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633 – Ballascast

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Luciano Pires -
Download do Programa

O Marcio Ballas, que é palhaço profissional, me convidou para participar de seu podcast. E batemos um excelente papo sobre…podcasts. A primeira parte eu vou reproduzir no programa de hoje.

Eu posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, um recado: a transcrição deste papo você pode baixar acessando portalcafebrasil.com.br/633.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é o Caio Arruda

“Olá Luciano, tudo bem?  Meu nome é Caio Arruda, eu tenho 21 anos, sou daqui de Petrolina, Pernambuco e eu escuto o Café Brasil desde 2012 e de lá pra cá já foi o ensino médio, faculdade, depois da faculdade, começar a trabalhar, enfim, muitos cafezinhos me acompanhando aí nesses quase seis anos. 

Acabei de escutar o 611, Momentos felizes e eu comecei a ter um insight assim, sobre isso. Eu nunca fui um cara muito sentimental, pelo menos, eu achava que não era assim. Então eu tenho, ainda tenho muita dificuldade em criar conexões, em me relacionar com as pessoas e ter de fato um relacionamento duradouro assim de amizade mesmo. E de uns anos pra cá eu percebi que eu tenho essa dificuldade e eu tenho tentado mudar. Muito pra cuidar das pessoas que estão ao meu entorno, dar atenção, enfim, proporcionar esses momentos felizes pras pessoas que me proporcionam esses momentos felizes. Então, dar atenção pra essas pessoas.

Só que esse é um tipo de  mudança que você não vê na hora assim, você tenta mudar as  coisas, mas você não tem ……., um número que vai te dizer se você aumentou 15%, 20% ou só aumentou 2%. É aquela mudança que você confia que você está fazendo, ou pelo menos você acredita que está fazendo e você espera no futuro ter algum tipo de resultado intangível digamos assim. E escutando o podcast eu lembrei de três momentos que eu vivi assim, recentemente, que pelo menos pra mim, me marcaram muito, me proporcionaram esses momentos felizes, porque eu proporcionei a outras pessoas momentos felizes. 

Durante o meu intercâmbio, eu fiz intercâmbio recentemente, agora no primeiro semestre de 2018, eu fui pra Argentina fazer um trabalho social pra uma organização que trabalha com esse tipo de intercâmbio e lá eu trabalhei com duas meninas do Rio de Janeiro, a gente estava junto desenvolvendo esse projeto numa ONG lá na Argentina. Enfim, trabalhamos juntos por seis semanas e quando terminou a experiência assim, a gente criou uma certa conexão tal, mas tranquilo assim, amizade de intercâmbio. E no final elas me escreveram uma carta e nessa carta, citando pequenos momentos que eu nem lembrava que tinham acontecido, mas que as marcaram muito e que elas tinham naqueles momentos pequenos, sido muito felizes. Então, foi o primeiro ponto que eu falei: nossa, eu acho que talvez essa mudança esteja fazendo sentido. 

O outro foi algumas semanas atrás, um colega meu da faculdade, com quem eu nem falo muito, até porque eu quase não piso mais na faculdade, tem quase um ano assim. É um cara de outro curso, mas que a gente trocou ideia poucas vezes. Ele chegou pra mim, pra poder pedir ajuda em algumas coisas sobre o curso dele, o que ele estava pensando. Porque, de alguma maneira, não sei se isso seria um momento feliz, mas de alguma maneira, a gente teve uma conexão e ele passou a confiar em mim e acreditar que de alguma maneira eu podia ajudar ele. E pra mim, isso marcou porque se de alguma maneira eu consegui marcar ele é porque, não sei, a gente criou alguma conexão ali. 

E o terceiro foi há algumas semanas atrás aliás, na semana passada, um colega meu, com quem eu não tenho muito contato, a gente foi a trabalho a uma conferência e eu fui de carro com ele. Então a gente passou mais ou menos uma hora junto aí conversando. E pra mim, era uma conversa tranquila, estou conversando aqui, vamos trocar uma ideia. A gente começou a falar sobre tudo, sobre perspectivas e acabou o trabalho, acabou a conferência, voltei pra Petrolina e ele manda uma mensagem no Whatsapp agradecendo pela conversa que a gente teve, que pra ele marcou muito e pra mim foi simplesmente ah! trocando uma ideia aqui, que legal, enquanto a gente não chega no destino. 

