, isso e isso. A gente fez isso daqui e tal, tal, tal. Então, ao menos, vamos dizer assim: um embasamento. Algum atestado para quando alguém fizesse essa pergunta.

Luciano Pires: O que é essa certificação? O que é isso?

Marília Guimarães: Naquela época era certificação atestando que eu conhecia os sistemas.

Luciano Pires: Você tinha que fazer um curso na Apple para isso?

Marília Guimarães: Não diretamente com a Apple. Você iria fazer…

Luciano Pires: De alguma forma…

Marília Guimarães: Isso. Você faz o curso, estuda e aí você faz a prova. Fez a prova, passou…

Luciano Pires: Tem um selinho ali.

Marília Guimarães: Você tem o selinho que você é Apple Certified Professional alguma coisa.

Luciano Pires: Legal.

Marília Guimarães: E assim começou a surgir. Pronto. Na Popcode conseguimos vencer. Vendemos. E a até hoje a Pop é responsável pelo sistema, pela parte mobile do Banco do Estado, que é o BANESE.

Luciano Pires: Legal. Você continua nela?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: Não, você não está mais.

Marília Guimarães: Por quê? Por causa do Entendendo o iPhone.

Luciano Pires: Mas a empresa decolou com você dentro dela e tudo mais?

Marília Guimarães: Foi.

Luciano Pires: Você não tinha nada a ver com isso?

Eduardo Dantas: Não.

Marília Guimarães: Não, não. Du era advogado naquela época. Estava advogando.

Luciano Pires: Você estava…

Eduardo Dantas: Advogando.

Luciano Pires: Passou na OAB, tudo certinho? Bonitinho?

Eduardo Dantas: Tudo certinho.

Luciano Pires: Legal. Legal.

Marília Guimarães: E na Popcode surgiu a demanda, qual? Quando a gente foi entregar o aplicativo aconteceu: tem como vocês explicarem? Como assim, explicar? Não, como explicar. Como a gente pode utilizar o iPhone. Eu: hum. E fizemos aquele curso, para aquela empresa em específico. Funcionou. Eu gostei. Eu: legal. Só que também parou por ali. Só que Hugo, ele dava muito curso de Linux na época. O Hugo é um programador nato e entende muito da famosa, maravilhosa, telinha preta. E ele ensinava muito. E Hugo pegou e falou para mim: Marília, você entende tanto, você usa esses aparelhos, o iPhone e o iPad tão bem. Eu aprendo. Sempre você me dá uma dica massa. Eu peguei: é mesmo. Eu chamo ele de Agadório. É mesmo, Agadório? É. Tá certo. Lançou… lembra? E até voltando um pouquinho. Teve o lançamento do primeiro iPhone, o Classic, isso em 2008. Quando ele foi para Brasil, 2008, 2009. Mais ou menos nessa época, se eu me lembro bem. E aí os amigos de meu pai começaram a comprar também o iPhone. Só que ele não funcionava no Brasil. Até o 3G, o iPhone não era para rodar no Brasil, com as nossas operadoras. Lembra dessa época?

Luciano Pires: Eu lembro. Eu lembro.

Marília Guimarães: E aí, Marília começou a pesquisar como é que desbloqueava os iPhones. E eu vi que era possível. Já tinha gente no Brasil que já tinha desbloqueado. Ah, se o pessoal conseguiu, eu também vou fazer. E eu comecei a desbloquear os iPhones.

Luciano Pires: Para funcionar aqui no Brasil?

Marília Guimarães: Para no Brasil também. Isso lá na cidade.

Luciano Pires: Você está falando e eu estou tentando buscar na memória a minha aquisição do meu primeiro iPhone. E eu não consigo me lembrar. Eu me lembro dele direitinho. Mas não consigo me lembrar como que foi a minha conversão para o iPhone. Eu não consigo lembrar de onde veio. Como que foi. Porque eu venho lá de… eu sou do Motorola tijolão, com antenão, etc. e tal. Eu vou contar que essa aqui é muito legal. Era muito complicado, estava começando no Brasil. Eu tenho o recibo. De 83 eu acho que é o recibo. Estava começando no Brasil. E tinha um programa na televisão que era o shopping não sei o quê. Era um programa que passava na TV que mostrava ofertas de coisas. E aquilo virou uma febre em São Paulo. O programa ia ao ar e no dia seguinte fazia filas na frente dos lugares para comprar camisa, aquela coisa. E eu assisti a um programa e apareceu um cara oferecendo celulares. Mas não era uma coisa totalmente regularizada. Era um negócio complicado. Na Avenida Paulista. Eu peguei e fui na Paulista: como que é isso aí? Assim, assim. Aí comprei. Comprei e saí da loja com aquele monstro. E na Avenida Paulista eu abri aquilo lá e fiz a primeira… abri e apertei o on. E naquela hora acendeu uma luz e fez uma campainha que não tinha nada a ver com campainha. A campainha era um bip de equipamento eletrônico. Na minha mão. Pi, pi. Eu falei: o que é isso? Fiz uma ligação e liguei para a minha casa, para a minha esposa, caminhando na Avenida Paulista. Aquilo foi um momento de… sabe? Quando faz a luz. Que aquilo, a vida mudou completamente a partir daquele momento lá. Mas depois eu não me lembro como que foi a história do iPhone. Eu acho que eu cheguei no iPhone porque estava na moda. Todo mundo tinha, eu fui ter também. Mas legal. Aí você vira uma destravadora de iPhone?

Marília Guimarães: É. Aí comecei. E nessa época, os amigos de meu pai: já sei com quem é que eu vou atrás para resolver o meu problema de iPhone. Teve a Pop. E na Pop eu comecei – por causa de Hugo – ele disse: Marília você deveria fazer uns cursos. Eu falei: então vou começar a fazer. E aí a gente fez curso dentro da Popcode, turma presencial, para quem? Para os amigos de meus pais.

Luciano Pires: Ensinando a usar o iPhone?

Marília Guimarães: Ensinando a usar o iPhone.

Luciano Pires: É assim que nasce? De tal a tal hora estejam aqui. Você cobrava o curso?

Marília Guimarães: Cobrava.

Luciano Pires: Cobrava. A pessoa pagava para ir aprender a usar o iPhone?

Marília Guimarães: Para aprender a usar o iPhone. 10 pessoas.

Luciano Pires: E você lá na frente?

Marília Guimarães: 10 pessoas.

Luciano Pires: Pegava o aparelho: gente, isso aqui é um iPhone. Isso aqui e aí vai…

Marília Guimarães: Exatamente.

Luciano Pires: Uma aulinha. Era um curso grande? O que era?

Marília Guimarães: 10 pessoas. A gente… era por semana. Eu fazia bem personalizado. Sempre era assim. Eu conversava com o pessoal. Como eu conhecia, porque a primeira turma era assim: eram os amigos de meu pai. Então eu sabia qual era deficiência deles. E como eu observava muito, eu já sabia o que eu poderia dizer e que seria muito útil para eles.

Luciano Pires: Isso que eu queria te perguntar. Quer dizer você… eu estou entendendo que você está fazendo uma experiência. É um experimento. Ainda não é um business?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: É um experimento? Evidentemente você não foi se preocupar: deixa eu preparar aqui todo um material?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: Não. Você: vou ensinar para os caras como que faz.

Marília Guimarães: Foi.

Luciano Pires: Não havia nenhum planejamento para isso? Foi: vamos para a sala e vamos conversar?

Marília Guimarães: Exatamente.

Luciano Pires: Tá. E aí, o que você foi notando?

Marília Guimarães: E o que foi que surgiu? Aí é aonde vem. Muitas pessoas perguntam para a gente: Marília, você sempre pensou em ensinar? Você tem uma didática. Eu nunca pensei em ensinar na minha vida. Nunca. Nunca pensei em ensinar. Só que quando eu passei a ensinar, eu comecei a me sentir muito bem. Quando a gente abriu a Popcode, para mim foi uma grande realização. Principalmente quando a gente vendeu o primeiro projeto e começou a andar com as próprias pernas. Então eu: poxa, estou ficando independente. Que legal. O projeto está andando. Quando eu comecei… e aquilo ali para mim foi uma alegria danada. Foi muito forte. Maravilhoso. Só que quando eu comecei a ensinar…

Luciano Pires: Você sentiu que era mais legal?

Marília Guimarães: É. Exatamente.

Luciano Pires: Estou me sentindo muito bem aqui.

Marília Guimarães: Sabe quando você sente que você é muito, muito útil? Você via a pessoa assim: nossa… eu consegui fazer isso. E você fala: é, eu ensinei. Entendeu?

Luciano Pires: Sim.

Marília Guimarães: A pessoa: Marília, eu não conseguia. Eu não fazia a menor ideia. Eu não entendia. E eu comecei a gostar muito. Daí o telefone começou a tocar na Pop: estou sabendo que tem uma menina aí que dá aulas particulares. Eu: eu dou aulas particulares? E eu comecei a ensinar. Abri a outra turma. E começou assim: um amigo falava para o outro: a Marília… não, vai lá que Marília resolve. Eu comecei a dar várias aulas particulares. Começou, começou, começou. E na Popcode também, com os projetos e ensinando.

Luciano Pires: Tá. Deixa eu perguntar uma coisa para você: essa tua atividade de dar aula, isso era um produto da Popcode?

Marília Guimarães: Não, não era.

Luciano Pires: Era uma coisa da Marília?

Marília Guimarães: É. Era meu.

Luciano Pires: Tá. Ok.

Marília Guimarães: Tipo: aparecia alguém que queria aprender e eu ensinava. Era assim. Demanda bem ponto a ponto. E quando tinha uma empresa que queria fazer um curso, eu ia dar. Naquela época era Mac, era iPhone. Meio que tinha as duas demandas. E eu atendia as duas demandas.

Luciano Pires: Tudo remunerado?

Marília Guimarães: Tudo remunerado.

Luciano Pires: Você tinha uma empresa aberta para isso? Você chegou a pensar nisso ou não?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: Vou fazendo e o que der; der.

Marília Guimarães: Era para a Popcode. Marília que exercia, só que era para a Popcode. É.

Luciano Pires: Tá certo. Tá certo.

Marília Guimarães: Era assim.

Luciano Pires: Enquanto isso o doutor só examinando ali. O que está acontecendo?

Marília Guimarães: Eu bombando. E achando o máximo. Por que…

Eduardo Dantas: Até então estava tudo perfeito. Eu fiquei muito feliz. Porque ela estava fazendo realmente o que gostava, que era desenvolvendo aplicativos, conversando, indo apresentar para as empresas, dando os cursos, ensinando as pessoas. Que foi essa paixão, vamos dizer assim, que ela descobriu. Então para mim estava tudo, até então, perfeito. Ela fazia o trabalho dela. Eu fazia o meu. Estava tudo certo.

