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662 – A importância da cultura

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Luciano Pires -
Download do Programa

“Fala Luciano. Meu nome é Wagner, eu sou aqui de Curitiba, sou empresário.

Eu tenho uma dúvida, uma questão que eu gostaria de ver você abordando, que já vi mais de tempo, mas agora ficou mais evidente, ganhou um destaque muito grande nos jornais e eu sei que você é uma pessoa que também dá bastante valor pra cultura.

Eu sempre vi a cultura como algo… algo como entretenimento, como algo mais pra divertir do que pra elevar uma nação pra ser uma…. o centro de uma política nacional ou algo do gênero.

Mas agora, com toda essa mobilização de… que todo mundo diz que é a extensão do Ministério da Cultura, mas que na verdade é a junção com o Ministério da Educação que é algo que já existia há muito tempo atrás mas que está longe de ser uma extinção do ministério.

Eu queria saber qual a importância da cultura no país. Qual é a importância da cultura pra população, o que que isso traz de grande valor pra sociedade. Eu estou assistindo o Jô Soares agora e ele falando que as coisas que levam uma nação pra frente são a alta tecnologia produzida dentro do pais e a cultura.

Eu sou uma pessoa de tecnologia e eu entendo muito bem porque que a tecnologia pode elevar o status de um país. Mas a cultura, por mais que eu dê importância, por mais que, de vez em quando, eu vá ao teatro, por mais que eu assista filme, por mais que eu escute uma boa música, eu não consigo entender toda essa importância que a cultura tem. E seria muito bom eu escutar da tua voz, esquecendo toda essa polêmica atual do Ministério da Cultura, explicar por que que a cultura é tão importante?”

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Qual a importância da cultura? Que baita pergunta… Vamos lá. Cultura são todas aquelas manifestações materiais, espirituais e ideológicas que representam uma ou várias pessoas e que as identificam como parte de um conjunto maior de indivíduos. Essa é a definição dos dicionários, Wagner. Mas entendo que sua pergunta está focada mais nas representações culturais como a arte, certo? Vou tratar delas, sim, mas preciso antes dar uma olhada no todo.

No Podcast Café Brasil 341 – Pancadão é Cultura, comecei com uma frase do militar inglês Lord Raglan, que disse que “Cultura é grosseiramente qualquer coisa que nós fazemos e os macacos não fazem”. Naquele programa eu disse que segundo o antropólogo inglês Edward Burnett Tylor, que desenvolveu a ideia do evolucionismo social, “Cultura, ou civilização, no sentido mais amplo, etnográfico, é um todo complexo que inclui o conhecimento, os credos, as artes, a moral, as leis, os costumes e quaisquer outros comportamentos e hábitos adquiridos pelo homem enquanto membro de uma sociedade.”

Especialmente aquilo que o macaco não faz…

Tylor assegura que todos os homens, seja um esquimó no Alaska, um nômade no Saara, um executivo em Wall Street ou a dona Maria do Acarajé lá em Salvador, tem a mesma quantidade de inteligência. O que os torna diferentes é a educação… Sempre ela.

A cultura portanto, é o resultado da inteligência humana e um mecanismo cumulativo. As modificações implementadas por uma geração passam à geração seguinte, fazendo com que a cultura se transforme, perdendo e incorporando aspectos mais adequados à sobrevivência, reduzindo o esforço das novas gerações.

Nenhuma definição de cultura diz que existe uma cultura boa e outra ruim. A cultura é a manifestação da inteligência humana e ponto.

E isso já é uma primeira resposta para a pergunta do Wagner:

Por que cultura é boa?

Porque é através dela que manifestamos nossa inteligência.

A cultura é uma criação do ser humano. Diferente dos animais, que vivem do meio, nós criamos o meio. E é essa capacidade de criar que nos faz, seres humanos, todos iguais, embora ao mesmo tempo seja o que nos faz tão diferentes, já que cada um cria sua própria cultura. E a soma dessas culturas diversas é que nos faz o que somos.

Por que que a cultura é boa?

Porque nos torna mais ricos.

Nossos sistemas de crenças, padrões de conduta, princípios e formas de vida derivam da cultura, que é a soma de todas as formas de arte, de amor e de pensamento. Uma soma que permitiu que os seres humanos sejam mais livres. A cultura se relaciona com o desenvolvimento de nossas atitudes, ao esculpir nossos valores e influenciar a forma como vivemos.