Enfim: foram esses três momentos que, pra mim, acho que eles exemplificam e são um pouco do resultado do que eu estou tentando fazer de dar mais meu tempo pras pessoas, de me importar mais com as pessoas, algo que pra mim, até então, é algo muito complicado. Mas, ter esses resultados me comprova, ou seja, assim, acho que me dá um pouco mais de ânimo e me mostra que eu estou um pouco  no caminho certo. E sem, eu gosto de ter  esses momento felizes  e que eu espero estar proporcionando muito mais momentos felizes pras outras pessoas, dando atenção pras outras pessoas, me importando com as outras pessoas.  

É isso aí. Um abraço, valeu, continue esse Cafezinho aí, abraço pro Lalá, abraço pra Ciça, abraço pra você, é isso.”

Graaaande Caio, olha que coisa legal que você disse, meu: ter momentos feliz por proporcionara outras pessoas, momentos felizes! Eu acho que é isso que me move aqui no Café Brasil, sabe? E é isso que move especialmente o Marcio Ballas, com quem converso no programa de hoje!

Muito bem. O Caio também receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos.

Você já sabe que boa parte dos resultados da DKT, acontece o que? É revertida para ações sociais de combate às doenças sexualmente transmissíveis e ao controle da natalidade. Pois estamos fazendo mais. Agora, para cada produto PRUDENCE que você adquirir, a DKT doará um produto igual para uma das organizações sociais com as quais ela mantém acordos. Faz assim, ó: manda uma foto com os produtos que você adquiriu para nosso whatsapp 11 96429 4746 e aguarde uma resposta com informações sobre a entrega dos produtos. Assim, cada vez que você comprar um produto Prudence, estará contribuindo ainda mais para salvar vidas. facebook.com/dktbrasil

Vamos lá então!

Luciano – Lalá. Na hora do amor, você usa o que?

Lalá – Comigo não tem palhaçada. É Prudence.

E o Café Brasil Premium, nossa “Netflix do Conhecimento”, continua na missão de ajudar as pessoas a ampliar seus repertórios, Cara! Tá um barato. Recebendo insights ou feedbacks do Brasil inteirinho, de gente que está curtindo um montão o nosso Master Life Administration. Acesse bit.ly/CafeDeGraca e você poderá experimentar o Premium por um mês, sem pagar.

Faça uma degustação do cafebrasilpremium.com.br.

Conteúdo extra-forte.

Então… O Marcio Ballas uma vez me visitou pra ver como era esse negócio de podcasts. Parece que ele gostou, pois o BallasCast já tem quase noventa episódios, falando de humor, de criatividade, de improviso, de empreendedorismo e de vida. Vale a pena. Ouça a divertida conversa que tive no episódio 85, quem sabe você se torna um ouvinte! Com você…

Olá, olá, olá seja assombrosamente bem-vindo ao BallasCast. Para você que está vindo pela primeira vez, welcomeforthefirsttime… Para você que vem semanalmente welcome again-and-again-and-again!

Hoje eu vou bater um papo com uma pessoa que é, acho que parecida comigo, no sentido de ser multicoisas. Ele é um monte de coisas ao mesmo tempo, ele tem muita coisa legal para falar, o universo podcast. Eu quero muito que vocês ouçam de quem vive o podcast na veia, um dos precursores do podcast, acho que no Brasil, palestras… Ele faz um monte de coisas, ele é escritor, radialista, podcaster, blogueiro, videocaster, palestrante, provocador, tem cinco livros, já foi para o Polo Norte, já foi para um monte de lugares muito loucos, ele tem o podcast “Café Brasil”, que você  deve conhecer se você ouve podcast… Tem o LiderCast, enfim… É um provocador profissional.

Senhoras e senhores… Luciano Pires… PALMAS!!!

ENTREVISTA COM LUCIANO PIRES.

– Luciano Pires, estamos aqui no seu estúdio para gravar o seu podcast, porque a primeira coisa que eu quero saber é, que eu li a sua ficha, você tem um milhão de coisas, como você se apresenta quando alguém te pergunta?

– Eu sou um personal trainer de fitness intelectual!

– Uau! Adorei!