Marília Guimarães: E aí chegou o dia que comecei a ver diversos cursos na internet. Tá, tá, tá. E um outro amigo meu começou a fazer também. Eu peguei: hum… a coisa tá danada.

Luciano Pires: Você começou a ver o pessoal oferecendo cursos pela internet?

Marília Guimarães: Curso online.

Luciano Pires: Online. Tá.

Marília Guimarães: Exatamente.

Luciano Pires: Que ano nós estamos?

Marília Guimarães: A gente está em 2014.

Eduardo Dantas: Começo de 2014.

Luciano Pires: 2014?

Eduardo Dantas: Começo de 2014.

Luciano Pires: Ia começar uma febre.

Eduardo Dantas: Começo de 2014.

Luciano Pires: Ia começar uma febre. Tá.

Marília Guimarães: Aí eu: hum… certo. Peguei, virei: vou fazer online. Virei para Eduardo, virei para a minha mãe: vou fazer um novo projeto.

Luciano Pires: Isso não era ainda business para você?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: Era curtição?

Marília Guimarães: Curtição.

Luciano Pires: Estou fazendo aqui e estou curtindo. Tá.

Marília Guimarães: Vou fazer.

Luciano Pires: Legal.

Marília Guimarães: Porque eu gostei de fazer o presencial e disse: vou fazer online. Tem tanta gente fazendo. Vou fazer também. Virei para Du, virei para a minha mãe: vou fazer um outro projeto. E virei para o meu pai também: pai, eu vou fazer um outro projeto. Ele: faça minha filha. Eu: tá certo. Eduardo viu, minha mãe também viu. Só que aí agora… você quer falar? Quando eu comecei a gravar? Quando eu comecei…

Eduardo Dantas: Aí foi assim: aí quando ela decidiu fazer esse online, eu e a mãe dela… aí agora, o mundo se inverteu. Do Direito para a Popcode, eu e a mãe fomos a favor e o pai contra. Da Popcode para o online – antes até do surgimento do Entendendo o iPhone – o pai foi a favor e eu e a mãe totalmente contra. Porque a gente falava: deixa de invenção Marília. Fica aí na Popcode. Já está tudo dando certo. O que você quer mais?

Luciano Pires: Mas já era uma situação de um ou outro?

Marília Guimarães: Não. Não era um ou outro.

Luciano Pires: Não, não. Era mais…

Marília Guimarães: Era só para: não tire seu foco. Para que você vai inventar mais alguma coisa?

Eduardo Dantas: E aí era eu e a mãe sempre batendo nisso: para que isso? Pare com esse negócio. Vá focar.

Marília Guimarães: É uma brincadeira.

Eduardo Dantas: É uma brincadeira de Marília. Ela está com uma invenção aí. Daqui a pouco ela para e volta para a Popcode e dá tudo certo. Só que aí foi prosseguindo, prosseguindo.

Marília Guimarães: E eu comecei: vou gravar. Vou gravar. Vou gravar. Via. Vou gravar sim. Eu sei. Beleza. Gravei, soltei a primeira dica. Soltei a outra. E comecei.

Luciano Pires: Para.

Marília Guimarães: Juro.

Luciano Pires: Não, não estou questionando. Eu estou falando para você parar, porque nós vamos fazer uma parada agora, aqui no programa.

Marília Guimarães: Certo.

Luciano Pires: Você sabe como que é o LíderCast. Ele vai, ele volta, ele vai e volta. É o seguinte: você vai tomar a decisão de gravar. Então tem diante de mim um laptop ou um desktop ou sei lá o que, com uma camerazinha de desktop, de laptop, que é aquela coisinha nhén-nhén-nhén. Aquela coisa brega lá.

Marília Guimarães: Foi assim mesmo. O meu começo era assim.

Luciano Pires: É isso aí. Quando você fala assim: estou me preparando para colocar cursos online. O que vem na tua cabeça? Vou apertar o botão, gravar e botar no ar e dane-se? Aliás, foda-se? Vou botar no ar e foda-se? Ou você teve aquela preocupação: não, espera aí, deixa eu arrumar aqui. Quero iluminação, quero estar bonitinha, quero estar… não? O que foi? Grava e põe?

Marília Guimarães: E só gravava a tela. Eu não aparecia. Era a tela do iPhone.

Luciano Pires: Ah, você não aparecia?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: Era só a sua voz?

Marília Guimarães: Era só a minha voz. A tela do iPhone.

Luciano Pires: Tá. O que você tinha? Um Power Point ali?

Marília Guimarães: Isso. Eu ligava o meu iPhone no computador. Abria o Quick Time. Botava para gravar a tela num outro programa, Screen Phone na época. Ele gravava a tela do meu iPhone. Eu colocava o microfonezinho bem perto de mim, o microfone do próprio Mac. E ficava: olá, eu sou Marília Guimarães, do Entendendo o iPhone. E hoje você vai aprender isso, isso e isso.

Luciano Pires: E aí era só a telinha que ia mexendo?

Marília Guimarães: Era só a tela. Nada.

Luciano Pires: Que legal.

Marília Guimarães: Eu gravava meia noite ou depois que acabava o expediente da Pop, tudo. Chegava em casa, no meu quarto e ia fazer aquilo ali.

Luciano Pires: E durava o tempo que durasse? Você não tinha preocupação nenhuma? Nada?

Marília Guimarães: Não. Eu só coloquei na minha cabeça: eu vou fazer. Vou fazer. E comecei a gravar, a distribuir.

Luciano Pires: Você criou um canal?

Marília Guimarães: Criei o canal.

Luciano Pires: Chamado Entendendo o iPhone?

Marília Guimarães: Entendendo o iPhone.

Luciano Pires: Tá. Então vamos lá: da onde vem esse nome? Porque esse nome é a obviedade da obviedade. O que o teu canal é? Quando você disser o que você é, não precisa falar mais nada. Já entendi tudo. Pelo teu nome, não tem que procurar nada. O que você faz? Eu sou do Entendendo o iPhone. O que será que ela ensina? Porra. Da onde veio isso?

Marília Guimarães: O nome veio assim: por causa de que tinha um programa naquela época, que você colocava diversos nomes. Isso daí veio de Hugo também. Uma telinha preta. Hugo preciso decidir o nome de um projeto. Eu dizia: não sei como que eu vou colocar. Ele: fácil. Pegue um programa – aí ele me falou o programa – coloque diversos nomes. Aí coloquei diversos nomes. Tudo que você achar que parece. Aí eu comecei a colocar várias palavras. Ta-ta-ta. E aí sabe aquela salada mista, que você aperta: zoom. Embaralha e mostra. Foi assim. Aí de todas aquelas que apareceram, eu: não, não está bom ainda. Eu olhava. Sabe quando você está assim? Deita: meu Deus, eu preciso de um nome. Maçã Verde. Maçã Verde é péssimo. Como é que vai… Entendendo o iPhone. Aí veio: Entendendo o iPhone. Veio mais ou menos… não foi um negócio estudado. Era algo que…

Luciano Pires: Tá. E era um negócio que ia ficar para o resto da vida. Que você não… me dê uma razão para mudar um nome desse aí? Para deixar ele mais o quê? Ele é na lata. Então ele é perfeito. Mas legal. Aí você cria um canalzinho no Youtube e sem nenhuma pretensão?

Marília Guimarães: Sem nenhuma pretensão.

Luciano Pires: Põe um videozinho ali. Não faz nenhum projeto para divulgação, nada. Você botou no ar?

Marília Guimarães: Foi.

Luciano Pires: E avisa lá para o pessoal: gente estou botando uns videozinhos lá.

Marília Guimarães: E soltava no Youtube: se você quiser mais dicas como essa…

Luciano Pires: Vem para o meu curso…

Marília Guimarães: Não. Naquela época eu nem pensava assim, que eu ia já fazer o curso. Estava pensando: não era ninguém. Do tipo: Marília, que e isso? Ninguém me conhecia. Então eu comecei a fazer as dicas. Sempre no final chamava para a pessoa, se ela quisesse mais, cadastrasse o e-mail, que eu iria mandar mais dicas para ela. Comecei a fazer o mailing. Ta-na-na. Ta-na-na 1, 2, 3, 4, 5, 6 com mais dicas e mais dicas. E nunca eu aparecia.

Luciano Pires: Você não tinha nenhuma… você teve alguma… algum processo para a produção dessas dicas? Por exemplo: qual é a dica mais urgente, mais importante? Você elencou as dicas? Falou: eu preciso falar de… ou era o que pintava? Como que era isso? Tinha alguma ordem?

Marília Guimarães: Não. A ordem era de acordo com o que fazia…

Luciano Pires: Na sala de aula. Tá.

Marília Guimarães: Isso. Eu sabia o público que eu já conversava. E eu sabia a deficiência que eles tinham. O que é que eles gostavam. E eu também tinha dentro de mim, que eu não queria fazer algo que todo mundo já fazia. Eu gosto muito de tecnologia. Então eu já acompanhava muitos canais. Eu: ah, não quero ser mais do mesmo. Não é isso aqui que eu vou querer fazer. Então sempre eu já sabia que eu não queria falar somente de tecnologia. Eu queria realmente ensinar o que eu fazia no presencial, eu queria fazer no online, para poder atender mais pessoas. Essa foi a ideia.

Luciano Pires: Tá. E aí… mas tudo… de novo: nenhum compromisso?

Marília Guimarães: Nenhum compromisso.

Luciano Pires: Se der? Der. Se não der, também, acabou.

Marília Guimarães: Mas fazia com empenho.

Luciano Pires: Quando é que você sentiu que o bicho podia virar um negócio? Que aquilo poderia ter um… sabe? Que você poderia se jogar de corpo e alma. Como é que chamava lá a empresa?

Marília Guimarães: Popcode Mobile Solutions.

Luciano Pires: Sai a Pop e vou entrar de cabeça nisso aqui? Quando foi que apareceu isso?

Marília Guimarães: Foi no final de 2016, 17.

Eduardo Dantas: É. Eu acho que isso foi em meados de 2016. Meados de 2016 foi quando ela saiu da Pop e ficou só no Entendendo o iPhone. Porém, essa decisão veio se arrastando. Tipo: digamos que já era para ter sido em 2015. Certo? Mas aí foi, foi, foi. Até que chegou um momento que digamos: não dava mais para permanecer do jeito que estava. Ela não estava conseguindo.

Luciano Pires: Mas aquilo já te rendia algum dinheiro?

Marília Guimarães: Então, aí foi quando no final de 2014 eu vendi. Eu vou vender. Vou vender online. Tinha lá os e-mails. Eu vou vender. Eu vou ver se o pessoal…

Luciano Pires: Você já tinha montado um… você já tinha um grupo de…

Marília Guimarães: Eu já tinha um grupo de e-mails.

