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Luciano Pires -
Download do Programa

O IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostra que no Brasil, 7,4 milhões de pessoas exercem algum tipo de trabalho voluntário. Isso dá mais ou menos 4,4% da população com mais de 14 anos. A pesquisa mostra que de 2016 para 2017, houve um aumento de 12,9% nos voluntários. Que bom, cara! Pois é… mas se no Brasil são 4.4% da população, nos Estados Unidos são 25,3% da população atuando como voluntários, com quase 63 milhões de pessoas ativas. Cara! Aí nosso encanto meio que esfria, não é? Tem muito ainda pra conscientizar sobre o voluntariado. Mas afinal, essa função deveria ser do cidadão ou do estado? Dos dois, és? Em que medida? Dá pra confiar no meu vizinho ou no Estado, hein? O que é que eu posso fazer?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Essa canção chama-se IT WILL BE FINE. David Piçarra a publicou no Youtube, é seu primeiro original instrumental, inspirado pela tragédia recente do ciclone em Moçambique.

E essa música está aqui porque o integrante da Confraria Café Brasil, Pastor da Primeira Igreja Batista de Cerquilho, Ronny Clayton D’Ajuda, faz campanhas para ajudar famílias carentes, entidades de assistência social e também para levar recursos e esperança para crianças e famílias africanas quando de suas viagens humanitárias para aquele continente. Especialmente em Moçambique.

Ele já esteve por lá seis vezes e a cada volta traz histórias impressionantes de pessoas que não têm o mínimo para sobreviver, mas que continuam alegres e confiantes no futuro.

Conseguir recursos para essas obras é sempre um desafio, então peguei minha coleção de quase 1000 CDs de Música Popular Brasileira que utilizei como fonte de inspiração cultural para compor os mais de 600 episódios do podcast Café Brasil e disponibilizei na Confraria Café Brasil. O desafio era o seguinte: moçada, vamos encontrar um destino legal pra isso? Um grupo de Confrades se ofereceu para catalogar os CDs e criar uma campanha no Kickante. Na verdade uma rifa, que recebeu apoio de 180 pessoas e levantou 12 mil reais. Esse dinheiro foi doado para as obras do pastor, tudo perfeitamente controlado e acompanhado. Olha! Pode parecer pouco dinheiro, mas no lugar onde será aplicado, faz uma diferença enorme. Cerca de metade desse valor já foi enviado para ajudar as vítimas do ciclone que atingiu Moçambique.

Mas o mais legal aconteceu no dia da entrega dos CDs para o ganhador, Elton Vilela de Moura. Eu aproveitei o III Sarau Café Brasil para uma pequena cerimônia e o Elton não quis ficar com os CDs. Doou de novo para o pastor, para que ele desse continuidade à campanha, arrecadando mais recursos.

E o que o pastor fez? Doou os CDs para o Rafael Rodrigues, que participou do LíderCast 101 e que também tem um trabalho incrível na África. E lá vão os CDs arrecadar mais recursos, num ciclo virtuoso interminável, do qual todo mundo sai energizado e com mais fé nas pessoas boas.

E logo em seguida, o ciclone atingiu Moçambique, inclusive a cidade de Beira, exatamente de onde parte o trabalho do Ronny. Foram milhões de pessoas afetadas, cerca de mil mortos, casas destruídas, na sequência casos de cólera… Cara! Uma tragédia. Imediatamente, parte da renda dos CDs foi direcionada para lá.

“Pastor. Bom dia. O senhor queria saber como foi o meu dia. Eu hoje estou só no pó. Comecei feliz porque ontem o Jerônimo trouxe o dinheiro que o senhor mandou aí. Os mil dólares. Então, a primeira compra. Compramos cadernos e canetas pra dar pra alguns alunos que deixaram os seus cadernos molhar na água. 

De lá eles vieram pra casa, eu trabalhei um pouquinho, atendi as pessoas e aí fui à compra. Pela primeira vez comprei livre. Paguei os dez mil do feijão que eu estava devendo e comprei mais dez mil e quatrocentos e comprei mais seis mil e quatrocentos, que são cento e vinte quilos de feijão.

Depois fui comprar carvão. Compramos nove sacos de carvão. Comprei um pra mim. Depois fomos comprar produtos. Entrar na loja com dinheiro e saber que eu não estou devendo, porque hoje eu tive que tirar dinheiro da minha reserva de salário pra pagar o arroz que a gente tinha comprado. Esse que a gente está comendo e distribuindo, né? 