Por que a cultura é boa?

Porque nos orienta na forma como vemos o mundo e modela nossas atitudes.

A maneira como enxergamos o mundo é enormemente afetada por nossos preconceitos, nossas atitudes e nossas emoções. E a cultura influencia imensamente nossos preconceitos, nossas atitudes e nossas emoções. Quando rotulamos algo como bom ou mau, ou bem ou mal, usamos nossas ideias preconcebidas. E a cultura à qual pertencemos determina a estrutura de nosso pensamento e influi imensamente me nossas percepções e na construção de ideias preconcebidas.

Por que a cultura é boa?

Porque nos prepara para compreender a sociedade na qual vivemos.

As ideias que temos enraizadas na mente são nosso instrumento para compreender o mundo. A cultura do brasileiro nos dá flexibilidade para sair das saias justas. A cultura do alemão dá racionalidade e frieza para julgar sem emoções. A cultura do chinês dá a capacidade de pensar a longuíssimo prazo.

Por que a cultura é boa?

Porque influencia diretamente a forma como nosso cérebro processa a informação.

A cultura nos dá identidade e nos ajuda a forjar nosso caráter. Os valores que compartilhamos em nossas comunidades e grupos sociais nos dão o sentido de pertencimento a um grupo.

Por que a cultura é boa?

Porque nos une e dá a sensação de segurança, da proteção de pertencer a um grupo.

Cultura
Café Com Blues

Cultura, presente!!
Censura, ausente!!
O artista é livre
Liberta a expressão

Nascente as culturas de berço e de sorte
De tudo que é bom vem do norte
Norteando os corações

Lai la, lerê

Cultura, presente!!
Censura

Salve as culturas do nordeste
Deste norte, leste, oeste
Vindas de todo Brasil

Lai ra, Brasil
Lai ra, Brasil

As lavadeiras do rio
As cores da bandeira
Um sentimento bravil
Viva a música brasileira
No barro as formas de um pensamento nordestino
Na janela o olhar do menino
Nas águas que corre pro mar
Descendo cultura rio abaixo
Da fonte é que nasce o riacho
Do norte a inspiração
Feliz do cabra brasileiro
Que bebe água nas fontes do sertão
lai la Lerê.

Que tal, hein? Esse é o Café Com Blues, lá de Vitória da Conquista, na Bahia, interpretando CULTURA. Tá tudo aí…

Então, mas com certeza a pergunta do Wagner não se referia a essa cultura dos grupos sociais. Ele certamente tratava das manifestações culturais. Por que a arte é importante, heiin? Por que a música é importante? Trazendo para a discussão do momento, por que devemos dar dinheiro que poderia ser aplicado em saúde, segurança e moradia, para um artista fazer uma obra de arte?

São perguntas necessárias. Vamos a elas.

Uma definição de dicionário diz que arte é “o uso consciente de habilidades e da imaginação criativa na produção de objetos estéticos.” Putz meu, mas essa definição parece ser feita por um engenheiro, não é? É muito seca. Deixe-me buscar outra definição, de um artista das letras, o escritor russo Leon Tolstoy. Tolstoy disse que “Arte é a atividade pela qual uma pessoa, tendo experimentado uma emoção, intencionalmente a transmite a outras pessoas.” Bem mais bonito, não é?

Mas existem dezenas de definições que podemos aplicar para arte… Arte é qualquer atividade criativa do ser humano. Arte é a forma de se expressar. Arte é o ato de produzir algo visualmente divertido ou atraente. Arte não é uma coisa, é um meio. E por aí vai…

O mais importante é considerar que a arte está conectada à experiência humana, por isso faz parte de nosso meio de vida. Não é por acaso que a principal manifestação que vemos em todos os povos da antiguidade e mesmo nas diversas tribos indígenas é a mistura dos artefatos e rituais tradicionais com arte. Em qualquer lugar do planeta. Ou seja, a arte é uma forma fundamental da expressão humana. E por isso é importante.