– Bata palmas! Bata palmas aí…

– Bata palmas… AAAAEEEHHH … Então explica para gente o que é um fitness intelectual…

– É… Essa é uma história engraçada aqui, né? Aliás, que delícia você aqui, fazendo essa abertura, que sempre me chamou a atenção a abertura. Agora estou assistindo aqui na minha frente, né?

– Assistindo…

– Muito legal, né? Isso é o seguinte, cara… Eu trabalhei durante, quase trinta anos na indústria, e quando eu saio de lá eu saio com um problema. Porque é o seguinte, até então eu sabia exatamente o que eu era. Se você perguntava “O que que você faz?”

“Cara, eu sou executivo de marketing de uma baita indústria de auto peças, trabalho fazendo marketing, enfim… Ah, também escrevo livros e sou palestrante, etc e tal”. Muito bem. Quando eu saí de lá e mergulho de cabeça nessa minha função no Café Brasil, que eu chamo de função, né?

– Função…

– Que tem a ver com o círculo atrás, né? A pessoa começava a perguntar e ficava difícil de explicar. Eu já não era mais o executivo de marketing. Agora eu sou um palestrante, mas isso é só um pedaço. Eu sou um escritor, também é só um pedaço. Eu sou um cartunista, isso é só um pedaço. Eu sou podcaster, também é só um pedaço. Tudo que eu falava era um pedaço do que eu fazia, e não tinha como, então eu fazia aquela brincadeira, o cara pergunta “O que que você faz?”,  eu respondo “Você tem tempo?”

Aí eu vou tentar te explicar, né? E um belo dia eu falei “Cara, tem que… Como é que eu embalo essa coisa toda lá?”, e aí eu tentei sentar e discutir, comigo mesmo, a respeito e falei, cara… Tudo aquilo que eu faço no fim tem um objetivo comum, eu estou ajudando as pessoas a melhorar a capacidade de julgamento e tomada de decisão…

– Ajudar as pessoas a melhorar a capacidade de julgamento e tomada de decisão…

– Que que eu faço? Eu alimento o repertório das pessoas, eu dou à elas algumas provocações, eu faço com que elas pensem de montão, e aí tem muito a veia do cartunista, né cara? Minha formação primária, e que é a base de tudo o que eu faço, é o cartoon, eu sou cartunista! E o cartoon exige de você algumas coisas que são fundamentais, que é a capacidade de síntese, né? Você olha uma situação complexa e sintetiza em uma piada e muitas vezes essa piada não termina na piada em si, ela não é óbvia. O cara bate o olho e fala “Pô cara, o que que esse cara quis dizer?”, e essa é a grande pegada, entendeu?

– Ahan…

– Quando você olha o desenho e fala “O que que esse cara quis dizer?” significa que o teu cérebro está a milhão. “Cara, o que que esse cara…”

E você está com a cabeça a milhão, e aí você tira uma conclusão “Pô, eu acho que ele quis dizer tal coisa”, vou rir ou não vou rir, né? E eu entendi que esse exercício era o que eu estava provocando. Tudo aquilo que eu fazia era uma forma de provocar as pessoas, a botar o cérebro a milhão, isso é um exercício cerebral, é um fitness intelectual, que é usado para deixar teu cérebro em forma… A barriga pode ser tanquinho, não tem problema nenhum, mas o cérebro tem que estar em forma. Então cara, eu sou um personal trainer de fitness intelectual, eu ajudo as pessoas a manterem o cérebro em forma, e com o cérebro bombadinho e em forma elas podem tomar as decisões de forma mais ágil, mais completa… Esse é o conceito.

– E pensar!

– E pensar! Sempre isso, né? Não precisa concordar comigo pelo amor de Deus, né?

– Você fala isso bastante, né?

– Não precisa concordar, eu quero que você pense, até para me criticar. Se você para me criticar tem que pensar, eu ganhei!

– Sei…

– Esse é o objetivo. Então no final você pode me dizer que eu sou um idiota, mas eu ganhei. Eu te obriguei a elaborar, pensar a respeito para poder até me contrapor, né? E aí eu ganhei cara, que o objetivo inicial era esse, era…

– Você tem uma outra coisa que você chama de isca intelectual…

– Sim…

– O que que seria isso? Tem a ver exatamente com esse fitness, né?