Aí eu fui na loja, graças a Deus, apareceu farinha. Então eu comprei dez sacos de farinha de milho de dez quilos, comprei cinco litros de óleo de vinte litros de óleo, comprei quatro vinte quilos de açúcar e tirei seis mil pra combustível, paguei dois mil de aluguel.

Aí fui lá… temos uma mulher que tem gêmeos, outra mulher que tem um bebê de sete meses, a Maria e um filho de 15 anos, e a bebê que esta conosco. Eu não posso trazer todo mundo pra casa. Então alugamos um quartinho pra elas. E até eu consegui fazer duas casinhas, uma pra cada. Estava tudo certo.Hoje eu fui pagar o aluguel, porque ontem eu não tiha dinheiro, quando eu cheguei lá o homem disse que me dava quatro dias pra tirá-las de lá, porque a mulher não poderia ficar naquela casa com os gêmeos, porque só tem um banheiro. Eu fiquei mole. Onde eu ia levar elas? Aí eu falei pra ele> me dá um  mês. Em um mês eu construo. Até menos, duas semanas, o senhor me dá? Eu construo duas casinhas. Assim de pau a pique mesmo, pra elas poderem ficar, mas, por favor, me dá um mês. Aí ele me deu.

Aí a Rose contou que tradicionalmente, uma mulher que tem filhos não pode usar a mesma casa de banho que outras pessoas. Então é porque ela estava no  período de pós parto, então ela não pode, as pessoas não aceitam. Ontem ele aceitou bem, mas depois encheram a cabeça dele e ele queria que tirasse as crianças de lá e a mãe. Então eu convenci ele e nós vamos, a partir de sexta feira, tentar construir rapidinho uma casa com pau a pique, né? Maticada com madeira, mas com o chão de cimento.

De lá, eu fui levar outra senhora pra lá também, essa Maria. Daí voltei. Aí começa as pessoas tem que sair da igreja agora porque as escolinhas tem que começar, os pais estão pedindo. Aí começa outro, a casa caiu, virou farinha. O outro não tem onde ir, então esse que a casa virou farinha, caiu tudo, vamos alugar um quartinho pra ele e o outro estamos mandando ele de volta pra Tedi. Estão o dia foi assim, pastor. Um dia cheio. 

Olha! Quando acabou o dia eu estava trocando as pernas, já não sabia se eu ia pro lado direito ou esquerdo. O senhor sabe que eu entrei no carro, eu não sabia mais nem como é que se conduzia. Mas, graças a Deus, pastor, o dia acabou, a Cícera passou uma boa parte do tempo no hospital pra fazer cartão da bebê e cuidar da bebê. A menina que está aqui em casa, a Maria Emília, coitada, não está aguentando o pique. Eu sei que acabou o dia, eu sozinha. Mas, junto com os meninos moçambicanos me ajudando.

Então, Deus é bom. Muito obrigada, pastor. Vou mandar foto das coisas que eu comprei, tá? Um abraço”.

Você ouviu um depoimento que a missionária batista Noemia mandou para o Ronny. Ela vive há 35 anos em Moçambique, é uma guerreira, cara, e nos dá uma ideia do que é o dia a dia de quem está enfrentando as consequências do ciclone numa região onde a maioria vive abaixo da linha da pobreza… A voz cansada da missionária dá uma pálida ideia do que é que tem sido os dias por lá.

Cara, não dá nem pra imaginar o que que aquele povo está passando.

Olha, dessa vez, não vamos mandar o tradicional KIT DKT, mas vou conversar com a DKT para gente encontrar uma forma de ajudar o trabalho daquela missionária. Depois eu conto o que a gente resolveu, tá bom?

facebook.com/dktbrasil.

Na hora do amor, use Prudence.

Olha, a história da rifa dos CDs mostra uma forma singela de fazer uma corrente do bem para oferecer socorro, educação ou um teto para quem precisa. A campanha não teve nenhum cunho religioso, é apenas a iniciativa de um grupo de pessoas que diariamente trocam mensagens dentro da Confraria Café Brasil no Telegram e que viram algum sentido em transformar esse relacionamento numa ação efetiva de ajuda ao próximo.

E como nosso grupo, existem muitos mais…Se você se interessar em ajudar, mande um e-mail para [email protected]. Só que não é simples não. O Ronny tem dois enes e Y e o Clayton também tem Y. Então é [email protected]. Se ficar complicado, manda pra mim, vai: [email protected].

