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681 – Agrotóxicos: remédio ou veneno

681 – Agrotóxicos: remédio ou veneno

Luciano Pires -
Download do Programa

Ai, ai, ai ai! Tem água infiltrando? Pintura manchando? Mofo voltando? Fungo pegando? Cara,  a umidade não perdoa, viu? E com ela não vem só problemas estéticos não. Vem também várias doenças respiratórias. Se você tá brigando com a umidade, saiba que a maioria dos problemas são fáceis de resolver com a ajuda da SIKA – Líder Mundial de Impermeabilizantes.  Acesse o @sika_brasil no Instagram e coloque lá suas dúvidas! Ou simplesmente, diga que conheceu a SIKA através do Café Brasil!

SIKA – S.I.K.A. – @sika_brasil.

Agrotóxicos surgiram na Segunda Guerra Mundial, para funcionar como armas químicas. Depois da guerra o produto passou a ser utilizado como defensivo agrícola, também conhecido como pesticida, praguicida ou produto fitossanitário. Na legislação brasileira, o termo utilizado é agrotóxico. E acaba de ser aprovado um projeto que flexibiliza a liberação e uso dos agrotóxicos. Vixe… será que vamos todos morrer envenenados, hein?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Eeeeee dona Maria. manhã na roça… cheirinho de café de coador… é com a viola de Heraldo do Monte e o clássico Menino da Porteira,

que eu lembro que desde os anos 1950 a produção agrícola sofreu muitas mudanças, dentro da chamada “Revolução Verde”. O processo agrícola foi modernizado por meio de pesquisas sobre sementes, fertilização do solo e utilização de máquinas no campo. Tudo isso para potencializar a produtividade. Grande parte dessa tecnologia também envolveu o amplo uso de agrotóxicos, a fim de controlar pragas de forma a não ter perdas no processo agrícola.

E a discussão aumentou, pois ao modificar características da fauna e da flora, os agrotóxicos mostram-se perigosos para os seres humanos, seja pelo risco na manipulação ou pelo consumo de produtos com resíduos nos químicos.

Recentemente, em meio a discussões quentes, os deputados aprovaram a tal “PL do Veneno”, conforme os inimigos da flexibilização dos agrotóxicos chamaram o projeto que agiliza a aprovação de novos produtos da família dos agrotóxicos. Até agora, levava-se cerca de oito anos para aprovar um novo produto, o que reduzia a oportunidade de uso de produtos mais eficientes, modernos e seguros. Mais uma motivação para os venenos serem usados impunemente pelo país, é?

Bem, vou começar tratando do envenenamento da população, usando, para horror de muita gente, um texto de Xico Graziano, que é engenheiro agrônomo e doutor em Administração. Xico foi secretário da Agricultura e Secretário do Meio Ambiente de São Paulo. Xico é detestado pelos terraplanistas da ecologia, pois defende o agronegócio. E com dados.

Vamos ao texto, hein…

Lalá, manda aí o Heraldo do Monte com o Trem do Pantanal, por favor….

Se é verdade que tudo está envenenado, onde se verificam os efeitos?

A situação nos hospitais deveria ser alarmante. Milhares de pessoas estariam procurando as unidades de saúde para notificar e tratar doenças variadas, incluindo tumores cancerosos, causados por resíduos de agrotóxicos. Muitos casos seriam conhecidos.

Nada disso se encontra. As mioplasias estão crescendo, é verdade. Mas os pesticidas pouco têm a ver com isso. Quem garante é a Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS): agrotóxicos não constam entre as dez principais causas, ou fatores de risco, da doença.

Na área especializada em medicina toxicológica, notórios especialistas como Flávio Zambrone e Ângelo Trapé (UNICAMP), Rosângela G. Peccinini (USP) e Álvaro Pulchinelli Jr (Escola Paulista Medicina), tampouco confirmam essa (dita) tragédia. Nas unidades em que trabalham, inexistem registros sobre doenças causadas pela ingestão de alimentos contaminados por agrotóxicos.

Na aplicação em campo, lá nas lavouras, aí sim ocorrem problemas. São eles anotados pelo SINITOX, ligado ao Ministério da Saúde. Analisando-se as ocorrências no correr do tempo, verifica-se uma queda das intoxicações causadas por contato com agrotóxicos no Brasil. Ao contrário do esperado.