O design do seu carro que lhe apaixona, o momento em que você chegou às lágrimas ouvindo o Café Brasil Bohemian Rhapsody, aquele quadro para decoração, a roupa que você escolheu, os móveis de sua sala. Mesmo que sua escolha tenha sido prática, o peso da estética, de buscar a beleza, de encontrar algo que tenha um significado que vai além do uso prático, está presente em todos os momentos de sua vida. Por isso a arte é importante.

Pense numa cultura como a japonesa. Pense na cerimônia do chá. Pô, cara é só tomar chá! Não. Não é não. Existe todo um ritual, no qual cada gesto, cada movimento, cada peça colocada num lugar, tem um significado. Conta uma história. Por isso, tomar chá numa cerimônia no Japão, é muito mais que levar uma xícara aos lábios para beber algo que aquece seu estômago. Exite emoção. E quando você volta para casa, não diz apenas que tomou um chá. Você viveu uma experiência cultural através de uma forma de arte.

Almoço de domingo com a família. Chegou a hora do famoso pudim da tia. Cara! Pudim é pudim,, cara. Mas o dela vem com um colorido especial, vem adornado com uma cereja. Com uma calda derramada de um jeito que só ela, cara… Aquilo não é um pudim. É uma obra de arte, pensada para agradar o paladar, mas para ser um objeto de adoração estética. Uma marca da sua família. Da sua cultura. O pudim da sua tia é arte.

A arte tem o poder de transportar práticas culturais de um lugar para outro, até mesmo para outras culturas, integrando-se em diferentes partes do mundo sem perder sua identidade. Tem um show maravilhoso de Paul Simon no Central Park em 1991 que abre com a canção Obvious Child. Escute só…

The Obvious Child
Paul Simon

The Obvious Child
Well, I’m accustomed to a smooth ride
Or maybe I’m a dog who’s lost its bite
I don’t expect to be treated like a fool no more
I don’t expect to sleep through the night
Some people say a lie’s a lie’s a lie
But I say why
Why deny the obvious child?
Why deny the obvious child?
And in remembering a road sign
I am remembering a girl when I was young
And we said These songs are true
These days are ours
These tears are free
And hey
The cross is in the ballpark
The cross is in the ballpark
We had a lot of fun
We had a lot of money
We had a little son and we thought we’d call him Sonny
Sonny gets married and moves away
Sonny has a baby and bills to pay
Sonny gets sunnier
Day by day by day by day
Doh, doh, doh, doh
Doh, doh, doh, doh
Well, I’ve been waking up at sunrise
I’ve been following the light across my room
I watch the night receive the room of my day
Some people say the sky is just the sky
But I say
Why deny the obvious child?
Why deny the obvious child?
Sonny sits by his window and thinks to himself
How it’s strange that some rooms are like cages
Sonny’s yearbook from high school
Is down from the shelf
And he id-ly thumbs through the pages
Some have died
Some have fled from themselves
Or struggled from here to get there
Sonny wanders beyond his interior walls
Runs his hand through his thinning brown hair
Well, I’m accustomed to a smooth ride
Or maybe I’m a dog who’s lost its bite
I don’t expect to be treated like a fool no more
I don’t expect to sleep through the night
Some people say a lie’s is just a lie
But I say
the cross is in the ballpark
Why deny the obvious child?

A  criança óbvia

Bem, eu estou acostumado a um bom passeio
Ou talvez eu seja um cão que perdeu sua mordida
Eu não espero ser tratado como um tolo mais
Eu não espero que dormir durante a noite
Algumas pessoas dizem que uma mentira é uma mentira é uma mentira
Mas eu digo porquê
Por que negar o óbvio criança?
Por que negar o óbvio criança?
E na lembrança um sinal de estrada
Estou lembrando de uma menina quando eu era jovem
E nós dissemos Essas canções são verdadeiras
Estes dias são nossos
Estas lágrimas são livres
E hey
A cruz é no estádio
A cruz é no estádio
Nós tivemos muita diversão
Nós tivemos um monte de dinheiro
Tivemos um filho pequeno e nós pensamos que deveríamos chamá-lo de Sonny
Sonny se casa e se afasta
Sonny tem um bebê e contas a pagar
Sonny fica ensolarado
Dia-a-dia por dia por dia
Doh, doh, doh, doh
Doh, doh, doh, doh
Bem, eu tenho de acordar ao amanhecer
Eu fui seguindo a luz em meu quarto
Eu assisto a noite recebe o quarto dos meus dias
Algumas pessoas dizem que o céu é apenas o céu
Mas eu digo
Por que negar o óbvio criança?
Por que negar o óbvio criança?
Sonny senta-se pela sua janela e pensa consigo mesmo
Como é estranho que alguns quartos são como gaiolas
Sonny anuário do colégio
Está em baixo da prateleira
E-id polegares ly através das páginas
Alguns morreram
Alguns fugiram de si mesmos
Ou lutou daqui para lá chegar
Sonny wanders além de suas paredes interiores
Corre a mão pelo seu desbaste cabelo castanho
Bem, eu estou acostumado a um bom passeio
Ou talvez eu seja um cão que perdeu sua mordida
Eu não espero ser tratado como um tolo mais
Eu não espero que dormir durante a noite
Algumas pessoas dizem que a mentira é apenas uma mentira
Mas eu digo
a cruz é no estádio
Por que negar o óbvio criança?