– Tem tudo a ver com o posicionamento meu. Quando eu começo a trabalhar, e tem uma coisa que está muito em falta hoje em dia, sabe? Hoje em dia qualquer moleque entra no ar e se diz o rei da cocada preta, e sai cantando, como é que eu vou dizer… Pode dizer palavrão aqui?

– Pode!

– Sai cagando regra sobre qualquer assunto como se fosse o maior… Cara, espera um pouquinho… Uma coisa é o que eu sei e pratiquei é o seguinte, é uma tremenda humildade cara… Tem coisas que eu não sei nada a respeito, eu sou um puta de um ignorante e eu não posso me meter a querer dizer e cagar regra em cima de um negócio que eu desconheço. O máximo que eu posso fazer é fazer uma pequena pesquisa e utilizar essa pesquisa para colocar as minhas impressões a respeito daquilo, com humildade, e dizer o seguinte “Cara, isso aqui foi o que eu encontrei”, pode estar tudo errado, cara. “Eu não sei, mas o que eu encontrei foi isso, se tiver alguém que tem uma percepção melhor, por favor me dê, né?”

E foi aí que eu entendi o que que eu estava fazendo, eu estou oferecendo para as pessoas fragmentos de conhecimento, fragmentos de informação, que elas vão processar da forma como for melhor para elas, eu chamo isso de “isca intelectual”, não mata a fome, mas abre o apetite. Então não venha aqui querendo encontrar ideias aristotélicas, eu não vou fazer isso cara, eu sou um merda, o que eu posso fazer é te apresentar o Aristóteles, falar “Aqui está… Olha que texto legal ele escreveu”, você gostou cara? Vai atrás bicho…

Ouvir o meu programa, “Cara, que música maravilhosa, quem é essa moça que está cantando?”

“Ah, é a Raissa Vitar! Você já tinha ouvido?”

“Nunca ouvi!”

“Você gostou?”

“Puta, eu adorei!”

Vai atrás cara… Vai atrás procurar… Oh o Marcio Ballas aqui, conhece esse cara?”

“Porra, nunca ouvi!”

“Gostou dele?”

“Puta, adorei!”

“Vai atrás cara”

Então essa é a função. Isca, eu te capturo intelectualmente e faço o que você, se você quiser vai atrás…

– Você no hotel, você coloca personal trainer de fitness intelectual?

– Não…

– A moça do balcão ia adorar, né?

– Lá eu boto jornalista que não tem que explicar e eu não tenho mais saco…

– É mais fácil, né?

– …de ficar explicando o que é… Então eu ponho jornalista e acabou…

– É eu sei… Eu botava palhaço, depois eu botei ator para o cara não achar que eu estou sacaneando…

– Você está chegando cansado de viagem…

– É…

– Pra ter que explicar… Não…

– Jornalista está ótimo!

– Agora para o motorista do Uber eu falo!

– Você fala?

– Porque aí dá para bater papo, né?

– Porque aí ele é, né? Ele dá uma…

– Eu queria começar falando assim, de podcast. Porque você tem o Café Brasil há quanto tempo?

– Há 12 anos já!

– 12 anos?

– 12 anos, 13 anos vai fazer!

– Você é um dos precursores, inclusive quando eu comecei a estudar a ideia de fazer o BallasCast, eu fui, vim aqui no seu estúdio e você me deu uma aula de podcast, que era um universo que eu não conhecia, e agora que um pouquinho eu entrei dentro dele, eu me deparo com algumas questões que você já está provavelmente, mega acostumado. Que é… Uma delas é, as pessoas não conhecem o que é podcast, as pessoas não sabem nem onde achar direito. Explico isso quase diariamente “Não…”

“Eu acho no YouTube?”

“Não, é tipo um YouTube, mas de áudio”, foi um jeito que eu expliquei.

Outro jeito, eu falei “Não, é tipo uma rádio, só que é minha, uma rádio minha para você ouvir só as minhas coisas…”

Depois eu falei, “Não, é só áudio…”

Como é que você explica, quando uma pessoa “Mas o que que é podcast, hein Luciano?”, o que que você, como você explica para o leigo, rapidinho assim, como que você define?