Luciano Pires: Que tamanho era isso? Mil, dois mil, três mil?

Marília Guimarães: Naquela época quase três mil. Dois mil e pouquinho.

Luciano Pires: Tá. As pessoas que se inscreveram.

Marília Guimarães: As pessoas que se inscreveram para receber mais dicas.

Luciano Pires: Essa era a tua lista inicial?

Marília Guimarães: Essa era a minha lista inicial. Naquela época, quando eu fiz a primeira venda foram sete pessoas que resolveram, sete ou seis pessoas. Eu: oi? Vai dar certo.

Luciano Pires: Você vendeu o que para elas?

Marília Guimarães: Um curso comigo.

Luciano Pires: Mas então? Então vamos lá de novo. Vamos lá de novo. Essas pessoas estão em qualquer lugar do mundo?

Marília Guimarães: Isso.

Luciano Pires: Não estão lá, portanto, não é um curso presencial?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: É um curso pela internet?

Marília Guimarães: Isso.

Luciano Pires: Se é um curso; não são mais: vou gravar uma ideia que eu tive aqui. Tem que ter começo, meio, fim. Tem que estar encadeado, etc. e tal. Precisava já ter uma dinâmica, que não era a mesma dinâmica de gravar de noite, a hora que dá. Eu acho que você tinha que, pelo menos elencar: olha começa aqui, segunda parte. Como é que você fez para desenvolver isso? Você saiu do zero? Você botou o papel em branco na tua frente e falou: vou criar um curso?

Marília Guimarães: Exatamente. Foi exatamente isso. Não foi nada tipo: vou fazer seguindo uma ordem. Não. Sempre a ideia era: eu vou fazer o que eu faço no presencial. Qual era a ordem do presencial? Eu segui muito a deficiência. Não era um curso – como é que eu posso explicar? – não era um curso explicando: primeiro fundamento. Primeiro você… essa não era, nunca foi a minha ideia. A ideia era: a pessoa entrar e usar o iPhone de uma forma melhor para ela. Eu sempre soube que eu queria falar com aquele público. Que era o público que eu já falava no presencial. Então eu sabia: bom. O pessoal gosta muito dessa daqui do editado. Eu sabia como que as pessoas utilizavam e como que elas poderiam utilizar.

Luciano Pires: Olha que insight genial que você está dando aqui. Quer dizer, quando pergunta assim: por que o Entendendo o iPhone é mais legal do que o XPTOBTG lá? Do que o GGG? Que eu não sei qual é. Tem um lance nele aí, que pelo que você está me contando, então está na raiz dele. Quer dizer, você montou um curso para resolver problemas que as pessoas traziam para você?

Marília Guimarães: Isso.

Luciano Pires: Não era: agora eu vou teorizar, para daqui contar como que faz e aí você resolve o seu problema. Você fez o contrário?

Marília Guimarães: Isso.

Luciano Pires: Quais são os problemas? Deixa eu ver. Eu tenho 15 problemas aqui.

Marília Guimarães: Exatamente.

Luciano Pires: Eu resolvo os 15. Está montado o curso.

Marília Guimarães: Exatamente. Era assim. Então sempre quando eu conversava com alguém, eu via como que aquela pessoa usava. Eu pegava: mas dá para você fazer isso, isso e isso. Marília dá mesmo? Mas dá para você fazer assim. Dá mesmo? Foi assim. Por isso que quando a gente fez… a gente… quando eu fiz, lá em 2014…

Luciano Pires: Ele não estava no projeto antes?

Marília Guimarães: Ele não estava. Quando eu fiz: vou vender agora o curso. Não era um curso. Eu falava que eram casos práticos para você aplicar no seu dia a dia.

Luciano Pires: Perfeito.

Marília Guimarães: Como é que você iria utilizar o iPhone.

Luciano Pires: Você tinha gravado ou era live?

Marília Guimarães: Não. O primeiro foi todo entregue ao vivo. Eram aulas comigo.

Luciano Pires: Aquelas sete pessoas?

Marília Guimarães: Aquelas sete pessoas.

Luciano Pires: As sete juntas num determinado dia?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: Uma de cada vez?

Marília Guimarães: Não. Todo mundo… eu fazia: vou fazer a aula em tal horário. Se você quiser, você entra ao vivo. Ou então: eu vou fazer a aula e depois você vai poder gravar; depois você vai poder assistir.

Luciano Pires: Você assiste ela gravada. Tá.

Marília Guimarães: Isso.

Luciano Pires: Tá legal. Sete pessoas compraram? Pagando quanto?

Marília Guimarães: Na época foi 497.

Luciano Pires: Pronto, já começou. As pessoas compraram. Muito bem. Você está no LíderCast. Um podcast focado em liderança e empreendedorismo, que proporciona conversas nutritivas, com gente que está aí para provocar mudanças. O LíderCast faz parte do Brasil Premium. A nossa Netflix do conhecimento, que redefine o termo estudar. Ao transformar o seu Smartphone em uma plataforma de aprendizado contínuo. Você pratica uma espécie de MLA, Master Life Administration, recebendo conteúdo pertinente, de aplicação prática e imediata, que agrega valor ao seu tempo de vida. São videocasts, sumários de livros, podcasts, e-books, eventos presenciais. E a participação em uma comunidade nutritiva, onde você faz um networking com gente como você, interessada em crescer. Acesse cafedegraça.com para experimentar o Premium por um mês sem pagar. Eu já vivi coisas parecidas assim. E a satisfação que dá na gente…

Marília Guimarães: Foi maravilhoso.

Luciano Pires: Porque é completamente diferente de eu trabalhar numa empresa e receber o salário no final do mês, por um trabalho que eu fiz. É diferente. Por que o que aconteceu? Você sai de uma ideia do zero. Senta na frente de um papel em branco. Cria um treco. A ponto de alguém ver valor naquilo e paga para você 400 reais por uma coisa que nasceu do zero. A satisfação que isso dá na gente não tem nada parecido. Eu acho que o dia que… vocês já têm filhos?

Marília Guimarães: Não, ainda não.

Luciano Pires: Quando nascer o primeiro você vai falar: pô… a sensação deve ser parecida, viu? Deve ser parecida. Porque é aquela sensação da minha criação. Eu não estou… deram valor ao ponto de me entregar tempo e me entregar dinheiro. Não tem nada igual. Isso te empurra; isso te dá… aí o bichinho mordeu?

Marília Guimarães: Foi.

Luciano Pires: Aí você falou: isso vai dar.

Marília Guimarães: Eu disse: olhe, se seis pessoas – foram seis pessoas, a primeira turma foram seis pessoas – se seis pessoas compraram eu vou conseguir fazer. E aí eu fui me especializar. Eu fui: ah, o que eu posso estudar para poder realmente ver como que isso funciona? O que eu posso fazer?

Luciano Pires: Aí você foi estudar cursos online? A mecânica de curso online?

Marília Guimarães: Fui. A mecânica do curso online. Como é que pode fazer essa entrega? O que você precisa fazer? Fui… vamos dizer que é a parte do marketing. Eu fui estudar a parte do marketing. Como é que poderia fazer aquilo ali? E eu disse: bom. Vou continuar a fazer. Aí foi para a segunda, a terceira e chegou no…

Luciano Pires: A produção era a mesma coisa? Era você no seu quarto?

Marília Guimarães: Isso. Até então era no meu quarto. Até metade de 2015 era eu no meu quarto. Eu não aparecia nas aulas.

Luciano Pires: Não tinha você na frente da câmera.

Marília Guimarães: Só a tela do meu iPhone e a minha voz. A tela do meu iPhone e a voz. Só que comecei a colocar as aulas gravadas. Não fazia mais ao vivo. Então eu entregava e só… a gente fazia quatro encontros para retirar as dúvidas das pessoas. Quem estava com dúvida. E o curso passou a ser mais gravado. Pegava todos aqueles casos práticos.

Luciano Pires: Legal.

Marília Guimarães: Eu comecei a gravar, gravar, gravar.

Luciano Pires: Como é que você entregava para a pessoa isso? Entregava de que jeito? Você botava num link?

Marília Guimarães: Num portal.

Luciano Pires: Você tinha um portal, você dava para ela uma senha?

Marília Guimarães: Um acesso. Isso.

Luciano Pires: Tá legal. E você montou esse portal? De onde veio isso? Chamou alguém para fazer?

Marília Guimarães: Não. Fui atrás de…

Luciano Pires: Hotmart da vida, essas coisas?

Marília Guimarães: Não. Naquela época a Hotmart ainda não tinha o portal. O meu primeiro portal foi da Recursos.

Luciano Pires: Tá. Aí você entrou num portal existente?

Marília Guimarães: Isso. Coloquei o meu… eu não queria… ao mesmo tempo que eu queria fazer. Eu sabia que como eu estava só, não poderia colocar tantas coisas: vou criar plataforma, vou fazer isso. O que já tem pronto e que eu posso começar a fazer?

Luciano Pires: É o oposto desse maluco aqui. Eu sou totalmente o oposto disso aí. Mas eu admiro. Porque o que você está contando para mim é o seguinte: cara, eu não tenho a melhor câmera. Mas dá para fazer. Eu não tenho o roteiro. Mas dá para fazer. Eu não tenho a plataforma. Mas dá para fazer. Tanto dá para fazer, que você põe no ar, vai aprendendo aquilo e cada vez vai sofisticando mais.

Marília Guimarães: Isso. No dia a dia.

Luciano Pires: Perfeito, perfeito. Aí de repente, na segunda rodada vende quantos?

Marília Guimarães: Aí a segunda turma já foram quase 100 pessoas.

Luciano Pires: Uau, isso é um baita salto.

Marília Guimarães: Foi.

Luciano Pires: Aí o bicho abre o olho? Não?

Marília Guimarães: Não. Não.

Luciano Pires: Nada?

Marília Guimarães: Isso ainda estava no início de 2015. E eu comecei sozinha. Até então o Entendendo o iPhone se resumia à Marília. A Marília que pensava no conteúdo que ia para o grande público. No e-mail. Na aula. Qual era a aula? Tudo. E atendendo o aluno por e-mail. Quando precisava de alguma consultoria? Vamos. E a Popcode também, rodando. Tudo rodando ao mesmo tempo. Foi quando chegou em meados de 2015, que foi Dudu falou que não dava mais. Por quê? Começou a tomar uma proporção.  E como eu estava sozinha, aquilo ali ficou muito pesado. E eu comecei a não olhar mais para a Pop, realmente. Eu comecei a não olhar mais para a empresa. Eu fazia só o Entendendo o iPhone. Só o Entendendo o iPhone. Só o Entendendo o iPhone. Porque tipo: aquilo ali sem mim não iria andar de forma alguma.

Luciano Pires: O que consumia o teu tempo ali?