Entre os anos de 2000 a 2005, a média anual foi de 5.680 notificações; entre 2005 a 2010, de 5.688; e entre 2010 a 2016, de 4.238. Em 2013 foram registradas 1907 notificações; por incongruência dos dados, excluí esse dado do período.

Nesse mesmo período, houve um grande aumento no consumo de agrotóxicos na agricultura brasileira, passando de 140 mil toneladas (2000) para 551 mil toneladas (2016),

deixa eu repetir aqui o texto dele pra você lembrar dos números aqui, ó: de 140 mil toneladas (2000) para 551 mil toneladas (2016),

um acréscimo de 294%.  O crescente uso de agrotóxicos não ocasionou mais intoxicações por contato.

O professor Wanderlei Pignati (UFMT) lidera a campanha permanente contra os agrotóxicos.  Segundo ele, a exposição das pessoas aos venenos no estado, Mato Grosso, campeão agrícola do país, é dez vezes acima da média nacional. Supõe-se, em decorrência, que na zona rural do Mato Grosso as doenças cancerosas estejam altíssimas.

A hipótese não é confirmada pelo Instituto Nacional contra o Câncer (INCA). Na estimativa, para homens, de “casos novos” da doença, a capital, Cuiabá, apresenta 299 casos por 100 mil habitantes; no interior, aparecem 253 casos.

Comparando-se os dados com o estado vizinho, do Mato Grosso do Sul, descobre-se que, neste estado, os casos de câncer estimados pelo INCA são 30% acima dos de Mato Grosso. Mais curioso é notar que os índices mato-grossenses são semelhantes aos notados no Ceará, onde o agro é bem mais fraco.

As avaliações médicas, portanto, coletadas da realidade em todo o país, deixam claro que o uso de mais agrotóxicos não elevaram a incidência de câncer no interior do Brasil.

O herbicida glifosato está na mira do ambientalismo mundial, pois poderia ter efeito cancerígeno. Como se utiliza muito desse agrotóxico nas lavouras do Mato Grosso, o fato deveria estar influenciando o surgimento do Linfoma não Hodgkin. Só que não.

A taxa de incidência em homens, para cada 100 mil habitantes, é de 5,6 em Cuiabá, contra 4,2 no interior; nas mulheres, são 5,5 na capital, contra 2,7 na roça. Deu ao contrário do esperado.

No relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Anvisa/PARÁ), referente aos anos de 2013 a 2015, detectou-se 134 amostras, entre 12.051 coletas de 25 alimentos frescos, com “potencial risco agudo” para a saúde humana. Dá um índice de 1,1% das amostras.

Entre as 134 amostras problemáticas, encontravam-se 90 amostras de laranja e 12 de abacaxi, frutas que mostraram resíduos acima dos permitidos em 12,1% e 5% das amostras, respectivamente. Felizmente ambas as frutas precisam ser descascadas, ou espremidas, para o consumo. O que diminui o risco real.

Se fossem excluídas essas amostras, de laranja e abacaxi, tomando-se em consideração a avaliação sobre as restantes 23 frutas e legumes, o grau de contaminação que traz “potencial risco agudo” cairia para 0,3%, ou seja, 32 amostras entre 11.067 coletadas. Muito menor do que se apregoa.

Mesmo assim, como existe grande margem de segurança, geralmente de 100 vezes, acima dos limites estabelecidos pela legislação, somente haveria dano real à saúde se a ingestão do alimento ocorresse em elevada quantidade.

Por exemplo, considerando o inseticida deltametrina, no cenário de que toda batata, de uma determinada lavoura, fosse vendida contendo o máximo de resíduo permitido, seria necessário ingerir 80 quilos de batata, por pessoa e por dia, para afetar a saúde. É impossível.

Só falta uma possibilidade de se comprovar o envenenamento geral causado por agrotóxicos no Brasil: aceitar a ideia de que existe um efeito acumulativo dos resíduos no organismo humano. Sendo verdadeiro, demorariam anos para se manifestarem os perversos efeitos na saúde das pessoas.

Dediquei-me a pesquisar sobre esse ponto. A despeito de encontrar inúmeras publicações sobre o efeito crônico dos resíduos de agrotóxicos, não encontrei nenhuma referência científica, na literatura recente, comprovando tal hipótese para os princípios ativos mais modernos. Repito: nenhuma publicação científica atesta o efeito crônico.

Antigamente, para os agrotóxicos do grupo dos “organoclorados”, a situação era muito séria, pois suas moléculas eram persistentes no ambiente. Mas eles foram proibidos em todo o mundo há décadas. No Brasil, DDT e BHC foram banidos em 1985.