– Bom… Primeiro depende do leigo, né? Se o leigo for a minha tia de 80 anos de idade eu falo “Tia, é um programa de rádio que você ouve no celular na internet”, pronto!

– “Mas… Entendi… Mas onde que eu acho, hein Luciano?”

– Então, aí o bicho complica… “Oh tia, a senhora tem celular?”

– “Tem!”

– “Tem smartphone?”

– “O que que é smartphone? Eu tem smarti nas unha!”

– Você viu como é complicado cara… Aí vira uma merda…

– Sim…

– Entendeu… É muito complicado, né? E essa é uma das grandes queixas que o pessoal se queixa, porque não existe um YouTube de podcast.

– Não tem, né?

– Não… Que você encontra, aperta o botão e sai tocando… Não tem!  E tem coisas próximas… “Ah, o iTunes tem”… Vai explicar para a sua tia de 80 anos como é que entra no iTunes, e se ela quiser comentar um podcast no iTunes, aí você mata a velha…

– Aí ferrou…

– É um horror, né? É muito ruim… Nunca foi feito nada amigável, como é o YouTube. O YouTube é muito amigável, o podcast não tem isso, né? E é curioso que ele não tenha porque se fosse fácil de fazer a esta altura já teria vários. E não é fácil, né? É um negócio sempre complicado de fazer, né? Então a maneira de explicar é a seguinte… O que que é isso cara? É um conteúdo que eu produzo em áudio e que eu distribuo pela internet e pode chegar no teu celular de graça.

– Ah, legal… Boa…

– Se eu quiser entrar em detalhes, aí o bicho pega, porque eu vou dizer o seguinte, cara… O podcast não é um produto, o podcast ele pode ser qualquer coisa, você pode ter um Excel em podcast, você pode ser Word em podcast, PDF em podcast, vídeo em podcast… Qualquer coisa pode entrar no podcast, porque podcast é o processo de distribuição, não é o produto em si.

– Uau…

– E a gente passou a entender o podcast como um áudio… Não! O áudio é só o que está dentro, o veículo é que é chamado podcast, né?

– “Ah Luciano agora você me ferrou, não entendi nada!”

– Exatamente! Ou seja, você pode ouvir a hora que quiser, onde quiser, do jeito que quiser. Não precisa ser no horário que foi ao ar…

– Que é uma das coisas mais legais, você pode ouvir na hora que quiser, do jeito que quiser, com quem você quiser…

– Eu vou falar um negócio agora, que você vai adorar cara, adorar…

– Opa… Diga!

– Se alguém me pedir qual é a palavra que define podcast, a palavra é LIBERDADE!

– Ahan. Total… Total… É isso!

– Para mim como produtor, que eu tenho a liberdade de fazer o que eu quiser cara, eu vou fazer um podcast com 12 horas. Faço! Qual é o problema? Vou falar um palavrão. Falo! Qual é o problema?

– É MEU, né?

– Cara, vou tocar, vou botar uma música de ponta cabeça… Eu ponho! E qual é o problema? Não me encha o saco, eu posso fazer o que eu quiser…

– É verdade!

– E eu como ouvinte eu posso ouvir o que, quando, como e onde e quanto eu quiser! Cara, é a liberdade total. Se você leva para a mídia tradicional, não existe! Eu não posso influir no que o rádio põe no ar, eu não posso influir no que a televisão põe no ar. Agora, eu como ouvinte de podcast cara, eu simplesmente deleto as coisas que eu não quero e monto minha playlist de podcasts, e tenho na minha mão aquilo tudo que eu vou ouvir, quando , como e onde quiser.

– É… Isso é incrível! Isso eu tento explicar para as pessoas, porque muitas pessoas ainda ouvem rádio e muitas pessoas usam esse tempo ocioso de lavar roupa, de lavar louça, de lavar roupa, de correr, de estar no trânsito… São Paulo é um lugar perfeito para podcast…

– Pô… Maravilhoso!

– Porque você tem aquele tempo… Tem 37 minutos para chegar em determinado lugar, “Poxa, eu tenho, eu posso ouvir um podcast inteiro, né?”