Eduardo Dantas: Era isso que eu ia falar…

Luciano Pires: Deixa eu pensar o seguinte aqui: porque se a gente olha hoje em dia, a gente sabe que vai ter uma mecânica. Eu vou soltar um curso a cada seis meses. Vou fazer. Já está tudo pronto. A coisa roda. É muito simples. Naquela época eu imagino que você ainda não tinha essa consciência, de que: vai ser um curso a cada seis meses? O que demandava você? Era a criação de conteúdo ou era a relação com as pessoas? O que era?

Marília Guimarães: Os dois. A criação do conteúdo e o atendimento por e-mail ou na consultoria, quando alguém tinha uma dúvida.

Luciano Pires: Toma um tempo desgraçado.

Eduardo Dantas: Eu posso até dizer o seguinte: que o que mais tomava tempo, eu posso dizer que 80% do tempo era o atendimento junto com os alunos. Porque é o seguinte: naquela época – até hoje também – as pessoas, elas têm um certo receio de fazer uma compra vamos dizer assim, de um curso online. E ainda mais – eu acredito – que a maior preocupação é o seguinte: quando ela manda uma dúvida. Se ela não tiver uma resposta, aí se concretiza todo aquele pensamento padrão que as pessoas têm. E isso era algo que Marília se preocupava e que se preocupa até hoje inicialmente. Que assim que a pessoa mandar o e-mail a gente tem que responder o mais rápido possível e da forma mais completa possível. E isso era o que ela mais fazia. E isso era o que mais demandava tempo. E por isso que ela sempre estava ali na frente do computador. Desde dúvidas básicas como até dúvidas de pessoas assim, mais, digamos, avançadas que estavam na turma e que queriam saber, que mandavam e-mail e que ela tinha que responder. E estava ali, respondendo todo mundo.

Luciano Pires: Tem uma coisa que acontece comigo. Eu vou ver se aconteceu com você. Que para mim é uma coisa assim, que é fundamental: que é aquele momento em que você recebe um e-mail de volta. A pessoa pergunta: Marília, mas é você mesma que está respondendo? E aí você responde: sim. Sou eu. Para mim esse é o momento que é chave. Porque quando você faz isso, você ganhou aquela pessoa para o resto da vida. Entendeu? Porque não passa pela cabeça de alguém que: é a Marília? É você mesmo que estava? Eu recebo assim: Luciano, eu sei que não é você que vai ler. Eu sei que você não vai responder. Tomara que chegue ao teu conhecimento. As pessoas não imaginam que eu estarei lendo. E se bobear eu respondo mesmo. É você mesmo? Sou eu sim. Dá um pensamento inicial que é o seguinte: cara, que empresinha de merda é essa que o dono responde? Esse é o pensamento antigo. E no outro lado é o seguinte: não cara, você para mim é tão importante que eu não vou terceirizar o tesão de responder isso aqui para você. Então… cara, eu te mandei agora. Onze e meia da noite você responder. Agora. Sim. E é você? Sou. E qual é o problema? Então eu acho que isso cria… eu falei para vocês na hora do almoço: que a concepção para mim de Café Brasil Premium é de que quem entrar vai fazer negócio com o Luciano. Não vai fazer negócio com a empresa do Luciano. Não vai falar com uma S.A., com uma Ltda. vai falar com alguém. E eu não consigo terceirizar esse tesão para a pessoa. Eu acho que isso faz uma diferença brutal. Nunca vou conseguir atender sete milhões. Mas aqueles mil que eu atendo, aquilo cria uma conexão fantástica ali. Aí você sentiu que estava ficando louca?

Eduardo Dantas: É. Isso aí que a gente está conversando é 2015.

Marília Guimarães: 2015.

Eduardo Dantas: Para 2016. E aí ela já estava nesse ritmo aí frenético, de não conseguir fazer mais nada a não ser ficar na frente do computador gravando dica, gravando aula e respondendo aluno. E aí chega um certo dia que eu cheguei e falei: Marília, como que eu posso te ajudar?

Marília Guimarães: Que eu estava realmente… não estava legal.

Eduardo Dantas: Porque estava impraticável. Realmente. Eu falei: como que eu posso te ajudar? Ela: Du, eu estou precisando gravar umas aulas e eu quero que você responda os alunos no suporte. Só que você não vai responder aos alunos no suporte. Eu vou falar para você e você vai digitar. Aí eu: ué, tudo bem então. Tá bom. Aí enquanto ela estava pensando o que vai fazer amanhã. Estava descansando. Alguma coisa. Eu: vamos lá então, vamos adiantar já isso aqui. Aí ela ficava, por exemplo, tem um dia que eu me lembro muito bem: ela estava já deitada. Aí eu falava: Marília, dúvida de fulano. Ele está perguntando isso, isso e isso. O que eu respondo? Aí ela: Du, diga assim, olhe você vai fazer o seguinte e tal. Vai em ajustes e tal, não sei o quê. E eu lá digitando e ela ditando e eu digitando. E aí fui mandando, mandando, mandando. E uma coisa que eu lembro até hoje é que nessa época eu usava Android. Imagine. Nessa época eu usava Android. Então, a única forma de eu conseguir ajudar Marília era ela ditando para mim e eu respondendo. Porque eu não sabia o que fazer. E aí eu cheguei e falei: eu tenho que mudar…

Luciano Pires: Mudar para o iPhone. Sim.

Eduardo Dantas: Para poder realmente ajudar.

Marília Guimarães: Na realidade, ele era louco pelo Android.

Luciano Pires: Vocês já eram casados?

Marília Guimarães: Nessa época nós éramos namorados.

Eduardo Dantas: Não. Nós éramos namorados. A gente namorava.

Luciano Pires: Então, mas esses horários que essa coisa acontecia?

Eduardo Dantas: Era à noite.

Luciano Pires: Era depois do expediente?

Eduardo Dantas: Era à noite. Eram nove, dez horas.

Luciano Pires: Ao invés de ir para a balada, ao invés de ir para o cinema, você ficava lá…

Eduardo Dantas: A gente ficava lá…

Luciano Pires: Digitando…

Eduardo Dantas: Como o pai dela fala: ficava batendo dedo. A gente ficava batendo dedo. Era o teclado e Deus no céu. Aí eu falava para ela: fulano está com essa dúvida. O que eu respondo? Du, diga assim, assim, assim. Aí tal, aí foi passando. E eu sempre respondendo.

Luciano Pires: Aqueles três mil tinham virado quanto nessa época? Os três mil iniciais lá da lista?

Marília Guimarães: Acho que…

Eduardo Dantas: Nessa época já tinha aí, eu acho que uns…

Marília Guimarães: Uns quase 40 mil.

Eduardo Dantas: É. Por aí.

Luciano Pires: Puta… quer dizer, isso era um universo de demanda, 40 mil possibilidades.

Eduardo Dantas: Não. Isso eram 40 mil pessoas que recebiam os nossos conteúdos gratuitos. Que a gente publicava.

Luciano Pires: Mas vinham dúvidas dali?

Marília Guimarães: Vinham dúvidas.

Eduardo Dantas: Vinham dúvidas dali. Vinham dúvidas dali.

Luciano Pires: Isso só aumentava?

Eduardo Dantas: Isso só aumentava. E aí foi passando, passando. E aí eu peguei e passei para o iPhone desde então. Comecei a utilizar. E comecei a ajudar Marília a responder as dúvidas dos alunos. Então tinha momentos que tinham, sei lá, a gente recebia 60 dúvidas por dia, vamos dizer assim, para responder. 60 e-mails de dúvidas. Então a gente sentava e eu respondia, sei lá, 15. Ela respondia o resto.

Luciano Pires: Puta, mas um por um?

Eduardo Dantas: Um por um.

Luciano Pires: Não tem uma resposta padrão?

Marília Guimarães: Aí é que está…

Eduardo Dantas: Não tem como fazer uma… o que você consegue fazer padrão é o caminho. Tipo: ajustes, geral, sobre. Um exemplo. Mas a conversa do e-mail é específica para cada pessoa.

Marília Guimarães: E essa vamos dizer que até hoje, Entendendo o iPhone hoje. Quando a gente pensou… principalmente, Eduardo começou a responder e-mail, porque era ele. Era uma pessoa que estava do meu lado. E sabe quando você tem… é aquilo: você tem um carinho muito grande. Eu tenho esse apego. Para mim, por tudo eu acho que no início, como foi, desde a Popcode. E aquela pessoa acreditou em mim. Mandou uma dúvida. Eu sabia que… não, não quero que seja atendido de qualquer jeito. Se for para ser atendido, tem que ser atendido ou por mim ou por uma pessoa que vá fazer melhor, igual a mim ou então melhor. Mas menor do que isso não. Tem que ter…

Luciano Pires: É aquilo que eu falei para você de terceirizar o tesão. Sim.

Marília Guimarães: É. Por quê? Por que… e nas dúvidas, a gente aprende muito. Foi assim que… muita gente: Marília, é impressionante. Você sabe o que eu queria. Você adivinhou. Eu não adivinhei. Foram quantas? Tipo: milhares de dúvidas.

Luciano Pires: Já virou um Data Base na tua cabeça aí, que é só cruzar as coisas e…

Marília Guimarães: Exatamente. Então não é. Eu não adivinhei. Não. Muito estudo. Respondendo muita dúvida. Então tudo foi assim. Du começou a responder, porque ele estava do meu lado. Porque é impossível. Eu não tenho como. Só quem responde aqui sou eu. Ninguém mais responde o e-mail. E a gente começou, começou, começou. Cresceu, cresceu, cresceu. E você quer melhorar. Quer melhorar em qual sentido? Quero gravar um vídeo melhor. Quero poder gravar mais. Quero poder fazer outras coisas. E foi quando Eduardo, ele viu como é que o Entendendo o iPhone estava. Que a gente cresceu de um jeito que foi inesperado.

Luciano Pires: Você estava fazendo dinheiro?

Marília Guimarães: Estava.

Luciano Pires: Já estava fazendo dinheiro?

Marília Guimarães: Já.

Luciano Pires: Ao ponto de você falar: meu isso aqui dá…

Eduardo Dantas: Ao ponto de…

Luciano Pires: Dá para decolar mais ainda?

Eduardo Dantas: Ao ponto de chegar em 2016 eu falar: não dá mais. Eu vou ter que escolher: ou eu advogo ou eu sigo com ela no Entendendo o iPhone. E foi aí que eu decidi, a partir de outubro de 2016. Eu cheguei e falei: pronto. Tá bom. Advocacia daqui para frente não tem mais. Eu vou focar com Marília aqui no Entendendo o iPhone e vamos lá.

Luciano Pires: Como é que você contou isso para os seus pais?