Conclusão: a análise balizada pelo método científico não confirma que a população brasileira esteja sendo envenenada por resíduos de agrotóxicos. Supõe-se, mas não se evidencia. Felizmente.

Investir na tecnologia e nos cuidados da aplicação, nas lavouras, é sempre recomendável. Aprimorar a fiscalização, obrigatório. Alimento saudável é uma ótima causa, capaz de unir agrônomos, médicos, agricultores, governo, empresas e a sociedade. Todos deveríamos nos unir na defesa do alimento saudável.

Agora, botar medo na população inventando teses absurdas afronta a racionalidade. Quem falar, que mostrem as provas. Eu não as encontrei.

Trem do Pantanal
Geraldo Roca
Paulo Simões

Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
As estrelas do cruzeiro fazem um sinal
De que este é o melhor caminho
Pra quem é como eu, mais um fugitivo da guerra

Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
O povo lá em casa espera que eu mande um postal
Dizendo que eu estou muito bem vivo
Rumo a Santa Cruz de La Sierra

Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
Só meu coração está batendo desigual
Ele agora sabe e o medo viaja também
Sobre todos os trilhos da terra

“Bom dia, boa tarde, boa noite. Tudo bem, Luciano? Sou Renato, sou técnico agrícola, tenho 34 anos, sou nascido em Santa Catarina, mas há 16 anos eu moro no Mato Grosso e há 15 anos eu trabalho na mesma empresa, uma empresa do agro, que fornece insumos, sementes, fertilizantes, defensivos agrícolas e assistência técnica para os produtores aqui da região. 

Sou teu fã já há três anos, escuto o teu podcast assiduamente e indico e recomendo pros meus colegas, pros amigos. Faço questão de instalar o aplicativo pra quem não tem, de baixar o Café Brasil e o LíderCast, pra ter mais gente engajada aí na causa e poder refletir aí sobre tudo que de bom tu tem trazido pra nós.

Acabei de escutar o episódio 679, Será que mudamos? E numa parte da entrevista tu comenta sobre o agronegócio. Quero te dizer que eu concordo em gênero, número e grau com o que tu falou. Principalmente em relação aos defensivos. Hoje a gente escuta tanta coisa que não tem fundamento, que não tem base, na mídia, tanta fake news… enfim, realmente, a gente sofre com isso. É um setor que a gente apanha bastante por conta disso aí.

Realmente, se o produtor não precisar utilizar de defensivo, melhor. Ele não quer gastar mais. É simples. Mas, infelizmente, pra produzir você precisa utilizar, senão você não colhe.

Em relação aos produtos novos, tem as novas moléculas que são mais seguras e tem algumas moléculas que no meio dessas aprovações, tantas ai que está se falando, que são moléculas que já vem sendo utilizadas. São produtos genéricos. Então, realmente, é preciso entender pra ser falar, pra se ter uma ideia. 

E o agronegócio, é o Brasil que deu certo. Isso eu posso te afirmar, com propriedade. A gente passa por crises também? Claro que passa, mas com uma intensidade muito menor do que a crise que vem se estendendo no Brasil aí há alguns anos. O Brasil precisa se espelhar nesse setor. As coisas andam, funcionam aqui, apesar da gente sofrer muito com logística, com desgoverno em relação a impostos. Mesmo assim vem sustentando e vem dando lucro e vem dando renda aí pra muita gente.

Quero te dizer também que eu admiro demais o teu trabalho, tá? Como falei, há 3 anos sou ouvinte teu, eu gosto do teu bom senso, da tua coerência, do teu senso crítico e te dizer assim, cara: obrigado. Que venham mais e mais Luciano Pires que possam dar uma chacoalhada nesse Brasil, que possam mostrar o outro lado da moeda, dessa forma. Com bom senso, com coerência.

Cara! Show de bola. Obrigado mesmo. Continua fazendo o teu trabalho aí que é fantástico. Um abraço pra ti, pro Lalá e pra Ciça. Beleza? Vida longa ao Café Brasil.”

Obrigado Renato, meu caro, Olha! O que eu descobri desde que me aproximei do agronegócio é que os grandes venenos são a ignorância e a desinformação. E isso não tem nada a ver com questões ideológicas, você pode ser contra ou a favor, desde que informado. É a desinformação que gera a histeria que temos visto e que transforma quem ignora o assunto em arma para os que lutam pelo poder. E isso nunca vai mudar. A gente devia investir é em defensivos contra a ignorância…

Ah que delícia… ao fundo você ouve o grande Almir Sater, com o clássico Trem do pantanal, de Geraldo Roca e Paulo Simões, considerada o hino não oficial de Mato Grosso do Sul.