Olha! Eu acho que já usei essa história num podcast anterior, mas como não encontrei, lá vai de novo. Quando Michael Jackson e Lionel Richie reuniram uma pancada de artistas para gravar a composição deles We are the world em janeiro de 1985, o mundo todo tomou conhecimento de um movimento chamado United Artists Support For Africa, popularmente USA for Africa. A ideia de uma canção com o dinheiro arrecadado para ajudar a combater a fome na África, foi do cantor Harry Belafonte, inspirada por uma outra movimentação anterior, o Do They Know It´s Christimas, organizada pelo supergrupo britânico Band Aid. A USA for Africa era uma organização sem fins lucrativos criada para encaminhar recursos aos povos famintos no continente africano, especialmente na Etiópia, onde a fome vitimava cerca de um milhão de pessoas por ano.

Bem, todo mundo sabe o sucesso que foi a gravação, o vídeo, as entrevistas e toda a mobilização. Isso tudo num planeta sem internet e mídias sociais. O compacto vendeu mais de 7,5 milhões de cópias só nos Estados Unidos, seguido por um álbum, USA for África: We Are The World, que vendeu mais 3 milhões, com músicas de outros artistas. As gravações, um videoclipe e o merchandising levantaram cerca de 50 milhões de dólares, que hoje equivaleriam a 120 milhões de dólares. Cara! É quase um Petrolão.

We are the world
Usa For Africa

[Lionel Richie]
There comes a time when we hear a certain call

[Lionel Richie & Stevie Wonder]
When the world must come together as one

[Stevie Wonder]
There are people dying

[Paul Simon]
And it’s time to lend a hand to life

[Paul Simon & Kenny Rogers]
The greatest gift of all

[Kenny Rogers]
We can’t go on pretending day by day

[James Ingram]
That someone, somewhere will soon make a change

[Tina Turner]
We are all part of God’s great big family

[Billy Joel]
And the truth, you know, love is all we need

[Michael Jackson]
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving

[Diana Ross]
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives

[Michael & Diana Ross]
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

[Dionne Warwick]
Send them your heart
So they’ll know that someone cares

[Dionne Warwick & Willie Nelson]
And their lives will be stronger and free

[Willie Nelson]
As God has shown us by turning stones to bread

[Al Jarreau]
And so we all must lend a helping hand

[Bruce Springsteen]
We are the world, we are the children

[Kenny Logins]
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving

[Steve Perry]
There’s a choice were making
We’re saving our own lives

[Daryl Hall]
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

[Michael Jackson]
When you’re down and out, there seems no hope at all

[Huey Lewis]
But if you just believe there’s no way we can fall

[Cyndi Lauper]
Well, well, well, well let us realize that a change can only come

[Kim Carnes]
When we

[Kim Cranes & Cyndi Lauper & Huey Lewis]
Stand together as one

We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving

There’s a choice were making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving

[Bob Dylan]
Theres a choice were making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives

[Bob Dylan]
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving

[Ray Charles]
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

[Stevie Wonder & Bruce Springsteen]
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving

[Stevie Wonder]
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

[Stevie Wonder & Bruce Springsteen]
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving

[Bruce Springsteen]
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

[James Ingram]
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving

[Ray Charles]
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

Nós somos o mundo

Lionel Richie:
Chega o momento em que ouvimos um certo chamado

Lionel Richie & Stevie Wonder:
Quando o mundo deve se unir como um

Stevie Wonder
Há pessoas morrendo

Paul Simon:
E é tempo de dar uma mão para a vida

Paul Simon & Kenny Rogers:
O maior presente de todos

Kenny Rogers:
Nós não podemos continuar fingindo todos os dias

James Ingram:
Que alguém, em algum lugar, em breve fará uma mudança

Tina Turner:
Somos todos parte da maravilhosa grande família de Deus

Billy Joel:
E a verdade, você sabe, amor é tudo que nós precisamos

Michael Jackson:
Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós somos aqueles que deixam o dia mais brilhante
Então, vamos começar a doar

Diana Ross:
Há uma escolha que estamos fazendo
Estamos salvando nossas próprias vidas

Michael & Diana Ross:
É verdade, nós faremos um dia melhor
Só você e eu

Dionne Warwick:
Envie seu coração a eles
Assim, eles saberão que alguém se importa

Dionne Warwick & Willie Nelson:
E suas vidas serão mais fortes e livres

Willie Nelson:
Como Deus nos mostrou, ao transformar pedras em pão

Al Jarreau:
E então, todos nós devemos dar uma mãozinha

Bruce Springsteen:
Nós somos o mundo, nós somos as crianças

Kenny Loggins:
Nós somos aqueles que deixam o dia mais brilhante
Então, vamos começar a doar