Eduardo Dantas: Então, eu, quando eu fui conversar com os meus pais, eu falei o seguinte. Meu pai já aceitou bem mais fácil do que minha mãe.  Minha mãe: meu filho… minha mãe fala: meu filho estudou tanto…

Luciano Pires: Para ser…

Eduardo Dantas: Meu filho estudou tanto, para agora ensinar iPhone. Meu filho estudou tanto, agora para abandonar. Meu filho, agora que você já fez pós-graduação. Você passou tanto tempo indo para Salvador e voltando, de 15 em 15 dias. Você já está com seu escritório já fluindo. Já está tudo indo. Por que agora você vai querer parar tudo isso, para poder ir para o Entendendo o iPhone? Ela não falava: para poder ir para o Entendendo o iPhone. Mas por que agora você vai querer parar tudo isso? E aí foi quando eu falei: mãe, a gente vai ter que tomar uma decisão aqui. Porque do jeito que está não dá mais para continuar. O Entendendo o iPhone está tomando uma proporção. E eu – que lá no comecinho, como eu falei – que não acreditava e batia muito, digamos assim…

Marília Guimarães: Para que você está fazendo isso?

Eduardo Dantas: De frente com Marília. Nesse momento, eu via que o negócio tinha futuro. Mas tipo: eu não estou dizendo assim, que eu descobri isso. Não. Mas quando eu passei a responder os e-mails…

Luciano Pires: Você sentiu a…

Eduardo Dantas: A relação que as pessoas tinham por e-mail, era uma sensação de que a gente já conhecia aquela pessoa há anos e anos. Era um negócio assim, que quando você respondia… chegou uma dúvida: caramba. Eu sei responder essa. Aí eu, pa-pa-pa, mandava. Tipo, depois a pessoa respondia de volta: muito obrigada. Consegui. Meu Deus do céu. Inclusive já ensinei a fulano, a sicrano, tal e tal.

Luciano Pires: Você começou a sentir aquilo que ela estava sentindo lá atrás?

Eduardo Dantas: Aquilo que ela estava sentindo.

Luciano Pires: Olha, eu que ensinei. Que legal.

Eduardo Dantas: E aí eu: Marília veja só o que fulano disse. Consegui resolver isso aqui. Que massa e tal. E aí eu comecei a ter esse tesão. E aí eu peguei, então vamos seguir no Entendendo o iPhone. E aí foi quando eu parei de fato na advocacia. E que também assim: na época, um dos grandes motivos que me fizeram, digamos assim, parar com a advocacia também foi o tempo que os processos, que as coisas andam. E aí eu cheguei: então vamos partir para o lado de cá. E aí fui. E aí isso aí…

Luciano Pires: E aí o Entendendo o iPhone cresceu 100%. Aumentou 100%? Era um, mas virou dois. Que legal.

Eduardo Dantas: Aí em 2016, isso aí em outubro de 2016, que eu parei de fato. Fiquei focado no suporte, para poder ela fazer as outras coisas. Porque na medida em que vêm mais coisas, mais usabilidades, mais isso, mais aquilo, tem que ter mais aulas, tem que ter mais conteúdo.

Luciano Pires: Então esse é o momento em que fica claro para vocês que aquilo podia ser um business? Podia ser o negócio da vida de vocês?

Eduardo Dantas: Sim.

Luciano Pires: Acho que dá para ser. Dá para ganhar dinheiro aqui. Isso é um negócio. Isso aqui é um empreendedorismo. Vocês não pensaram em startup, nada? Não passou nada disso pela cabeça?

Eduardo Dantas: Não.

Luciano Pires: Já estava andando. Agora é refinar o que está feito aqui?

Marília Guimarães: Isso.

Luciano Pires: Virou uma companhia? Tem telefone? S.A.? Ltda.?

Marília Guimarães: Tem. Hoje tem CNPJ. Tem pessoas que trabalham com a gente.

Luciano Pires: Então, mas o que acontece? Quando você pula para o barco, você desafoga um pouquinho e aí se prepara para o próximo passo. Eu quero chegar no momento que você vai para diante da câmera. Essa passagem para diante da câmera. Aquilo era necessário, fazia falta? O que era aquilo? Como que vocês concluíram que era hora de entrar na frente da câmera?

Marília Guimarães: Foi assim: eu comecei a olhar para o vídeo. E eu comecei a achar feio. Eu: está tão feio. Não está bom. Como que a gente deixa mais humano?

Luciano Pires: Botando alguém aí.

Marília Guimarães: Marília vai para frente da câmera. E eu de cabelo preso na época. Uma vergonha. Cabelo todo preso. Meu Deus do céu. Comecei a gravar.

Luciano Pires: Mas que câmera era essa? Porque aí já demanda alguma coisinha. Não é mais uma telinha filmada?

Marília Guimarães: Não, não é.

Luciano Pires: Agora é um ambiente…

Marília Guimarães: Aí foi com Neto. Nessa época a gente tinha… porque assim: tinha um rapaz que a gente conheceu – que eu também conheci através de um amigo, Gérson, e ele apresentou Neto – Neto foi a pessoa que começou a gravar. Porque ele já mexia com a parte de filmagem. E ele começou a me gravar.

Luciano Pires: Você teve essa preocupação, então, de não fazer com a camerazinha de computador? A gente vê…

Marília Guimarães: Até porque eu não tinha, vamos dizer…

Luciano Pires: As manhas para isso aí.

Marília Guimarães: É. Eu até fazia. Mas não… não era…

Luciano Pires: Que é um lance interessante que é o seguinte: que você agrega muito mais valor gerando conteúdo e na frente da câmera, do que se preocupando com montar tripé, etc. e tal. Que aí o valor que você agrega é muito menor. Ia tomar o teu tempo igual. Mas então houve essa preocupação e você foi botar no ar. Muito bem. Como é pela primeira vez chegar: aperta o botão aí, que eu vou falar?

Marília Guimarães: Foi complicado.

Luciano Pires: É? Como que foi isso aí? O que você fez? Você pensou alguma coisa? Você foi ver alguma coisa? Você foi estudar como que faz?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: O que você fez? Liga o botão e você sai falando?

Marília Guimarães: Peguei, olhei. Agora é a hora. Vamos lá. Já assistia conteúdo de outras pessoas que faziam tecnologia e também quem não fazia. E comecei. Vou gravar. Só que sempre eu queria ser… eu sabia: vou gravar sempre da minha forma. Goste ou não goste. Que também tem um lado ruim da internet. Todo mundo é corajoso. Então fala muita coisa. Eu recebo até hoje. Graças a Deus, a gente se acostuma.

Luciano Pires: Mas então aquilo que foi para o ar na primeira vez era a Marília?

Marília Guimarães: Era.

Luciano Pires: Não era um personagem?

Marília Guimarães: Não. Até hoje é.

Luciano Pires: Você não criou nada?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: Eu queria chegar aí. Quer dizer: você não criou um personagem?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: Aquela era a Marília?

Marília Guimarães: É.

Luciano Pires: É ela lá?

Marília Guimarães: Não uso maquiagem. São coisas que você…

Luciano Pires: Mas tem uma… fica parecendo meio pretensioso, é um negócio meio batido. Mas tem uma verdade nos teus vídeos, que a gente raramente vê aí, em outros aí, tá? Porque não tem… você tem até um gestual que está ali, que deve vir surgindo com o tempo. Então, de repente, ela começa… gestos, não sei o quê. Que você fala: ela está agregando. Ela está mais livre. Está agregando uma coisa que é o ser humano ali e compondo junto com o conteúdo uma coisa que fica até… fica irresistível. Cara é muito legal de ver. É gostoso de ver porque não enche o saco. É demorado. É rapidinho. Gente vem comigo. Tem um sorrisão. É positivo. Vamos resolver. Então é tudo muito para cima. E aquilo tem um lance de produção. Me lembra uma menina que tem – eu não vou me lembrar o nome dela, nem o nome do programa dela – ela fala de culinária com doces, nos Estados Unidos. Estava na GNT. Fazendo um programa na GNT. Ela viaja os Estados Unidos e faz doce, não sei o quê. É exatamente isso. É tão light que você fala: cara, eu acho que não disseram para ela que tinha uma câmera. Ligaram e deixaram. Vai. E ela vai como se fosse parte daquilo lá. É como se tivesse feito aquilo a vida toda. Isso é um talento. Que é difícil. Eu sei. Porque cada vez que eu vou para a frente da câmera aqui é uma tristeza.

Marília Guimarães: É um trabalho.

Luciano Pires: Sobretudo… e por fim, eu descobri que quanto mais leve, fica… mais legal fica. Mas então vocês começam a produzir os vídeos com o teu rosto ali.

Marília Guimarães: Isso.

Luciano Pires: O que tinha acontecido com o canal nessa época?

Marília Guimarães: Nessa época…

Luciano Pires: Já estava aonde?

Marília Guimarães: O Youtube demorou. Nessa época a gente bombava no Face.

Luciano Pires: Ah, foi o Facebook?

Marília Guimarães: Foi. Foi Facebook.

Luciano Pires: Quando o Facebook era: bah…

Marília Guimarães: Era. Tipo, ali foi onde tudo aconteceu. Foi o Face. E o canal do Youtube, ele cresceu meados de 2017 para hoje. Foi quando ele realmente cresceu.

Luciano Pires: Hoje ele é o canal principal?

Marília Guimarães: Não. Eu não digo…

Luciano Pires: Qual é o canal principal? É a plataforma de vocês?

Marília Guimarães: O nosso público a gente…

Eduardo Dantas: O canal principal da gente hoje – os canais, na verdade – é Facebook e Instagram. O Youtube é um canal também muito importante para a gente, óbvio. Mas assim, o principal, onde a gente mais se comunica com as pessoas mesmo é no Face e no Instagram.

Luciano Pires: Se jogarem uma bomba de nêutrons e acabar o Face e o Instagram e o Youtube, vocês morreram?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: Não?

Marília Guimarães: Assim: tem o e-mail. Então a gente…

Luciano Pires: Vocês têm a plataforma de vocês também? Se eu quiser ir no www?

Eduardo Dantas: Tem.

Luciano Pires: Eu encontro tudo lá?

Marília Guimarães: Tem o site.

Luciano Pires: Independente dessas plataformas?

Eduardo Dantas: Independente dessas plataformas.

Marília Guimarães: O vídeo sobe para o Youtube e a gente endeda no site. Então, se acontecer alguma coisa com o Youtube não é bom.

Luciano Pires: Sem dúvida.

Marília Guimarães: Porque o vídeo está guardado lá. E é esse vídeo que a gente alimenta o site, que alimenta o e-mail. Então, não seria bom acontecer alguma coisa com o Youtube.