– Ele dá valor no teu tempo de vida. Estou na fila do banco esperando para ser atendido, né? Vou ficar na fila 35 minutos. O que que eu faço hoje, né? Há pouco tempo atrás… Hoje você bota um podcast cara, e são 35 minutos de aprendizado, de curtição… Eu canso de receber mensagem de cara que… “Cara cheguei em casa, parei o carro na garagem e fiquei dentro do carro, esperando acabar o programa”.

– Legal…

– Cara, entendeu? Ele dá um valor para um tempo que você… Não era um tempo perdido, mas era um tempo que você dedicava a uma ação física, porque por exemplo, vou lavar pratos… E você consegue incluir nesse tempo uma ação intelectual, que ao mesmo tempo que eu lavo pratos, eu estou escutando alguma coisa que não é só entretenimento, né? É alguma coisa que tem o conteúdo que eu escolher para mim, então… LIBERDADE TOTAL!

– Muito legal, ótimo isso! Você já mais ou menos falou, mas eu queria saber a sua resposta para isso que as pessoas me falam muito “Ah Ballas, porque você não faz canal no YouTube ao invés de podcast?”, é outra coisa, obviamente. O que que você diria que tem de peculiar, de interessante no podcast?

– O podcast… Fitness intelectual! Ele mexe com a sua imaginação de forma que nenhuma outra mídia consegue fazer. Eu dou um exemplo que eu sempre gosto de usar… Se eu fizer agora um programa para você te contando a história de um lobisomem que vai atacar o velhinho na esquina, e na hora que eu descrever o lobisomem aqui, você vai criar esse lobisomem na tua cabeça, ele é teu. Você criou ele na sua cabeça, inteirinho, e criou a cena, ouviu etecetera e tal. Quando eu faço a mesma coisa no vídeo, o lobisomem não é mais teu, é o meu!

– Sei! Sei! Ótimo!

– Entendeu? E aí eu boto no ar aquele meu lobisomem que talvez não tenha nada a ver e não vai te exigir nenhum exercício…

– Muito legal…

– Que eu bati o olho e está lá cara… E no áudio não… Eu sou obrigado a imaginar, e aí é que vem a fascinação. Eu fiz um episódio há um tempo atrás, chamado “Fogo no circo”, onde eu comecei o episódio recriando um acidente famoso que aconteceu em Niterói, dos anos 60, quando um circo pegou fogo lá, matou um monte de gente… E eu pedi para o Alá, e a gente sentou aqui e fez, nós recriamos o momento do incêndio, com o barulho, com gritaria, com… Cara, isso foi uma bomba, porque a pessoa recebe todo aquele estímulo, e automaticamente ela tenta visualizar aquilo tudo.

– Sei…

– E aí cara, na cabeça os neurônios ficam enlouquecidos, né? Porque você está montando aquilo tudo, e cria uma visão que é só tua

– Muito legal… Nossa…

– Esse estímulo é muito legal…

– É verdade… E tem até, eu trabalho com improviso então eu vou propor uma coisa muita rápida para você. Você quer ser a velhinha ou você quer ser o lobisomem?

– Eu quero ser o lobisomem!

– Então vamos lá…

Então o lobisomem chegou… Foi chegando perto da velhinha…

(URGRUHG)

“Oh meu Deus, estou sentindo alguma coisa muito estranha”

(POH POH POH)

“Oh meu Deus, quem é você?”

“Eu… Isso aqui é o bafo do lobisomem”

– Tá vendo… Você pode imaginar o Luciano lobisomem Pires, e o Marcio velhinha Ballas… É esse fascínio… Foi tosco aqui, tá bom, a gente sabe… Mas é muito legal isso, porque trás a imaginação, trás a pessoa lá… Ou mesmo ela imaginando a gente fazendo isso, né? Tem uma outra coisa, um outro sentido mesmo, né?

– Sim… O que o vídeo detona, porque no vídeo isso aconteceu.

– Acaba, né?

– É divertido, é legal… E eu costumo dizer, os caras querem comparar, e eu falo cara, é incomparável… Eu não posso comparar podcast com vídeo…

– Sim…

– São duas cosas completamente diferentes. Primeiro, eu posso fazer um podcast, como eu já fiz, com 3 horas de duração. Eu não consigo imaginar um vídeo com 3 horas de duração, porque o vídeo vai exigir a tua atenção. Você não pode andar de bicicleta assistindo um vídeo, não dá para dirigir assistindo um vídeo, né? Agora, você anda de bicicleta ouvindo um podcast, dirige ouvindo um podcast, né? Então são dois caminhos completamente distintos, não competem entre si, na verdade se complementam, né? E tem gente que está sabendo usar muito bem os dois cara… Né?