Dá pra sacar o Brasil ali, hein? É o Olodum durante a apresentação de Paul Simon no Central Park em 1991. São a cultura e a arte brasileiras integradas a outra cultura e mantendo sua identidade. E por aí vai…

Cara, a plateia vai à loucura…

Sabe isso que você está sentindo agora? Pois é. É isso que a arte faz com a gente…

“Fala Luciano. Rapaz, eu estou extasiado com o podcast 491, O homem das estrelas. Meu irmão! O que é que tu fez comigo, cara? Vamos lá, recuperar o fôlego. Aqui é Renato, Salvador, ouvinte  do podcast Café Brasil desde os episódios lá duzentos e alguma coisa, quando eu ainda aprendia muito de filosofia, logo no início, se n~~ao me engano, recentemente saído do ensino médio, no inicio da faculdade de engenharia civil.  E hoje, já formando, posso dizer que nesse processo de amadurecimento educacional, teve muito o tempero do nosso  querido cafezinho nele.

E meu amigo! Quando eu me vi ouvindo o podcast sobre David Bowie, o qual eu gosto mas agora eu posso dizer  que gosto três vezes mais, sempre gostei dele…. quando eu me vi com lágrimas aos olhos, com aquele pianinho e o público em coro cantando a música desse grande artista que é o David, eu lembrei do sentimento que eu ouvi, que eu senti, em todos os podcasts do Café Brasil musicais. Como essa obra de arte  que se chama Café Brasil consegue nos tirar, nos espremer diante de uma emoção à qual a gente sente e não sabe nem bem como. E, cara, o David Bowie, eu acho que ele tem algum mistério nele, porque eu sou cinéfilo de coração, tipo cinema está na minha alma, tá no meu sangue e praticamente todos os filmes que tem a menção ao David Bowie, que tem alguma trilha sonora ou que tenha algo dele ali, são extremamente maravilhosos.

Tem um filme do mesmo diretor de Clube de compra de Dallas, entre outros, chamado C.r.a.z.y, é uma sigla. E o menino é um menino também camaleão e mostra que a história do menino ela é tão rica quanto a história de David Bowie. É uma menção honrosa, todo o tempo ao próprio David. E até na questão da sexualidade, ele é cem por cento influenciado pelo David. Que é um filmaço. É um filmaço.

Aí vamos lá né, recheado de trilhas sonoras… quem também assistiu As vantagens de ser invisível, vai lembrar das cenas em que como o próprio protagonista diz, que achou a música perfeita. E ele no fundo da picape abre  os braços e ente a existência da juventude, da vida, da plenitude que é o viver perante todo o universo, num momento tal qual o nirvana, digamos assim. Uma epifania. Em  plena Heroes, de David Bowie. Que desperta esse sentimento nele.

Quem assistiu Moulin Rouge também, quem é que esqueceria do… we can be heroes… just for one day… e por aí vai. Nossa! Entre outros. Eu ia citar O grande truque, mas você acabou falando e eu nunca vi um Nicolau Tesla tão comum e real. The runaways, também um  filme com trilha sonora de David Bowie. Nossa!

Eu só tenho a dizer pra incrementar, que o David Bowie, ele é arte. Ele é arte. Porque tem certas pessoas que são artistas, a se dedicar a uma música, a uma pintura. O David, ele é arte. Ele é esse multiverso, esse diverso, essa estrela multifacetada que hoje brilha no céu tal qual um arco iris, em plenas cores do viver.