Luciano Pires: É. Eu até estou falando com vocês, porque tem uma discussão muito grande que eu faço com a turma há muito tempo. Que é você depender da casa de alguém. Sabe? Eu moro na casa de alguém. E esse alguém amanhã resolve que vai pintar a parede de preto. E eu não gosto de preto na parede cara. E aí não adianta. A casa é dele. Então eu sou obrigado a jogar a regra deles. E eu tentei evitar isso de montão. Então todo o trabalho que eu faço, ele usa esses canais como passagem. Se der um pau, eu tenho tudo em outro lugar. Eu tenho o meu site. Está tudo lá. Todo o meu material está guardado num canto. Então, se um dia queimar… o que eu fiz? Eu perdi um canal de comunicação. Mas há outros.  E eu comento isso, porque recentemente aconteceu o caso do Facebook derrubando páginas por questões políticas. E o cara chorando: eu tinha dois milhões de seguidores. Perdi tudo. Cara é muito… é demais você perder uma coisa dessa aí. Por isso que eu perguntei para vocês, entendeu? E por isso que eu não fui para uma plataforma tipo Hotmart, porque eu não queria jogar a regra dele. Eu queria jogar a minha regra. Eu quero publicar coisas que lá eu não conseguiria, por uma limitação da plataforma. Eu queria que fosse. Então acabei investindo mais, gastando mais tempo. Sai tudo muito mais devagar. Mas me dá essa…

Marília Guimarães: Segurança.

Luciano Pires: Essa segurança de que eu tenho raízes fincadas ali, que são minhas. Não abrange tanta gente, como os outros conseguem. Não sou tão rápido quanto eles, não faço tanto dinheiro como os outros. Mas eu prefiro seguir quietinho aí. Por isso que eu perguntei para vocês. Bom. Vamos lá. Hoje você bota no ar. A sua carinha começa a aparecer. A Marília acaba virando a marca. A marca do Entendendo o Youtube.

Marília Guimarães: Entendendo o Youtube…

Luciano Pires: A marca do Entendendo o iPhone. Como que é virar uma youtuber conhecida? De sair na rua e o pessoal: Marília. Como que é isso?

Marília Guimarães: É muito bom. Muito bom no sentido de que você vê que você está atingindo outras pessoas. E que por algo que é tão simples para mim, outras pessoas: Marília, você me ajudou. Eu: como assim eu te ajudei? E a pessoa pega e compartilha.

Luciano Pires: É aquela sensação do curso para 10 pessoas, multiplicado por 200 mil.

Marília Guimarães: Você multiplica. Exatamente. Então é uma sensação muito, muito, muito boa. Porque você sabe que está podendo ajudar outras pessoas. Que outras pessoas estão ficando alegres. Me disseram que eu não ia poder fazer isso. Mas você pode fazer. Me disseram que isso daqui era só dessa forma. Não é dessa forma. Você também pode fazer dessa forma aqui. Então isso é muito bom. Quando a sua voz, de alguma forma, você pode…

Luciano Pires: Está impactando na vida das pessoas?

Marília Guimarães: Isso.

Luciano Pires: Quando é que vocês concluem que em dois só não dava? O que faz vocês chegarem a essa conclusão? É mais gente para atender? O que é? Qual é a demanda que leva vocês a isso?

Marília Guimarães: Eu e Du começamos a ficar muito no suporte. Eu e Eduardo. Eu: Du tem que fazer isso. E a gente queria fazer também outras coisas.

Eduardo Dantas: Justamente, começou… a demanda no suporte começou a crescer absurdamente. Muitas dúvidas, muitas dúvidas. Hoje em dia mesmo, se você for ver, o que a gente recebe de dúvida no e-mail, no Instagram, no Face, no Youtube, Direct. Comentários, isso e aquilo outro. É humanamente impossível atender. Só que começou a surgir vários e-mails, várias dúvidas dos alunos. Os alunos que entraram para assistir as aulas, os casos práticos, tudo aquilo que Marília compartilhava, eles estavam começando a mandar e-mail. E a gente estava respondendo. Só que a gente estava fazendo só aquilo. A gente não conseguia parar para fazer nada mais.

Luciano Pires: Que ano era isso?

Eduardo Dantas: Isso aí já era final de 2016, começo de 2017. Já foi dezembro e janeiro de 2017. E aí começou, começou. A gente já não estava mais conseguindo. E aí foi quando a gente… acredito que meados de 2017, a gente contratou no caso, a primeira pessoa de fato, para o Entendendo o iPhone. Que foi uma pessoa para ajudar a gente nas redes sociais. Nas redes sociais, tipo: a gente postava um vídeo. Às vezes, a pessoa comentava lá: Marília, que bacana. Você tem algum vídeo falando disso, disso e disso? Aí a pessoa fazia toda essa… gerenciava, para poder: obrigado, que bom que você gostou desse vídeo. Tem esse aqui. Pá. Mandava o link.

Luciano Pires: Legal.

Eduardo Dantas: Entendeu?

Luciano Pires: Isso não dá para fazer no quarto da Marília. Aí já tinha uma empresa, vocês já criaram um escritório, criaram um local? Como que era? O que vocês fizeram?

Eduardo Dantas: Então, o Entendendo o iPhone, ele nunca teve um escritório.

Luciano Pires: Olha que legal. Aquelas imagens que eu vejo gravadas é na casa de vocês? Porque tem um lance de Aracaju ali que é único. Sempre tem uma palmeira atrás, um gramadão. Têm uns passarinhos. Tem o mar batendo lá. Eu falo: cara, que festa. Que legal. Aquilo é assim.

Eduardo Dantas: Aquilo é assim. É a casa da gente, que a gente grava lá. E está tudo certo. Então assim, o escritório do Entendendo o iPhone sempre foi onde a gente estivesse. Onde a gente estiver, na verdade. E essa pessoa que a gente contratou no começo, ela sempre esteve – e que está com a gente até hoje – na casa dela.

Luciano Pires: Trabalha remoto? Perfeito.

Eduardo Dantas: Trabalha na casa dela, na hora que ela quer. Tudo certinho, tranquilo. Sem problema nenhum.

Luciano Pires: É o desenho ideal para os dias de hoje.

Eduardo Dantas: E aí pronto. E aí foi prosseguindo, prosseguindo. 2017, meados de 2017, o Entendendo o iPhone crescendo, crescendo. E chegou num momento que começamos a precisar de mais braços, digamos assim. Que foi quando coincidentemente a namorada de Hugo na época, Raissa – que hoje na verdade, é o braço direito de Marília no Entendendo o iPhone – veio para ajudar a gente também. Então hoje ela também trabalha com a gente e ela ajuda a gente no suporte aos alunos. Também. Então, digamos que a paixão dela também é atender essas pessoas, tão bem quanto Marília. Entendeu?

Luciano Pires: Eu estou… olhando de longe vocês assim, é muito claro, dá para a gente ver que tem… teoricamente é um tripé. Ou são quatro pés que têm. Você tem que ter uma área administrativa. Você tem que ter uma área de produção. Uma área de distribuição e uma área de marketing. Porque no caso de vocês, eu não chamaria de área comercial. Não vai ter isso. Vai ter uma área de marketing. E vocês até então não tinham marketing? O marketing era: põe e vamos ver o que vai acontecer. Mas ultimamente eu ando vendo alguma marketeadas aí. Andou entrando na minha timeline uns trecos que: olha a Marília ali. Lá vem ela. Como que vocês trataram essa formatação da empresa. Sabe? Então, o braço produção? Isso está com quem? É o Du filmando e você falando? É essa a produção?

Marília Guimarães: É. Hoje Eduardo me filma. E quem edita… eu acho que em 2016 eu parei de editar. Em 2016 eu não editava mais. Hoje quem em edita é Riva. É mais um braço nosso no Entendendo o iPhone.

Luciano Pires: Está lá para cuidar exclusivamente edição?

Marília Guimarães: Isso. Só para cuidar da edição das aulas e das dicas. É Riva que edita.

Luciano Pires: Tá. Então esse é teu núcleo industrial? O conteúdo está aí de dentro também. Você é a geradora de conteúdo?

Marília Guimarães: É. Quem escreve o conteúdo? Eu e também Eduardo.

Luciano Pires: Tá. Então vocês geram conteúdo, vocês fazem a parte de produção, gravação. Resolvia a questão – como é que eu vou dizer – industrial. Aí vem a questão da distribuição. Vocês estão naquelas plataformas que a gente já viu. Está lá no Youtube da vida, etc. e tal. A parte administrativa? O que é essa empresa? São vocês dois? Quem paga o boleto?

Marília Guimarães: Eduardo.

Eduardo Dantas: Eu.

Luciano Pires: Eduardo. Você cuida dessa parte? Tá.

Marília Guimarães: Toda parte burocrática é ele que faz.

Luciano Pires: Ele é o advogado. Alguém da família. Tem que ser. E o marketing? Quando que foi que bateu a ideia de que: eu acho que para crescer nós vamos precisar de um empurrão?

Marília Guimarães: Eu.

Luciano Pires: Você que bateu o olho. Você sentiu que no orgânico tinha chegado onde dava? Ali não ia na velocidade que vocês queriam? Não ia crescer mais?

Marília Guimarães: Exatamente. Então isso também em 2016. 2016 também.

Luciano Pires: Que começou a fazer o marketing?

Marília Guimarães: Foi. Para realmente parar e estudar. E foi quando Eduardo estava comigo. Então eu podia olhar mais para essa parte.

Luciano Pires: E você ia fazer isso dentro do digital, evidentemente?

Marília Guimarães: Exatamente. Marketing digital.

Luciano Pires: [inint 01:15:48] da vida. As coisas da vida aí? Tá.

Marília Guimarães: Exatamente.

Luciano Pires: Você não inventou moda nenhuma?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: Você [inint 01:15:52]. Tá. Legal. Fala um pouquinho de Apple agora. Você acabou se transformando numa autoridade dos produtos Apple sem ter nada a ver com a Apple? Vocês são independentes? Ela é a carinha do iPhone aqui no Brasil hoje. De alguma forma a Apple veio atrás de vocês? Veio procurar? Deu para você um crachá de Dona Marília da Apple, uma coisa assim?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: Nada? Vocês continuam independentes 100%?

Marília Guimarães: 100%.

Luciano Pires: Se quiser ir no evento da Apple se vira.

Marília Guimarães: Se vira.

Luciano Pires: Tenta arrumar um ingresso; entra lá e… você tem tanto acesso a isso quanto eu tenho?

Marília Guimarães: Exatamente.

Luciano Pires: Fica sabendo da mesma forma que eu?

Marília Guimarães: Exatamente.

Luciano Pires: Não tem um canal direto com eles?

Marília Guimarães: Não. A gente sabe que o pessoal acompanha a gente. Que eles gostam da gente. Mas uma ligação contratual ou algo do tipo, tome o produto, fale disso…

Luciano Pires: Embaixador da marca e tudo mais?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: Isso… não tem nada disso?