Steve Perry:
Há uma escolha que estamos fazendo
Estamos salvando nossas próprias vidas

(Daryl Hall)
É verdade, nós faremos um dia melhor
Só você e eu

Michael Jackson:
Quando você está muito mal, parece não haver esperança alguma

Huey Lewis:
Mas, se você apenas acreditar, não há como cairmos

Cyndi Lauper:
Bem, bem, bem, bem… Vamos compreender que a mudança só pode vir

Kim Carnes:
Quando nos

Kim Cranes & Cyndi Lauper & Huey Lewis:
Mantivermos juntos como um

Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós somos aqueles que deixam o dia mais brilhante
Então, vamos começar a doar

Há uma escolha que estamos fazendo
Estamos salvando nossas próprias vidas
É verdade, nós faremos um dia melhor
Só você e eu

Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós somos aqueles que deixam o dia mais brilhante
Então, vamos começar a doar

Bob Dylan:
Há uma escolha que estamos fazendo
Estamos salvando nossas próprias vidas
É verdade, nós faremos um dia melhor
Só você e eu

Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós somos aqueles que deixam o dia mais brilhante
Então, vamos começar a doar
Há uma escolha que estamos fazendo
Estamos salvando nossas próprias vidas

Bob Dylan:
É verdade, nós faremos um dia melhor
Só você e eu

Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós somos aqueles que deixam o dia mais brilhante
Então, vamos começar a doar

Ray Charles:
Há uma escolha que estamos fazendo
Estamos salvando nossas próprias vidas
É verdade, nós faremos um dia melhor
Só você e eu

Stevie Wonder & Bruce Springsteen:
Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós somos aqueles que deixam o dia mais brilhante
Então, vamos começar a doar

Stevie Wonder:
Há uma escolha que estamos fazendo
Estamos salvando nossas próprias vidas
É verdade, nós faremos um dia melhor
Só você e eu

Stevie Wonder & Bruce Springsteen:
Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós somos aqueles que deixam o dia mais brilhante
Então, vamos começar a doar

Bruce Springsteen:
Há uma escolha que estamos fazendo
Estamos salvando nossas próprias vidas
É verdade, nós faremos um dia melhor
Só você e eu

Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós somos aqueles que deixam o dia mais brilhante
Então, vamos começar a doar
Há uma escolha que estamos fazendo
Estamos salvando nossas próprias vidas
É verdade, nós faremos um dia melhor
Só você e eu

James Ingram:
Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós somos aqueles que deixam o dia mais brilhante
Então, vamos começar a doar

Ray Charles:
Há uma escolha que estamos fazendo
Estamos salvando nossas próprias vidas
É verdade, nós faremos um dia melhor
Só você e eu

Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós somos aqueles que deixam o dia mais brilhante
Então, vamos começar a doar
Há uma escolha que estamos fazendo
Estamos salvando nossas próprias vidas
É verdade, nós faremos um dia melhor
Só você e eu

Em 2010, na comemoração dos 25 anos do evento, foi lançado um DVD especial, com alguns extras. Um deles é um documentário, que acompanha Harry Belafonte seguindo a entrega do dinheiro na África. Ele vai para lá e mostra a triste realidade dos que vivem muito abaixo da linha da miséria. É como um planeta distante.

No final do documentário, ele faz uma reflexão e conclui que o esforço deles rendeu pouco ou quase nada. A maioria do dinheiro arrecadado nunca chegou aos necessitados. Ficou pelo caminho, pagando estrutura da ONG, logística, propinas, corrupção, chefes políticos. Não havia estrutura logística para fazer com que os mantimentos chegassem, comboios eram desviados por políticos ou saqueados por guerrilheiros… e Harry Belafonte, tristemente, conclui que os esforços tão valiosos dos artistas e de todos que compraram o disco, pouco ou nada adiantou.

Eu, que comprei o compacto, o álbum, o CD e o DVD, terminei de assistir o documentário de boca aberta.

Eu não sabia o que pensar.

A história do USA for Africa me colocou em modo de alerta para essas grandes movimentações de solidariedade, que exigem estruturas caras, se perdem em camadas e processos e tem uma eficiência discutível. Talvez o dinheiro seja melhor aplicado, se for diretamente de mim para a pessoa que está ajudando outra pessoa ali na esquina da minha casa. No meu bairro. Na minha cidade. De mim para quem necessita, com o menor número de intermediários.