Luciano Pires, eu só tenho a agradecer e um abraço de Renato Arlan aqui da Bahia e vida longa ao nosso Cafezinho e we can be heroes. Adeus”

Que que eu posso comentar, hein cara? Olha!Eu não conseguiria expressar melhor que o Renato a importância da arte…

DKT

Muito bem. O Renato e o Wagner, que fez aquele comentário na abertura deste programa, receberão um KIT DKT cada um, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para [email protected].

A DKT distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, contemplando a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. A causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a aids. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil

Vamos lá então! Lalá, como é que a gente faz amor com arte?

Lalá – Ah, bota aquele Prudence que brilha no escuro…

A arte pode ser usada para entreter, criar consciência, até mesmo inspirar que outras culturas aceitem nossa cultura, não importa quão esquisita ela possa parecer.  Neste mundo globalizado, a arte tem desempenhado um papel fundamental na luta contra a intolerância, o racismo e diversas formas de segregação social. A arte abre portas para a aceitação. E faz com que as culturas sejam reconhecidas e aceitas ao redor do mundo.

A arte existe para movimentar as pessoas, para nos inspirar, provocar novas questões, atiçar a curiosidade, a excitação e, por que não?, o ultraje! Ouça o Café Brasil 592 – Transgressores, onde apresento uma turma do balacobaco que ultrapassou os limites, ultrajou mesmo, quebrando tabus e destruindo preconceitos de uma época.

A arte é importante porque preserva a memória. E especialmente, as emoções relacionadas àquelas memórias.

A arte é importante porque nos dá esperança ao nos lembrar que existe beleza no mundo.

A arte é importante por nos dar a oportunidade para uma parada para observação, reflexão e apreciação de coisas que normalmente não vemos. E apreciar nossas respostas a essas coisas.

Arte é importante porque nos força a reagir e até criar empatia para coisas com as quais não estamos acostumados. E isso nos faz crescer.

A arte é importante pois nos treina a apreciar pequenas coisas, como um detalhe colorido ou o capricho da tia no pudim.

Arte é importante, enfim, porque é uma forma da expressão humana.

Chegou a hora da Nakata, que trata a fabricação de autopeças para veículos leves, pesados e motos como se fosse arte… E mantém um blog com dicas para ajudar você a cuidar bem do seu carro e economizar na manutenção. Cadastre-se no blog.nakata.com.br com um comentário em qualquer post, dizendo que chegou lá pelo Café Brasil e você concorrerá todo mês a um curso na Udemy.

A Udemy é um ambiente virtual para ensino e aprendizado. Eles têm milhares de cursos e o ganhador poderá escolher qualquer curso até o valor de 250 reais.

Que tal? blog.nakata.com.br

Tudo azul? Tudo Nakata.

Bom. Aí vou direto na incomodação do Wagner. Pô, mas com tanta carência na sociedade, pra que dar dinheiro pra peça de teatro que ninguém vê, livro que ninguém lê, filme que ninguém assiste, artista milionário, pintura que ninguém quer? Essas coisas, muitas delas apenas caprichos de algum indivíduo, ou caça níqueis, têm importância? Além disso, tem quadrilhas especializadas em meter a mão no dinheiro público…

Bem, aí é outra discussão. Se consegui demonstrar que a cultura e a arte são importantes, agora é hora de discutir como a sociedade pode incentivar, financiar e motivar a produção da arte.

Uma sociedade culturalmente madura consegue financiar de forma independente sua arte. O que ainda não é o caso do Brasil. E aí não tem como escapar da discussão das leis de incentivo à cultura. E da Lei Rouanet.

Há muito tempo, especialmente com a polarização política do país nos últimos anos, a Rouanet passou a ser acusada de servir ao favorecimento de um grupo muito seleto de artistas alinhados ideologicamente ao poder. A tese é: quem recebe dinheiro do governo não fala mal do governo. Apoia. Além disso, outras acusações surgiram:

– A Rouanet beneficia artistas que têm relacionamento com as pessoas certas, em detrimento dos artistas que mais precisavam;

– Empresas usam a Rouanet para ações que não trazem reais benefícios aos cidadãos;

– A lei beneficia artistas e empresas que não precisariam dela para produzir seus produtos culturais. E muitos deles cobram ingressos caros do público.