Muito bem. O Renato  receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar o seu endereço para contato@lucianopires.com.br.

A DKT, você já sabe, ela distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, contemplando a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. A causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta para evitar a gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, na hora do amor qual é o melhor defen…não, qual é o melhor preventivo?

Lalá – Ah, uso Prudence… sem parar

Uia… esse é o Tempero da viola, com o  Índio Cachoeira

Pois é… desde que o governo atual anunciou que facilitaria o registro de defensivos, aumentando a concorrência, baixando os preços e influenciando diretamente no lucro de agricultores brasileiros, todos os dias a mídia pulveriza inúmeras manchetes dando conta de contaminações causadas por defensivos e o perigo do uso indiscriminado destes. Da forma como é espalhada a informação, parece que venenos agrícolas estão à disposição de qualquer cidadão, nas  gôndolas de hipermercados.

Bem, eu pedi para que alguns participantes da Confraria Café Brasil ligados ao agronegócio me contassem como é que se compra defensivos. Eu nunca tinha a menor ideia de como era.

Como a maioria dos produtos químicos do mercado, agrotóxicos têm venda controlada, necessitam de receita para que possam ser comercializados, igualzinho àquela que seu médico dá quando receita seu Rivotril…

Esse controle obrigatório por lei nacional é fiscalizado por secretarias estaduais que controlam toda cadeia de fabricação, comercialização e aplicação de agrotóxicos.

Defensivos precisam de receita que só pode ser emitida por um técnico ou agrônomo, ambos devidamente registrados no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) de seu estado. Esses profissionais, sob pena de terem seus registros caçados caso burlem as regras, emitem receitas que seguem um padrão rígido com informações sobre doses máximas e mínimas e o tempo de utilização. Para emitir a receita para compra dos produtos, o técnico deve pagar anualmente o seu CREA e pagar uma taxa para cada documento emitido. Em outras palavras, quem receita os defensivos, coloca o pescoço na reta.

Bem, já temos quem nos dê uma receita do defensivo, agora já podemos partir pra matar aquele bichinho da goiaba que estraga aquele nosso momento Chico Bento certo? Mas é claro que…. não!

Depois de consultar o técnico e informar o problema do pomar, você terá de se encaixar em alguns requisitos que são:

1 Você é produtor rural com registro na secretaria da agricultura do seu município?

2 Você possui talão de notas para venda de produtos agrícolas?

3 Seu pomar é um pomar comercial?

4 A sua plantação encontra-se em áreas urbanas?

Se você disse não a qualquer uma destas perguntas acaba aqui sua aventura antiecológica de inimigo das lagartas da goiaba e afins.

Mas…Digamos que você se encaixa nesses quesitos, então já pode mandar bala no veneno, não é? Não! Ainda não!

Partindo de medidas pré-determinadas pela bula do agrotóxico, o técnico responsável obriga por meio da receita sempre a comprar uma quantidade exata do produto, conforme a necessidade de cada cultura e muitos outros fatores como preço do produto e marcas comerciais disponíveis.

Estas informações ficam gravadas em um sistema online estadual. É assim em Santa Catarina, onde vive o Confrade chamado Manuel Netto, que ajudou com este texto. No Mato Grosso é no Indea – instituto de defesa agropecuária, onde cada produtor deve ter um cadastro com endereço, CPF, inscrição estadual, croqui geo referenciado da área de produção, etc.

Esse órgãos de estado da agricultura tem acesso fácil às informações dadas pelo técnico responsável, podendo usá-las como prova em caso de processo.

Muito bem. Estando tudo certinho, o agricultor se dirige até uma loja especializada e apresenta as 5 guias – sim, são cinco guias – do documento para a compra do famigerado veneno.

O proprietário da loja agropecuária é obrigado por lei a seguir uma série gigantesca de obrigações legais que vão desde a construção dos depósitos do produto, seguindo padronização conforme normas técnicas. Ele é obrigado também a ter um certo número de licenças ambientais, alvarás e licenças de funcionamento. Tudo isso com validade limitada a no máximo 3 anos e com taxas de renovação anuais que vão de 100 a 500 reais para cada licença expirada.