– Sim…

– Momento complete a frase! Eu vou falar o inicio e você completa com alguma coisa que vier na cabeça, é de improviso mesmo porque estamos aqui falando também de improviso.

– Vamos!

– EU ADORO PESSOAS…

– INTELIGENTES!

– EU ODEIO GENTE QUE…

– CARA, QUE FICA COM MIMIMI, QUE FICA CHORANDO, QUE FICA FALANDO, MAL HUMORADA CARA… ODEIO GENTE PARA BAIXO!

– UMA INVENÇÃO QUE EU ADORO É…

– Puta… NETFLIX!

– Sensacional… EU ADORARIA SABER FAZER…

– TOCAR PIANO!

– MEUS AMIGOS ME DESCREVERIAM COMO SENDO…

– PUTA, CHATO!

– BOM MESMO É COMER…

– UM MACARRÃO COM MOLHO DE TOMATE E MUSSARELA DE BÚFALA EM PEDACINHOS, que sacanagem essa pergunta a essa hora cara!

– Exato! E BEBER…

– Cara, eu não sou de bebida não, eu bebo pouco, mas quando eu gosto, na hora de beber, não tem nada que pague um CHOP, pra mim é uma delicia, mas eu bebo muito pouco!

– PRA MIM, MÁGICO É…

– SAGRADO CARA… SAGRADO!

– EU SINTO ORGULHO DE…

– CARA, DE SE FAZER POR SI MESMO… SABE, ME FAZER POR MIM MESMO, OU DE FAZER POR SI MESMO…

– Sei… Ótimo! SE EU GANHASSE NA LOTERIA A PRIMEIRA COISA QUE EU FARIA SERIA…

– O BÁSICO É PAGAR AS CONTAS, isso não vale, isso não vale…

– Sei, sei… É… É…

– Vou para um lado que vale, tá? Cara, EU MONTARIA UMA FUNDAÇÃO. UMA FUNDAÇÃO PARA ESTIMULAR GENTE, A MOLECADA TODA A FAZER COISA, A REALIZAR COISAS!

– UAU! Muito bom essa… Valeu Luciano, a nossa entrevista continua na semana que vem… Sendo assim… Final do episódio… N-O-W!

Que tal, hein? Esse Marcio Ballas é uma figuraça. A entrevista tem mais duas partes, que você pode ouvir no www.marcioballas.com.br. Esse Ballas com dois eles. Ele tem diversos programas contando suas histórias, conversando com outros artistas, sempre com essa pegada bem-humorada. O Ballascast eu recomendo!

Ride Palhaço
Lamartine Babo

Ride palhaço
Lá, rá, rá, rá, rá, rá
Lá, rá, rá, rá, rá, rá
Lá, rá, rá, rá, rá, rá
Há, há, há…
Ride palhaço
Lá, rá, rá, rá, rá, rá

Eu sou o teu Pierrô
Colombina, Colombina
Reparte esse amor
Metade pra mim
Metade pro teu Ar..lequim

E é assim, ao som de Arrelia, Lamartine Babo e a Bandinha de Altamiro Carrilho com RIDE PALHAÇO, do próprio Lamartine que vamos saindo felizes…

Com o alegre Lalá Moreira na técnica, a entusiasmada Ciça Camargo na produção e eu, que acho que de louco e palhaço todo mundo tem um pouco, Luciano Pires na direção e apresentação.

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br.

Você gostou do conteúdo do Café Brasil? Já pensou ele ao vivo em sua empresa, hein? Acesse lucianopires.com.br e conheça minhas palestras. Quem assiste não esquece! E olha a dica aqui: dia 21 de outubro, fica esperto. É o dia do podcast e é o dia que nós vamos anunciar os resultados da Podpesquisa 2018. Eu já vi uma prévia, bicho. Tá um barato. 

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Pra terminar, uma frase do professor, geógrafo, sociólogo e jornalista brasileiro Sud Menucci

Tornar épicas as banalidades e banalizar os heroísmos, eis o grande processo dos humoristas.