Marília Guimarães: Não. O que… hoje a gente não… tem essa paixão nossa. Que para mim a Apple é tipo: é “a empresa”. Começou por causa de Steve Jobs. Então sempre foi uma empresa que eu acredito, acreditei, acredito e acreditarei até muito, muito, muito. Eu me identifico com a marca. Então é porque a gente realmente gosta. Tem aquele carinho. Mas não tem nenhuma ligação.

Luciano Pires: Tá, isso é interessante saber. Porque quem olha de fora, imagina que: olha o jabazão. Ih, os caras estão botando os dólares na mão deles lá. Não tem nada disso?

Marília Guimarães: Não.

Luciano Pires: É a paixão pela coisa lá?

Marília Guimarães: É a paixão. Mais porque a gente vê como que as pessoas utilizam. E como que elas poderiam utilizar. E é aquele… e é massa. Porque você está com uma empresa que tem um suporte muito bom. Então a gente tem que fazer… imagine: competir com… vamos fazer… como que a gente vai agregar?

Luciano Pires: Mas vem cá. Na hora que eu vou recorrer à Apple, eu entro naqueles… naquelas páginas malditas deles. Que tem um texto maldito. Escrito por um nerd maldito. Num linguajar maldito. Eu não entendo porra nenhuma daquilo que está lá. Eu vou seguir o passo a passo. No segundo acabou. Eu já não entendo mais nada. Eu desisto. Aí eu vou ver a Marília. O botão está aqui. Aperta aqui. Que é a linguagem que eu preciso. Eu não sou especialista. E nem tenho saco para ler tutorial de empresa. Isso, pelo amor de Deus. Isso é a pior coisa que eu já vi na minha vida. Mas é impressionante saber dessa… não deu ecos na Apple o trabalho de vocês aqui? Ele não rende ecos lá? Do ponto de vista de: cara, esses caras estão trabalhando para mim de graça. Não acontece nada? Acorda aí. Daqui a pouco vem um chinês, convence você de que: olha, vamos partir para… vamos fazer um canal? Entendo China? E desembarca aqui um caminhão de dólar e leva embora. Bom, mas faz parte. Quais são os planos? O que vem pela frente aí? Sabe que a gente olhando daqui, parece uma coisa tão limitada. Eu estou falando de um telefone celular. E não é isso. Você está falando de um devices de aparelhos que mudam a vida da gente. Eu acho que a coisa que eu menos faço no celular é falar no telefone. Já passou. Nada disso. Eu já estou usando como instrumento. É o meu computador particular. Eu estou vendo o teu Iwatch. Que eu ainda vou comprar o meu. Que aí é o cúmulo. Porque aí ele já encostou na minha pele. Daqui a pouquinho ele vai estar dentro da minha pele, de alguma forma lá. Ou seja, você está lidando com formas de facilitar a vida das pessoas. E não ensinar a usar um aparelhinho, etc. e tal.

Marília Guimarães: A ideia…

Luciano Pires: Isso é limitante…

Marília Guimarães: A ideia…

Luciano Pires: Isso é limitante. A ferramenta mudar a tua vida. Isso não é… isso não tem limite.

Marília Guimarães: É. A ideia é o quê? Que pessoas… porque a gente… qual é o nosso público? São pessoas que não têm… não nasceram na época da tecnologia. E ninguém vai me explicar como é que mexe. E eu acho que eu também não tenho capacidade para utilizar realmente como ele deve. E nunca a ideia do Entendendo o iPhone foi vender um curso. Até quando o pessoal disse: mas como assim? Você dá dica? E é um curso que você já ganha da Apple. A gente ganha da Apple. Não é um curso, a ideia. E qual é o futuro nosso? É que a gente viu – por causa também disso – que as pessoas, elas sabem. Eu aprendi. Massa Marília, eu aprendi isso daqui. Fiquei independente. Todo mundo dizia que eu não ia conseguir. E hoje eu chego para o meu filho: olhe. Mãe, onde foi que você aprendeu isso? Pai, onde foi que você aprendeu isso? Ah… a pessoa sente aquele… não é tipo: aprendi a mexer como que o iPhone vai ditar para mim. Não. É como foi que aquilo ali ajudou ela no dia a dia dela. E como que ela ficou feliz com aquilo ali. E algo que ela não pensava fazer, ela passou a fazer. Então não e um curso. É mais um… também não é um… às vezes: é um estilo de vida. Não. É você criar um grupo de pessoas que estão próximas a você, que sabem que podem confiar em você. E que ela vai ficar alegre. Vai ficar sempre antenada. Tem um canal que ela sempre vai poder conversar. Então…

Eduardo Dantas: É. Porque assim: querendo ou não, a gente lidar com tecnologia.

Luciano Pires: Claro.

Eduardo Dantas: É um botão que hoje está no canto superior direito, amanhã pode estar no canto superior esquerdo.

Marília Guimarães: Ou então sumir.

Eduardo Dantas: Ou então sumir. E também, vira e mexe, surgem aplicativos novos. Surgem várias coisas novas. E essas pessoas que entram, digamos, nessa parte aí para seguir com a gente, elas têm toda essa, digamos, essa educação tecnológica continuada. E isso aí para a gente é só – como é que eu posso dizer? – é a ponta do iceberg. Por que eu digo que é a ponta do iceberg? Porque desse grupo que a gente cria, pessoas se conhecem, pessoas marcam para sair, marcam para viajar. A gente faz festa em Aracaju. Vem todo mundo do Brasil todo para Aracaju. E faz confraternização. E faz festa. E marca jantar junto em São Paulo e Florianópolis. E assim vai. Então terminou criando um grupo de pessoas que foram unidas por uma vontade de aprender algo novo, digamos assim. E que hoje se relacionam de uma forma que eles mesmos – e até um negócio bem legal que a gente descobriu através deles – eles se relacionam de uma forma, como se todos fossem amigos de infância, digamos assim, como se todos já conhecessem há muito tempo.

Luciano Pires: É aquela coisa lá, meio que da jornada do herói. Que você quando tem um grupo que vivencia um trauma todo mundo junto, aquilo dá uma ligação para toda a vida, cara. A minha turma de infância foi fazer um acampamento não sei aonde, que choveu, caiu a barraca. Nós ficamos perdidos. Quem vivenciou aquilo tem uma ligação que aquilo é para o resto da vida. E no caso não é a questão do trauma. É aquela ligação de que: cara, todos nós temos um objetivo comum. A gente quer resolver no mesmo lugar. Encontramos alguém. E eu consigo encontrar com você: você viu o vídeo novo da Marília? Eu vi. Vi o que ela falou. Como que você fez? Eu fiz assim. Por causa daquele vídeo, eu acabei criando uma conexão com você. Vocês montaram um grupo? Um fórum de debate? Vocês têm isso? Tem um lugar que a turma entra lá e vai… tem uma dúvida. Põe a dúvida lá e não é necessariamente vocês que respondem, mas tem outros usuários que estão juntos lá para responder ou não?

Eduardo Dantas: Então, hoje existem, no caso, duas situações. A pessoa quando entra para estar no papo com a gente. Ela manda durante o primeiro ano, digamos assim, ela sempre conversa com a gente.

Luciano Pires: É um assinante? O que é essa pessoa? Ela comprou o curso?

Marília Guimarães: Ela comprou o Entendendo o iPhone.

Eduardo Dantas: Ela comprou o acesso. Digamos que é um acesso VIP que ela comprou.

Luciano Pires: E é uma assinatura? O que é? É uma assinatura mensal? Ela pagou? Ela pagou uma vez?

Marília Guimarães: Ela pagou uma vez.

Eduardo Dantas: Isso. Um valor único. E ela vai ter acesso aos conteúdos.

Marília Guimarães: Um ano.

Eduardo Dantas: Durante um ano. E durante todo esse ano, ela vai receber todos os conteúdos devidamente atualizados. Vai participar ao vivo, vai participar de encontros. Tem um canal de suporte exclusivo para ela tirar todas as dúvidas que ela quiser e assim por diante. Passado esse um ano, todas as turmas, digamos assim, se reúnem em um único lugar, que é o que a gente chama de Club.

Marília Guimarães: Club dos veteranos.

Eduardo Dantas: Que é o que Marília fala, dos veteranos. Que é o Entendendo o iPhone Club. Onde a gente se reúne em um grupo. Onde se você quiser perguntar alguma coisa você pergunta. Assim como eu posso responder…

Luciano Pires: Quem está nesse Club não paga mais nada?

Eduardo Dantas: Quem está nesse grupo paga uma assinatura mensal.

Luciano Pires: Ah tá. Então eu comprei um curso.

Eduardo Dantas: Comprei o curso. Tenho direito a um ano.

Luciano Pires: Ok. E aí eu pago uma assinatura mensal para poder fazer parte desse grupo. Tá.

Eduardo Dantas: E aí depois, algumas pessoas desejam continuar. Desejam continuar por quê? Porque sai atualização. Ela quer saber dos encontros, das viagens. Ela quer…

Marília Guimarães: Não quer perder o contato.

Eduardo Dantas: Não quer perder o contato. Se tiver alguma dúvida, alguma coisa.

Luciano Pires: Quantas pessoas têm envolvidas nesses grupos hoje?

Marília Guimarães: No Club?

Luciano Pires: É. No Club?

Eduardo Dantas: No Club hoje novecentas e vinte e poucas pessoas, 924 pessoas. Então tem toda essa relação. Elas querem continuar. Elas querem ter esse acesso. Elas querem estar em contato com as pessoas. E gera toda essa relação bem bacana.

Luciano Pires: Legal.

Eduardo Dantas: E respondendo à sua pergunta: ela pode sim colocar uma dúvida lá no grupo do Club. E assim como eu ou Marília pode responder…

Luciano Pires: Qualquer um do grupo também. Legal.

Eduardo Dantas: Pode responder. E o que a gente acha mais massa é justamente quando os próprios integrantes respondem.

Luciano Pires: Sim. Eu mostrei para vocês o Telegram do Premium, cara. Aquilo é uma loucura, bicho. Eu me divirto. Porque eu passo, eu fico voando por cima dele. Eu dou uma olhada de quando em quando. Entro lá, dou uns pitacos e tudo mais. Mas eles – entre eles – estão… e no caso nosso não é uma questão técnica da vida. É discutir Brasil. Então foi tomada uma decisão em tal lugar, o juiz votou tal coisa. Alguém põe: olha o que aconteceu aqui. E aí o grupo – entre si – discutindo o assunto. Sem eu estar lá. Eles estão lá por minha causa. Porque eu, de alguma forma, fui o polo que juntou essa turma.

Marília Guimarães: Exatamente.