– Os benefícios estão concentrados na região sudeste do Brasil, exatamente a mais rica.

– Só empresas grandes podem usar os recursos da Rouanet, por isso privilegiam projetos de grande visibilidade, o que deixa os pequenos produtores de fora.

Bem, essas críticas não acontecem por acaso. Exemplos de problemas aconteceram ao longo dos anos, como o patrocínio do Cirque de Soleil em 2006, para a etapa São Paulo. Dos 16,6 milhões de reais solicitados, captou 9,4 milhões, mesmo vendendo ingressos no valor de um salário mínimo. A péssima repercussão levou ao cancelamento de qualquer benefício da lei para a passagem do Cirque pelo restante da turnê. Em 2011 um projeto para um blog que publicaria um vídeo diário no qual Maria Bethânia recitaria um poema recebeu liberação para captar 1 milhão e trezentos e cinquenta mil reais. A reação ao alto valor para um projeto tão simples fez Bethânia desistir de participar. Em 2013, a cantora Claudia Leitte obteve autorização para captar 5,8 milhões de reais para 12 shows na região norte, nordeste e centro oeste. A turnê recebeu 1,2 milhões, debaixo de uma chuva de críticas. E assim foi… de 2,8 milhões para desfiles de moda em Paris à turnê de Luan Santanna ou à montagem da peça Shreck, o que mais se viu nos últimos anos foram as críticas à lei.

Sem contar o escândalo do filme Chatô o rei do Brasil, uma novela que já durou 17 anos (e eu “nem sei se foi resolvida)… Com a temperatura política nas alturas, o que se viu nos últimos tempos foi uma discussão insana, com artistas sendo acusados de aproveitadores do dinheiro do povo, desviadores de recursos, vagabundos, e tudo que se viu. Culminando com Fernanda Montenegro desabafando no Faustão…

“É preciso que se busque as gangs onde elas estão. Eu aproveito esse seu programa de tanta popularidade, onde você hoje apresentou dezenas de atores, de atrizes e nós lembramos diretores, nós lembramos os autores.

Não somos corruptos gente! Eu sei que há uma terra de ninguém, que é a internet, tudo bem. Então, nós temos que, de uma maneira palpável, a gente tem que se posicionar. Somos dignos, temos uma profissão extraordinária. Tenho certeza que pra nós é a maior profissão deste mundo.

Não somos corruptos.  Não somos isso que assim, de uma forma agressiva, nos jogam assim brutalmente. N~~ao somos ladrões diante da Lei Rouanet. Procurem os verdadeiros buracos corruptos deste pais”.

É, Dona Fernanda, não tá fácil pra ninguém, viu? Concordo com a senhora. Tem de buscar os buracos corruptos da lei. Até porque tem o lado que não se viu. Ou pouco se viu. Em 2015, por exemplo, 5,4 mil projetos de artes cênicas, música, artes visuais, patrimônio cultural e outras áreas se beneficiaram da lei. Muita coisa boa – eu diria até que a maioria das coisas – só aconteceu por causa da lei.

Mas é evidente que a lei Rouanet parou no tempo, precisa ser aperfeiçoada. Várias propostas de melhorias estão em discussão e com certeza um projeto mais enxuto e justo deverá ser aprovado em breve.

Para quem, como eu, defende a menor presença possível do Estado na sociedade, pode parecer contradição defender uma lei de incentivo à cultura. Aliás, eu adoraria viver numa sociedade que não precisa de ajuda estatal para a cultura… Mas estamos muito longe disso, especialmente no Brasil, onde cultura é confundida com show.

O problema da intervenção estatal está na violência com que ela nos proíbe de fazer escolhas sobre como agir. Em muitas áreas o Estado define que você é obrigado a fazer isto ou aquilo, mas curiosamente esse não é o caso das leis de incentivo à cultura. Diferente de pagar impostos, por exemplo, que é uma obrigação, ninguém é obrigado a usar as leis de incentivo à cultura. Você tem toda a liberdade para participar se quiser e isso é uma diferença fundamental para a mão peluda do estado. Não existe imposição. A intervenção estatal é no processo de escolha de quem vai receber o aval para captar o dinheiro e nos critérios de seleção. Opa! Quem escolhe quem vai receber o aval para captar dinheiro. É justamente aí onde acontecem as maiores críticas à lei. Esse é o ponto a ser debatido. Mas, de novo, não existe nenhuma imposição sobre o uso dessas leis, portanto, para horror dos libertários, considero as leis de incentivo mais um benefício do que uma intervenção do estado.