Ao vender o produto, o comerciante retém 3 das 5 guias do receituário agronômico e fornece o veneno conforme a marca e princípio ativo descritos. Se não seguir as normas das guias, o comerciante pode ser multado, ter seu alvará suspenso ou mesmo ir preso. As multas começam em 1.000,00 reais e podem crescer até onde a imaginação alcança.

Que tal, hein? Você achou que comprar agrotóxicos é como você fazia com aquele saquinho de BHC nos anos setenta, é? Não mesmo…

E chegou o momento Nakata, que fabrica autopeças para veículos leves, pesados e motos e mantém um blog com dicas para ajudar você a cuidar bem do seu carro e economizar na manutenção. Olha só: está terminando agora este mês agora de setembro, aquela dica que eu passei aqui. Se você entrar no blog.nakata.com.br e colocar em qualquer lugar um comentário dizendo que chegou lá pelo Café Brasil, concorrerá todo mês a um curso na Udemy.

Tem milhares de cursos lá. Alguns, podem mudar a vida da gente. E o ganhador poderá escolher qualquer um até o valor de duzentos e cinquenta reais. quatro ouvintes já ganharam, cara. Que tal você tentar, hein?

Vai lá? blog.nakata.com.br.

Tudo azul? Tudo Nakata.

Voltando aos defensivos… ainda tem a questão do transporte. Quem for transportar tem de ter um curso para transporte de cargas perigosas e, dependendo do volume carregado, o veículo tem de ser sinalizado com placas indicativas e carregar um kit para acidentes com cone, pá, material absorvente, etc.

Depois do uso, o agricultor tem o prazo de um ano para devolver 100% das embalagens lavadas para reciclagem. E esse “lavada”, não é só lavar não. Tem que ter um sisteminha pra recolher e tratar a água. O período que o defensivo fica na propriedade tem de ter uma estrutura especial para armazenar o produto e outra para armazenar as embalagens vazias.

Em resumo, o melhor cenário seria não utilizar agrotóxicos!

Mas tem mais. Tem o aspecto econômico.

Agrotóxicos não são nada baratos. Variam de 15 a 200 reais o litro, até mais, cara, dependendo do princípio ativo.

Quando falamos de agronegócio, não estamos falando da plantação de alface na chácara do seu João. Estamos falando de altas produções, onde os números são sempre muito grandes. Não é um saquinho de BHC que resolve…

Em minha palestra Geração T apresento um gráfico que mostra que entre 1998 e 2016, enquanto a produtividade cresceu 28% e o custo de produção cresceu 178%, o custo com defensivos, cresceu 234 %. Agrotóxicos são muito caros.

Se o agricultor usar agrotóxicos em excesso, seu lucro simplesmente desaparece. Portanto, pelo interesse simplesmente econômico, quanto menos defensivos forem utilizados, melhor!

Olha, essa discussão é como aquela que tratei nos programas sobre o homem na lua, cara. Quem é contra é contra, quem é a favor é a favor, não adianta mostrar números, sempre haverá alguém com números iguais dizendo exatamente o contrário. O que não dá, como disse o Xico Graziano, é botar medo na população inventando teses absurdas que afrontam a racionalidade, transformam o agronegócio em vilão e não resolvem nenhum problema.

Bem, agora você sabe que agrotóxicos não são tããããão acessíveis, muito menos baratos. Não podem nem devem ser usados indiscriminadamente, ainda mais em um país onde valores pequenos tornam-se grandes no montante de safras inteiras. Agrotóxicos são, sim, perigosos quando mal utilizados, como qualquer droga que você conhece. Mas quando bem aplicados, aumentam a produção, geram valor e sustentabilidade e seguram o PIB brasileiro.

A série do podcast Cafezinho que eu publiquei a respeito, e que vai do 201 ao 205, você pode ouvir no portalcafebrasil.com.br. Ou então acesse o roteiro deste programa, onde colocarei todos lá em sequência.

É assim, ao som de Majestade Sabiá, clássico composto por Roberta Miranda, aqui na viola do Índio Cachoeira, que encerramos mais esta edição do Podcast Café Brasil.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí ó, completando o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”, onde você tem uma espécie de MLA – Master Life Administration. Acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar. Cara! Você vai ver que loucura é…

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/681.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase do médico, alquimista, físico, astrólogo e ocultista suíço-alemão Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim. Mais conhecido como Paracelso.

A diferença entre o remédio e o veneno é a dose.