Luciano Pires: Mas a discussão não depende de mim. É entre eles. Cara é delicioso. É fantástico o bate-papo acontecer ali. Cara, essa turma está produzindo conteúdo entre si e gerando uma terceira coisa. Que eu não tinha. Eu não estava botando a mão ali. Eu não sei onde vai parar isso. Mas na minha concepção, o que vai mais crescer é essa coisa…

Marília Guimarães: O grupo?

Luciano Pires: É. Eu não quero chamar de mídia social. Mas essa tribo. Isso é o que mais tem potencial de crescimento. Até para chegar para a Dona Apple e falar: Dona Apple, tem uma turminha de 900 caras reunidos aqui discutindo iPhone, cara. Você vai lançar o novo? Vem lançar primeiro aqui; porra vem aqui. Porque são mil caras no dia seguinte gritando vocês. Esses caras merecem um atendimento diferenciado. Ou então o chinês vai lá e vai falar: muito bom. Mas vocês já viram isso aqui também? Vocês vão ver. Daqui a pouco acontece uma coisa dessa aí. Bom. Planos? O que vem pela frente?

Marília Guimarães: Planos. Agora o que a gente sempre diz: sempre continuar a poder fazer isso de uma forma muito melhor. Elevar a nossa qualidade. Então, como que a gente pode simplificar? Sempre a gente pensa assim: como é que simplifica? Porque ninguém quer – pelo menos no nosso ponto de vista – não é que você quer aprender: não, tem que aprender isso, tem que aprender aquilo. Não. Como é que eu simplifico para o meu público, para ele conseguir utilizar da melhor forma possível? Como é que eu consigo dar um atendimento melhor ainda para o que eles querem? Então a ideia é você conseguir elevar. A gente conseguir elevar a nossa qualidade tanto no conteúdo, entregar o melhor para eles. Como também a gente poder envolver, envolver, envolver, envolver, envolver cada vez mais e ter um suporte melhor do que o da Apple.

Luciano Pires: Já está chegando ali. Está chegando ali. E aí, algum plano além dessa… é fazer melhor o que vocês estão fazendo? Ou já tem uma ideia maluca aí de: vamos também, além de ensinar a usar o iPhone, também vamos… já tem alguma ideia pela frente aí?

Eduardo Dantas: Então, uma das coisas que a gente curte muito é justamente essas questões de viagens. E essas coisas, digamos assim, essas viagens são coisas que acontecem internamente, entre os alunos. E que todo mundo termina se envolvendo. Então assim: uma das coisas que surge assim, que a gente gosta e que a gente também pensa em fazer mais para frente são justamente essas viagens. Que os alunos curtem pra caramba. Tipo assim: às vezes, a gente faz um encontro com todo mundo em São Paulo. Aí o pessoal: mas quando que vem para Florianópolis? Quando que vem para Porto Alegre? Quando que vem para não sei aonde? Então a gente já estabeleceu essas confraternizações em Aracaju, que a gente faz todo fim de ano. E agora a gente vai procurar fazer mais esses encontros, mais essas viagens por todo o Brasil. Para estar sempre em contato com…

Luciano Pires: Quer dizer, a ideia é ir para Florianópolis para se reunir com os assinantes?

Eduardo Dantas: Se reunir com os alunos e todo mundo bater papo. Todo mundo se conhecer pessoalmente. E tem pessoas que são do Rio de Janeiro, São Paulo e assim vai. E que resolvem também ir: eu também quero ir para lá. Vou aproveitar para conhecer a cidade. E vou aproveitar também para conhecer todo mundo que, assim como eu, faz parte do Club também. E quer estar lá presente, para conhecer essas pessoas.

Luciano Pires: Isso exige uma certa produção. Não é pegar um avião, sentar lá: todo mundo na pizzaria do Zé. Não é assim. Vocês vão ter que ter uma certa organização?

Eduardo Dantas: Sim.

Luciano Pires: Quem é que vai trabalhar organizando isso em Floripa, por exemplo? É o povo de lá? Gente queremos fazer um evento aí. Como que é o esquema? Eu ajudo. Eu ajudo. É assim?

Eduardo Dantas: Pronto. A gente sempre entra em contato. A gente, querendo ou não, sempre tem pessoas, alunos mais próximos, de determinadas cidades. Como, por exemplo, a gente quer fazer um encontro em São Paulo, com 95 pessoas. Então eu chego para você e falo: Luciano e aí? Você conhece alguma pizzaria que a gente possa reservar um lugar específico para 95 pessoas, assim, assim, assim? Conheço. Tem aquela ali. Então eu pego. Eu entro em contato com a pizzaria. Faço a reserva e tal. Tudinho. Mandamos um e-mail para todos os alunos e marcamos o encontro. E aí tem gente que sai da sua cidade, que vai, que brinca, que participa e tal. Então tudo isso fica…

Marília Guimarães: A minha mãe nessa parte também…

Luciano Pires: Sua mãe?

Marília Guimarães: É.

Luciano Pires: Faz essa organização?

Marília Guimarães: Mainha, ela é responsável por fazer toda parte da logística dos brindes.

Luciano Pires: Ah, dos brindes?

Marília Guimarães: Não tem a caixinha que você recebeu?

Luciano Pires: Sim. Ela é bonitinha.

Marília Guimarães: Foi… passou pela mão de mamãe.

Luciano Pires: Que legal. Muito legal. É aquilo que eu falei para vocês: tem uma coisa humana aí que é…

Marília Guimarães: Tem. E a gente não quer perder isso.

Luciano Pires: E não dá para ser gigante. Não dá para fazer isso para 10 mil pessoas.

Eduardo Dantas: Não dá. Não dá.

Luciano Pires: Tem que ser: 95, 100, 50. E aí você conversa com todo mundo. Dá tempo de interagir com todo mundo. Não fica aquela coisa. Qual é o lance disso aí cara? De novo: não é um negócio para milhão. Não é um negócio de milionário. O negócio é inho. É um negocinho. Mas que tem esse bonde. Que eu não sei se vale a pena trocar um pelo outro não. Sabe? Só ganhar mais dinheiro, eu acho que aí se perde.

Eduardo Dantas: Não vale. Porque termina perdendo justamente…

Marília Guimarães: A nossa essência.

Eduardo Dantas: A nossa essência. E que é o que a gente mais gosta e o que os alunos mais gostam: que é essa relação que a gente tem com eles.

Marília Guimarães: Mais próxima.

Eduardo Dantas: Mais próxima que a gente tem com eles e eles com a gente. Isso que é sensacional, assim, de falar.

Luciano Pires: Vai ter história. Adorei saber. Eu que só assistia. Agora eu sei como é que funciona. Já estou sabendo que aqueles passarinhos lá são de verdade. Legal. Muito legal. Olha, parabéns para vocês aí viu? Vamos lá, dá os caminhos agora. Vamos para o merchan. O merchan. Então começa por onde? Se eu quiser dizer para alguém aqui? Quer conhecer o trabalho deles? Faça o quê? Vai para onde?

Marília Guimarães: Entendendo o iPhone em qualquer lugar. No site entendendooiphone.com.br ou então no Instagram, no Facebook, no Youtube. No Entendendo o iPhone você vai estar no melhor canal de…

Eduardo Dantas: Apple do Brasil.

Luciano Pires: Para aprender a usar esse bichinho. Para saber que isso aqui não é telefone. Isso aqui não é telefone. Isso aqui é um aparelhinho que vai mudar a vida da gente.

Marília Guimarães: Ele pode ser o seu computador pessoal.

Luciano Pires: É muito bom.

Marília Guimarães: Não. Mas é assim: você vai passar. A pessoa vai passar a olhar o iPhone com outros olhos. Para ver que não é algo complicado. E que tem muita coisa que deve ser feita.

Luciano Pires: Legal. Baita história. Vocês são… se eu quiser contar para alguém como funciona… vocês deram uma aula aqui. Porque olha, isso brota de uma coisa que você curtia fazer. Começou porque curtia. Não é porque você foi estudar isso. Curtia. A curtição virou hobby. O hobby virou negócio. E o negócio cresceu ao ponto de vocês estarem aqui hoje. Quantos têm no canal? Chegou à plaquinha do milhão?

Marília Guimarães: Já chegou.

Luciano Pires: Duas já?

Marília Guimarães: Não. Só uma por enquanto. Estamos remando para chegar na segunda.

Luciano Pires: Mas quantos têm hoje no canal?

Marília Guimarães: No Youtube são 240 mil.

Luciano Pires: É gente.

Marília Guimarães: No Face são 490 mil. E no Instagram são 170 mil

Luciano Pires: Dá para fazer barulho aí. É legal.

Marília Guimarães: Muito legal.

Luciano Pires: Eu acho que é muito mais legal do que ficar fazendo advocacia.

Marília Guimarães: A gente deixa mais pessoas felizes.

Luciano Pires: É. Isso aí. Gente, obrigado por vocês terem vindo. Espero que tenham gostado, tenham curtido estar aqui no nosso ambiente aí. Adorei saber esses bastidores de vocês. Vou continuar assistindo de montão. E a gente precisa trocar mais ideias, sabe? Quero botar vocês no Café Brasil mais.

Eduardo Dantas: Vamos.

Luciano Pires: Porque eu sou usuário e não troco por nada. Aliás, a família inteira.

Marília Guimarães: Bom gosto. Bom gosto.

Luciano Pires: A família inteira tem. E fiz todo mundo ter. Porque eu não aguentava mais ficar trocando carregador. Então tem um carregador para todo mundo. Um carregador para todo mundo e está resolvido. Mas isso aqui realmente muda a vida da gente. E eu lamento profundamente usar 10%. Eu sei que o que tem escondido aqui dentro eu não sei fazer. Porque eu tenho preguiça de aprender. Eu perco a oportunidade de ganhar até mais produtividade, etc. e tal.

Eduardo Dantas: É isso aí.

Luciano Pires: Mas eu acho que esse é o caminho. Cara…

Eduardo Dantas: Valeu. Muito obrigado, Luciano.

Luciano Pires: Valeu. Muito obrigado a vocês por estarem aí. E você existe.

Marília Guimarães: Eu digo a mesma coisa: você existe.

Luciano Pires: Que legal. Continua ouvindo o Café Brasil. Tá?

Marília Guimarães: Sempre.

Luciano Pires: Muito bem. Termina aqui mais um LíderCast. A transcrição deste programa você encontra no LíderCast.com.br. O LíderCast  nasceu da minha obsessão pelos temas: liderança e empreendedorismo. É em torno dele que eu construí minha carreira, com mais de mil palestras, nas quais distribuo iscas intelectuais, para provocar equipes e indivíduos e ampliar seus repertórios e sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. Leve o fitness intelectual para a sua empresa. Acesse lucianopires.com.br e conheça minhas palestras.

Locutor: Você ouviu LíderCast com Luciano Pires. Mais uma isca intelectual do Café Brasil. Acompanhe os programas pelo portal cafebrasil.com.br.

 

 

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