Recebi um artigo interessante do sempre excelente Percival Puggina, chamado Solidariedade versus estado de bem-estar social. Ouça só:

Aqui em Porto Alegre, uma estudante de 25 anos vende trufas no Centro Histórico. Vem daí o sustento dela e o do pai adotivo (que produz as trufas), bem como o custeio das mensalidades do curso de Psicologia. A dura condição de vida da jovem não fez parar a mão criminosa que há duas semanas lhe tomou a féria de R$ 280,00. Desesperada, a moça usou a rede social para contar sua história e promoveu uma vaquinha que, em duas semanas, recolheu R$ 7 mil. Detalhe: eu dei uma olhada anteontem e já estava em R$ 8500 reais. 

Que fez ela, tendo em mãos a solução para tantos de seus problemas? Saiu a ajudar pessoas que, em outras vaquinhas, expressavam suas dificuldades e apelavam à anônima solidariedade dos que ainda se percebem humanos. Já foram ajudados, entre outros, uma criança com câncer e um estudante que vende latinhas com o intuito de comprar um computador para redigir seu trabalho de conclusão de curso. Isso é solidariedade. A história está contada no Zero Hora do dia 1º de abril, na coluna do jornalista Paulo Germano.

Tenho uma sobrinha que mora há uns poucos anos nos Estados Unidos. Em meados de 2018, foi diagnosticada com câncer no cérebro.  Tumor agressivo, mas susceptível de tratamento com uma tecnologia nova, experimental. Os cuidados médicos e hospitalares eram incompatíveis com o orçamento familiar. Uma vaquinha criada por amigos arrecadou, rapidamente, doações que ultrapassaram 100 mil dólares e que lhe permitiram iniciar o tratamento. Isso é solidariedade.

Vejamos agora o que acontece quando o Estado se mete. Desde Vargas, os políticos brasileiros acenam com o Estado de Bem-Estar Social. É incalculável o número de zeros que precisariam ser adicionados a um outro algarismo significativo para representar o quanto de dinheiro da sociedade já foi arrecadado com essa finalidade. No entanto, nosso IDH precisa engatar primeira marcha para subir, resfolegando, uma ladeira com inclinação de 1%. País pobre, com taxa de investimento que precisa quebrar cofrinhos para chegar a 16% do PIB ao ano, só proporciona bem-estar social para sua elite. Esse tipo de Estado, que orienta as políticas públicas no Brasil, mostrou estar para os objetivos a que se propõe assim como o machado está para a cirurgia de fimose. Fez o Estado agigantar-se sobre a sociedade e gastar em si os recursos arrecadados para a promoção do tal bem-estar. Com isso, empobreceu a nação, inibiu o crescimento econômico e a geração de renda sem a qual miséria e desemprego se tornam produtos naturais. 

Paradoxalmente, a parcela significativa da sociedade, distribuída em todos os estratos sociais, mantém para com o Estado relação de desejo, uma forma de amor em que não é difícil perceber sinais de sua natureza erótica.

O sonho do Estado generosamente provedor gerou o Estado aproveitador e os aproveitadores do Estado, criando um sorvedouro de recursos efetivos e um buraco negro onde desaparece a virtude da solidariedade. Esta magnífica virtude social não é antagônica à dimensão individual do ser humano, mas é, sempre como virtude, compatível com a vida em sociedades livres. Há mais justiça onde a solidariedade se manifesta, onde as pessoas voluntariamente se ajudam, onde iniciativas da comunidade buscam promover a ascensão social, onde a  moça que vende trufas socorre quem precisa, onde pessoas doam dinheiro para uma jovem com câncer. Há uma energia poderosa na solidariedade que se manifesta livremente como ato da vontade. Leva uns a atravessar o planeta para ajudar povos distantes em suas catástrofes. Outros a serem médicos sem fronteiras. Também aqui em Porto Alegre, tivemos recentes exemplos de empresários custeando a conclusão de um túnel; de outros entregando dezenas de viaturas, armas e munições para a Brigada Militar; e de outro, ainda, doando à Santa Casa de Misericórdia meios necessários para construir diversos andares de um novo hospital. 

A solidariedade anima valores imateriais que determinam mudanças mais profundas do que quando as pessoas, numa perigosa “teologia” do Estado, cuidam apenas de si mesmas confiando em que ele cuidará de todos.