E sonho com o dia em que nossa sociedade estará tão madura, a iniciativa privada terá a consciência da importância do investimento em cultura, que não precisaremos mais do estado para garantir financiamento de ações culturais.

Nós financiaremos aquilo que consideramos que traz valor para nossas vidas. E a internet tirará os intermediários do caminho, restando aqueles que conseguem criar valor e fazer com que você perceba isso.

Ao viver em sociedade, aprendemos o que nos transmitem as gerações anteriores e assim contribuímos para aperfeiçoar nossa cultura. Cada grupo social constrói, assim, uma identidade própria, com valores e convicções que lhe dá soluções para os problemas daquele momento e local na história. E quando esses momentos e locais mudam, novos problemas se apresentam e a cultura mudará para buscar as melhores soluções.

É assim que a humanidade evolui.

Purple rain
Prince

I never meant to cause you any sorrow
I never meant to cause you any pain
I only wanted to one time to see you laughing
I only wanted to see you
Laughing in the purple rain

Purple rain, purple rain
Purple rain, purple rain
Purple rain, purple rain
I only wanted to see you
Bathing in the purple rain

I never wanted to be your weekend lover
I only wanted to be some kind of friend
Baby, I could never steal you from another
It’s such a shame our friendship had to end

Purple rain, purple rain
Purple rain, purple rain
Purple rain, purple rain
I only wanted to see you
Underneath the purple rain

Honey, I know, I know
I know times are changing
It’s time we all reach out
For something new, that means you too
You say you want a leader
But you can’t seem to make up your mind
I think you better close it
And let me guide you to the purple rain

Purple rain, purple rain
Purple rain, purple rain
If you know what I’m singing about up here
Come on, raise your hands
Purple rain, purple rain
I only want to see you
I only want to see you
In the purple rain

Chuva púrpura

Eu nunca tive a intenção de te causar alguma mágoa
Eu nunca tive a intenção de te causar alguma dor
Só queria vê-la sorrindo ao menos uma vez
Só queria vê-la
Rindo na chuva púrpura

Chuva púrpura, chuva púrpura
Chuva púrpura, chuva púrpura
Chuva púrpura, chuva púrpura
Só queria vê-la
Banhando-se na chuva púrpura

Eu nunca quis ser seu amor de fim de semana
Só queria ser uma espécie de amigo
Querida, eu nunca poderia roubá-la de outro
É uma pena que nossa amizade tenha que acabar

Chuva púrpura, chuva púrpura
Chuva púrpura, chuva púrpura
Chuva púrpura, chuva púrpura
Só queria vê-la
Debaixo da chuva púrpura

Querida, eu sei, eu sei
Eu sei que os tempos estão mudando
Está na hora de todos tentarmos atingir
Algo novo, isso vale pra você também
Você diz que quer um líder
Mas parece não conseguir se decidir
Acho melhor você desistir
E me deixar guiá-la até a chuva púrpura

Chuva púrpura, chuva púrpura
Chuva púrpura, chuva púrpura
Se você sabe sobre o que eu estou cantando aqui
Vamos lá, levante as mãos
Chuva púrpura, chuva púrpura
Só queria vê-la
Só queria vê-la
Na chuva púrpura

É assim, ao som de Purple Rain, o sucesso de Prince na versão do Postmodern Jukebox com vocal da cantora Miche Braden e o piano de Scott Bradlee que encerramos mais esta edição do Podcast Café Brasil. Você tá ouvindo, meu? Arte é isso aí,ó…

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, você já sabe, né? Você aí ó, completando o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, nossa “Netflix do Conhecimento”, onde você tem uma espécie de MLA – Master Life Administration. Então acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/662.

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Pra terminar, uma frase do Marquês de Maricá, escritor brasileiro:

Ler sem refletir é como comer sem digerir.