Bem, você já sabe que a Nakata fabrica autopeças para veículos leves, pesados e motos, não e? Mas talvez não saiba que ela mantém um blog com dicas para ajudar você a cuidar bem do seu carro e economizar na manutenção. E também com dicas técnicas para o seu mecânico. Se você se cadastrar no blog.nakata.com.br e deixar em qualquer post um comentário dizendo que chegou lá pelo Café Brasil, concorrerá todo mês a um curso na Udemy.

A Udemy é um ambiente virtual para ensino e aprendizado, que conecta alunos de qualquer lugar aos melhores instrutores ao redor do mundo. Eles têm milhares de cursos e o ganhador poderá escolher qualquer um até o valor de 250 reais.

Que tal? blog.nakata.com.br.

Tudo azul? Tudo Nakata.

Muito bem… mas qual é a conclusão então, hein? Não devemos mais ajudar o Hospital do Câncer? Participar do Criança Esperança? Não participar de nenhuma iniciativa estatal? Bom, não é bem isso que eu quis com este programa. Minha ideia é alertar para algumas coisas.

Primeiro: ser voluntário em causas humanitárias é bom porque sua saúde a longevidade ganham com a atividade; porque você aprenderá coisas novas; porque você estabelecerá relacionamentos fortes com gente do bem; porque desenvolverá sua habilidade de comunicação; porque é bom para sua carreira ao criar relacionamentos; porque é bom para a sociedade. E porque dá a você um senso de propósito. A natureza do voluntariado é a escolha consciente por trabalhar sem ser pago por isso. E você só consegue quando escolhe dedicar seu tempo e esforços para causas que são importantes para você. 

Segundo: se você vai ajudar uma entidade, depois de fazer a investigação habitual sobre a honestidade de propósito, faça uma investigação logística. Examine para ver se a estrutura da organização não consome a maior parte dos recursos, se existe inteligência logística para que seu tempo, esforço e dinheiro doados cheguem até quem necessita, de forma eficiente.

Terceiro: não espere que o Estado se preocupe com o indivíduo. O Estado age pensando em grupos, no atacado, sem coração, sem empatia. São as pessoas dentro do Estado que tornam os processos mais ou menos eficazes, se e quando podem influenciar na burocracia. O que é muito raro.     

Quarto: você pode causar um impacto imediato, poderoso e duradouro agindo na esquina da sua casa. Entendeu? Aí na esquina da sua casa.  Ouça o LíderCast 130 com a Katia Carvalho. Ela começou assim, na calçada da casa dela, e hoje impacta a vida de dezenas, centenas, milhares de pessoas. Você pode fazer mais, pode ajudar mais, pode contribuir muito mais. Na esquina da sua casa.

Quando Deus quer até o diabo ajuda
Edvaldo Santana

Tem muita coisa que acontece comigo
Que eu distraído nem percebo
Já me disseram que eu corro perigo
E que um falso amigo trama em segredo
Mas esqueço de tudo depois que eu bebo
Essa maneira de ser protegido
Pelo inimigo eu perdi o medo

Quando Deus quer até o diabo ajuda – bis

Estava certo que eu era um sujeito
Que chegou no mundo para dar errado
Até pensava que fosse castigo
Por eu ter crescido lá no Lajeado
O privilégio de fazer um som
De caminha suave para qualquer lado
É o mistério de ser protegido
Bola de menino domingo passado

Quando Deus quer até o diabo ajuda – bis

Eu acredito muito na franqueza
E na liberdade que me orienta
Não há motivo pra virar a mesa
Se tem confiança não há violência
O céu azul escuro do outono
Álibi da lua que me inocenta
É o desejo de ser protegido
Pelo índio rindo em câmera lenta

É assim, ao som de QUANDO DEUS QUER, ATÉ O DIABO AJUDA, com o grande Edvaldo Santana, que encerramos mais esta edição do Podcast Café Brasil.

Escreva aí, ó QUERO SER VOLUNTÁRIO no Google e veja o que aparece. Dê uma olhada na sua esquina.  Ou pesquise nas suas redes sociais. Lá tem muito mais que ódio e bobagens. Foi assim que o Ronny me achou e, juntos, ajudamos a Noemia.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, você já sabe, né? Você aí ó, completando o ciclo. Todos conectados e vibrando juntos!

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, nossa “Netflix do Conhecimento”, onde você tem uma espécie de MLA – Master Life Administration. Então acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/660.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Pra terminar, uma frase de ninguém menos que Santo Agostinho

Aquele que tem caridade no coração tem sempre qualquer coisa para dar.